Problemas de saúde levam Bolsonaro a cancelar agenda de julho.
Bolsonaro cancela agenda de julho por recomendação médica após mal-estar
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 70 anos, suspendeu todos os compromissos públicos programados para o mês de julho. A decisão foi tomada após ele se sentir mal na noite de 1º de julho e buscar atendimento médico de emergência, segundo comunicado divulgado por sua equipe.
Bolsonaro, que passou por uma cirurgia em abril para tratar uma obstrução intestinal sequela do atentado sofrido durante a campanha presidencial de 2018, está em recuperação e, segundo seus médicos, deverá permanecer em repouso domiciliar por todo o mês.
De acordo com os profissionais de saúde, ele enfrenta crises frequentes de soluços, vômitos e dificuldades para se alimentar e falar, o que motivou a recomendação de repouso absoluto. As viagens a Santa Catarina e Rondônia foram canceladas, assim como outros compromissos políticos, inclusive com o Partido Liberal.
O comunicado foi publicado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente. Já os médicos informaram que o objetivo é garantir a plena recuperação após uma cirurgia extensa, agravada por internação prolongada, quadro de pneumonia e episódios recorrentes de desconforto físico.
Apesar das orientações médicas anteriores para evitar aglomerações, Bolsonaro havia participado de eventos em Brasília e em São Paulo nos últimos meses, incluindo uma grande manifestação na Avenida Paulista, no último domingo.
Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente, escreveu nas redes sociais que acredita na recuperação do marido: “O Jair precisa deste tempo para se recuperar completamente. Tenho fé de que Deus o ajudará e que em breve ele estará de volta com toda a energia.”
Julgamento em andamento
Enquanto se recupera, Bolsonaro também enfrenta um processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é acusado de integrar uma organização criminosa que teria planejado um golpe de Estado para evitar a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, após sua derrota nas eleições de 2022.
Durante depoimento recente, o ex-presidente negou a acusação, afirmando que nunca participou de qualquer tentativa de golpe e que apenas cogitou possibilidades dentro da Constituição. A Procuradoria-Geral da República, no entanto, afirma que havia um plano estruturado, que não se concretizou por falta de apoio militar.
Se condenado, Bolsonaro poderá pegar até 40 anos de prisão. Atualmente, ele já está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o puniu por disseminar desinformação sobre o sistema eleitoral.
Apesar disso, Bolsonaro segue sendo a principal figura da direita no país. No evento em São Paulo, chegou a relativizar sua necessidade de retorno à Presidência: “Me deem 50% da Câmara e do Senado que eu mudo o destino do Brasil. Nem preciso ser presidente.”
Redação ANH/DF









