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Brasil tem 8,1% de sua população vivendo em favelas, mostra Censo 2022

EBC O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (8) um retrato das favelas e comunidades urbanas brasileiras, com base no Censo de 2022. A pesquisa mostra que as maiores favelas do país estão em São Paulo e Rio de Janeiro. Mas, em termos proporcionais, os estados do Norte registram a maior quantidade de pessoas morando nesses locais, com destaque para o Amazonas. A Rocinha, comunidade reconhecida pela prefeitura como bairro da zona sul do Rio de Janeiro, foi apontada como a favela mais populosa do país. Quem mora lá só vê a comunidade crescer. No Brasil, mais de 16,3 milhões de pessoas viviam em favelas em 2022, 8,1% da população, uma quantidade maior que em 2010, quando o Censo registrou 6% dos brasileiros vivendo em favelas e comunidades urbanas. Em 2022, foram mapeadas 12.348 comunidades, das quais a Rocinha era a mais populosa, com mais de 72 mil moradores. Na sequência, em tamanho da população, aparecem Sol Nascente, no Distrito Federal, Paraisópolis, em São Paulo, e Cidade de Deus Alfredo Nascimento, no Amazonas. Entre as 20 favelas e comunidades urbanas mais populosas, oito estavam na região norte, sete delas só em Manaus. Outras sete estavam no sudeste e quatro na região nordeste. A proporção de homens e mulheres segue a mesma do país. Com relação a cor e raça, cresceu a quantidade de autodeclarados pretos ou pardos. Em 2022, 8% das pessoas indígenas residiam em favelas e comunidades urbanas. As favelas também tinham mais igrejas do que estabelecimentos de ensino ou de saúde. Para cada unidade de saúde, havia mais de 18 templos religiosos. As comunidades também tinham uma média de seis igrejas para uma escola. Fonte: Agência Brasil

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Morre Maguila, lenda do boxe nacional, aos 66 anos

noticiasaominuto.com.br Faxineiro em Aracaju. Pedreiro em São Paulo. Adilson Rodrigues se transformou no pugilista mais carismático do boxe brasileiro. Simples e espontâneo, Maguila – apelido que ganhou dos amigos de obra pela semelhança com o personagem de um desenho famoso – ganhou espaço na mídia e fez de suas lutas um evento imperdível aos domingos. O eterno campeão peso pesado morreu nesta quinta-feira, em São Paulo, aos 66 anos. Ele sofria de encefalopatia traumática crônica e estava internado há 28 dias. Desde 2010, o ex-atleta lutava contra o Alzheimer. Maguila chegou a São Paulo em 1970, juntamente com o irmão Maurício. Assustou-se com o frio da cidade e foi trabalhar como pedreiro. Chegou a morar em uma boleia de caminhão, foi preso por dez horas por agredir um companheiro de trabalho, se fez de louco para não servir o Exército e entrou no boxe aos 22 anos pelas mãos de Ralph Zumbano, tio de Eder Jofre, na academia do extinto BCN. “Quanto você pesa, meninão?”, perguntou Ralph, um dos lutadores mais clássicos que o Brasil já teve. “Noventa e cinco”, disse Maguila. Ralph se animou, pois poucos são os lutadores nacionais na principal categoria do boxe. Em pouco tempo, Maguila foi campeão do tradicional torneio Forja dos Campeões e do Campeonato Paulista. Em 1983, aos 25 anos, passou para profissional e com apenas três lutas já era campeão nacional. Mais seis combates, já sob a orientação da empresa do narrador Luciano do Valle, veio o cinturão sul-americano. Maguila virou uma febre nacional. Suas lutas levantavam a audiência da TV Bandeirantes, onde Luciano do Valle trabalhava. Mas o ano de 1985 foi complicado para o pugilista. Duas derrotas acachapantes para o argentino Daniel Falconi e para o holandês Andre Van Oetelaar, ambas por nocaute, quase encerraram sua carreira. Ralph foi demitido e em seu lugar foi contratado Miguel de Oliveira, que na época dividia com o lendário Eder Jofre a glória de ter sido campeão mundial pelo Brasil. Com Miguel de Oliveira no córner, Maguila devolveu a Falconi e Oetelaar a derrota na mesma moeda e transformou em ídolo nacional. O foco de Luciano do Valle e de sua empresa, a Luqui, virou para o supercampeão Mike Tyson. Contatos foram feitos com Don King, que cuidava dos interesses do fenômeno norte-americano. Até uma luta no Maracanã foi sonhada. Com isso, os desafios foram ficando maiores. O primeiro foi a conquista do título das Américas, com mais de 10 mil torcedores no Ginásio do Corinthians, em São Paulo. Maguila passou pelo resistente norte-americano Rocky Sekorsky, em 12 rounds. Mais de 20 mil pessoas lotaram o Ginásio do Ibirapuera, em 1987, para a luta contra o ex-campeão mundial James “Quebra-Ossos” Smith. Em decisão polêmica, por pontos, o brasileiro foi proclamado vencedor. O triunfo o colocou entre os dez primeiros do ranking do Conselho Mundial de Boxe e virtual desafiante de Tyson. O ano de 1988 foi de espera pela oportunidade de tentar o título mundial. Como ela não veio, Maguila, segundo colocado no ranking, enfrentou Evander Holyfield, que era o primeiro. No duelo de Lake Tahoe, o brasileiro, treinado pelo lendário norte-americano Angelo Dundee, que havia trabalhado com Muhammad Ali e Sugar Ray Leonard, chegou a vencer o primeiro round para dois dos três jurados, mas foi aniquilado no segundo. “O Dundee me orientou errado. Mandou eu ir para cima dele (Holyfield)”, reclamou Maguila. A partir daí, a empresa Luqui quis encerrar a carreira de Maguila, que não aceitou e chegou a enfrentar o mito George Foreman, em 1990. Sofreu, então, mais um nocaute violento no segundo round. “Tomei um soco que quase venho para o Brasil sem pagar passagem”, brincou ele, ao comentar sobre a força do rival norte-americano, que tinha 41 anos na época. Depois de Foreman, Maguila lutou mais dez anos. Fez uma peregrinação pela América do Sul, acumulou dinheiro, manteve o interesse do público, mas nunca mais foi o mesmo. Chegou a ganhar o inexpressivo título mundial da Federação Mundial de Boxe, quando derrotou o britânico Johnny Nelson. Aliás, bateu este adversário também na revanche. Em 2000, aos 42 anos, pendurou as luvas. Mas se manteve em evidência. Fez comerciais de TV, participou de programas de auditório e gravou CD de pagode. Com sua morte, o boxe perde um personagem único. Fonte: noticiasaominuto.com.br

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Argelina alvo de polêmica nas Olimpíadas anuncia ida para boxe profissional

noticiasaominuto.com.br SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A boxeadora argelina Imane Khelif, alvo de polêmica nas Olimpíadas de Paris-2024, anunciou que em breve irá para o boxe profissional. O anúncio foi feito por ela no último domingo (20). Khelif, no entanto, não revelou por onde vai se profissionalizar na modalidade. “Em breve entrarei no mundo do boxe profissional, tenho muitas ofertas. Atualmente, não decidi por onde entrarei no boxe profissional. Mas muito em breve darei este passo. Nós, como argelinos, gostaríamos de ver o nosso nível no campo do profissionalismo”, revelou Imane Khelif, em entrevista coletiva.   Khelif também anunciou que sua vida vai virar documentário. Ela superou a polêmica criada sobre supostamente ser uma atleta trans e conquistou o ouro no boxe durante as Olimpíadas de Paris-2024.   “Quero partilhar com vocês a minha história de sucesso com a família dos meios de comunicação social e com as jovens que acompanham minha vida. Está sendo preparado um documentário sobre minha história de sucesso e que será exibido em plataformas internacionais.”   ENTENDA A POLÊMICA   A polêmica sobre o gênero de Imane Khelif começou em 2023. Ela participaria do Mundial de Boxe, organizado pela Associação Internacional de Boxe (IBA, sigla em inglês), mas foi desclassificada após não passar em um “teste de gênero” feito pela organização.   Outra lutadora lidou com a polêmica quanto ao teste de gênero feito pela IBA.   A boxeadora taiwanesa Lin Yu-ting, que participa das Olimpíadas, também foi reprovada. A IBA não explicou em seu site o método do teste, que disse ser “confidencial”, mas afirmou que elas “têm vantagens comparadas com as outras competidoras”.   Imane Khelif conseguiu vaga nas Olimpíadas de Paris-2024. A polêmica sobre ela ganhou força após sua primeira luta na competição, quando ela venceu Angela Carini. A atleta italiana desistiu da luta após 46 segundos, depois de levar golpes na altura do nariz.   O porta-voz do COI explicou por que um teste de testosterona não é adequado.   “O teste de testosterona não é um teste perfeito. Muitas mulheres podem ter níveis de testosterona iguais ou semelhantes aos dos homens, embora ainda sejam mulheres”, disse Mark Adams, porta-voz do COI, sobre o caso.   O COI diz que a IBA, que organizou o Campeonato Mundial, não é mais um órgão reconhecido como competente pelo comitê desde 2023. Um documento oficial cita que a organização de boxe apresentou falhas recorrentes relacionadas à integridade e transparência da associação, que foi acusada de manipulação de resultados e corrupção.   Até hoje não houve qualquer confirmação de que Imane Khelif não seja uma mulher cisgênero. A imprensa internacional chegou a levantar possibilidade -sem comprovação- de que a boxeadora argelina seja uma pessoa intersexo (que nasce com características sexuais não binárias).   Khelif se defendeu da polêmica durante as Olimpíadas e afirmou ser uma mulher cisgênero. Ela, inclusive, acionou a Justiça após os ataques sofridos durante a competição em Paris. Fonte: noticiasaominuto.com.br

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Neymar reestreia no Al-Hilal após um ano fora e entra na mira para convocação da seleção

noticiasaominuto.com.br Um ano e quatro dias desde que se lesionou em partida da seleção brasileira, Neymar entrou novamente em campo em uma partida oficial do Al-Hilal. O camisa 10 foi relacionado por Jorge Jesus para ajudar a equipe na segunda etapa do duelo com o Al-Ain, pela terceira rodada da Liga dos Campeões da Ásia, nesta segunda-feira. Bruna Biancardi, sua namorada, e a filha Mavie acompanharam a partida nas tribunas do estádio Hazza bin Zayed, na cidade de Al Ain, nos Emirados Árabes Unidos. Neymar se tornou o grande assunto da seleção desde o início da trajetória de Dorival Júnior no comando da equipe, em janeiro. Muito pela ausência do camisa 10 e a preocupação com sua recuperação física, mas também pela má fase que a seleção vive nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Foram duas vitórias na última Data Fifa, mas a eliminação precoce na Copa América nas quartas de final, diante do Uruguai, e o desempenho em campo preocupavam a CBF.   A expectativa da entidade era de que Neymar estivesse apto a retornar a partir de agosto. No início da temporada, no entanto, tanto o Al-Hilal quanto os médicos da CBF, em comissão liderada pelo médico Rodrigo Lasmar, perceberam que o atacante não teria condições de entrar em campo naquele momento. Ele passou por cirurgia após romper o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e machucar dois meniscos.   “Estamos tendo a percepção do quanto esse jogador (Neymar) é importante. Nos próximos anos, se Deus quiser, nós poderemos desfrutar de um dos grandes jogadores do futebol mundial em um momento que pode ser marcante na carreira dele e da nossa seleção”, afirmou Dorival Júnior, em setembro. “Vamos aguardar, temos paciência. Não tem importância se volta outubro, novembro ou só em fevereiro. Tem de estar confiante, atuando e, principalmente, zerado da seleção. Demanda tempo e procedimentos naturais que são feitos.”   O plano de Dorival e da CBF era aguardar a reestreia de Neymar para, então, debater seu retorno à seleção. Durante os últimos meses, o técnico do Al-Hilal, Jorge Jesus, chegou a afirmar que Neymar só retornaria a campo em 2025. Tanto que o time saudita não o inscreveu para a disputa do Campeonato Saudita até dezembro, pelo limite de estrangeiros no elenco – o clube optou por manter o lateral Renan Lodi, já que ele teria condições de defender a equipe na primeira metade da temporada. Na Liga dos Campeões da Ásia, no entanto, o camisa 10 pôde fazer sua estreia, por não haver essa restrição na competição.   Em 2023, quando havia sido recém contratado pelo clube saudita, o atacante foi convocado por Fernando Diniz para os duelos com Bolívia e Peru, pelas Eliminatórias. Ele entrou em campo, foi titular e se tornou o maior artilheiro da história da seleção brasileira, superando a marca de Pelé. No entanto, o episódio gerou um atrito com Jorge Jesus e o Al-Hilal. “Não sei porque está na convocação da seleção brasileira um jogador que está lesionado. Não vai jogar, porque não tem condições de jogar. Nem treinar, quanto mais de jogar”, afirmou o treinador português à época.   Neymar se recuperava de lesão após deixar o Paris Saint-Germain. À época, a equipe médica da seleção negou que o atacante não teria condições de jogo. “O departamento médico da seleção brasileira masculina de futebol informa que vem monitorando há alguns dias as condições clínicas do jogador Neymar Jr. A comissão técnica está ciente da situação e tem mantido contato constante com o atleta, acompanhando a sua evolução”, informou por meio de nota oficial.   As próximas partidas da seleção brasileira serão em novembro, contra Venezuela, dia 14, e Uruguai, dia 19, em Salvador. Uma convocação de Neymar vai depender da evolução do atacante nos treinamentos. Por não estar inscrito no Campeonato Saudita, ele só pode entrar em campo em mais uma oportunidade antes da próxima convocação de Dorival, em duelo com o Esteghlal, do Irã, pela Liga dos Campeões.   Pelo Al-Hilal, desde que foi contratado, em 2023, Neymar somou sua sexta partida nesta segunda-feira, com um saldo de gol marcado e duas assistências. Já nesse período sem Neymar, a seleção sentiu sua ausência: foram três derrotas, seis vitórias e cinco empates – um aproveitamento de 58,9%. Fonte: noticiasaominuto.com.br

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Multivacinação não oferece risco e aumenta imunidade coletiva

© Marcelo Camargo/Agência Brasil Mutirão é estratégia adotada pelo Ministério da Saúde As campanhas de multivacinação, que funcionam como mutirão de aplicação de imunizantes para atualização da caderneta de vacinação, não oferecem risco à população e são, efetivamente, uma forma de aumentar a cobertura vacinal no país e fortalecer a imunidade coletiva, evitando o risco de surtos de doenças que podem levar à morte e a sequelas graves. Mas, em um cenário de proliferação de fake news e desinformação, algumas pessoas demonstram receio em relação à aplicação de mais de um imunizante no mesmo dia. Neste Dia Nacional da Vacinação, celebrado em 17 de outubro, especialistas ouvidos pela Agência Brasil reforçam a importância da estratégia adotada pelo Ministério da Saúde e ajudam a descartar mitos e receios que envolvem a multivacinação, direcionada principalmente às crianças e adolescentes menores de 15 anos. Em campanhas recentes, o ministério disponibilizou 17 vacinas que protegem contra doenças como poliomielite, sarampo, rubéola e caxumba, entre outras. Sem riscos A pesquisadora Patricia Boccolini, coordenadora do Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância), instituição ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), explica que não há limite para a quantidade de vacinas que uma criança pode receber no mesmo dia. Ela defende que “é importante não desperdiçar aquela oportunidade de deixar as vacinas daquela criança em dia”. “Segundo o Ministério da Saúde, em princípio, todas as vacinas de rotina da criança podem ser aplicadas no mesmo dia”, afirma. Boccolini acrescenta que sempre há um profissional da saúde no local do mutirão para avaliar quais vacinas são necessárias e administrar as doses. O Observa Infância é uma iniciativa de divulgação científica para levar ao conhecimento da sociedade dados e informações sobre a saúde de crianças. A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, conta que algumas vacinas precisam respeitar um intervalo de aplicação. “Intervalo mínimo entre duas doses da mesma vacina e o intervalo mínimo entre uma vacina e outra, e isso vai variar de acordo com o imunizante”. “O profissional da saúde, quando avaliar essas vacinas atrasadas, vai buscar aproveitar melhor aquela visita”. A diretora da Sbim derruba o mito de que a multivacinação sobrecarrega o sistema imunológico de crianças e adolescentes. “A gente se expõe a vírus, bactérias e fungos 24 horas por dia, e isso não sobrecarrega. Não vai ser a quantidade mínima de antígenos que tem nas vacinas que vai sobrecarregar o sistema imunológico. Ao contrário, as vacinas ajudam o sistema imunológico, apresentando esses antígenos das doenças consideradas mais graves, de forma que ele possa criar esses anticorpos sem adoecer”, detalha. Boccolini completa: “O que pode acontecer são reações leves, como febre, dor no lugar da aplicação, algumas reações pequenas”. “A gente tem que pensar que os benefícios da vacinação em proteger contra doenças graves que podem levar à morte das crianças superam esses pequenos desconfortos temporários que possam surgir”, acrescenta a pesquisadora. Vacinas específicas A coordenadora do Observa Infância faz o adendo de que os profissionais de saúde que acompanham a vacinação orientam sobre casos específicos de vacinas que não devem ser tomadas no mesmo dia. “A gente tem algumas exceções, por exemplo, a vacina da tríplice viral – que protege contra sarampo, caxumba e rubéola – ou a tetra viral – que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e também varicela [popularmente conhecida como catapora] – em crianças menores de 2 anos não devem ser aplicadas com outras vacinas, como a de febre amarela”, alerta. “A vacina da febre amarela pode ter alguma interferência na resposta imunológica quando combinada com componente, por exemplo, da caxumba e da rubéola presentes na tríplice viral”. Para esses casos, é preciso um intervalo de 30 dias entre as vacinas, explica. Já para maiores de 2 anos, as vacinas podem ser aplicadas simultaneamente, de acordo com Boccolini. Ela cita também a Qdenga, vacina contra a dengue produzida pelo laboratório japonês Takeda. Por enquanto o Sistema Único de Saúde (SUS) só a disponibiliza para adolescentes. Mas, tecnicamente, pode ser aplicada em crianças menores. “É uma vacina de vírus atenuado, ela também segue esse mesmo esquema de ser tomada sozinha e não junto com outras vacinas”. A pesquisadora enfatiza que qualquer tipo de questionamento, inclusive sobre vacinas que gestantes podem tomar, é elucidado por profissionais de saúde presentes nos mutirões. “Todas essas dúvidas vão ser tiradas lá, no momento da vacinação”. Cobertura vacinal Além de serem benéficas para a criança e o adolescente que se protege de doenças evitáveis, as campanhas de multivacinação são importantes para o país, pois são uma forma de ampliar a cobertura vacinal. “Todo esse esforço conjunto facilita o acesso a vacinas”, avalia Boccolini. “Quando se atualiza a caderneta, você faz com que as doses atrasadas sejam aplicadas em um único momento”. A consequência, completa, é que o país “se protege contra surtos, fortalecendo a imunidade coletiva”. Por isso, há o interesse de a cobertura vacinal se manter sempre elevada. A coordenadora cita o exemplo do sarampo. “Uma doença que a gente conseguiu controlar, mas, vira e mexe, ela volta porque não foi erradicada no mundo”. Outro caso é a poliomielite, que pode causar paralisia infantil. O Brasil erradicou a doença, que ainda é endêmica em muitos lugares do mundo, ou seja, está presente com recorrência em determinada região, mas sem um aumento significativo no número de casos. “A gente precisa ter uma cobertura vacinal alta, imunidade coletiva, para que, caso tenhamos alguma pessoa vinda de fora com a doença, estejamos preparados para que não tenha uma questão aqui no território nacional”, explica a especialista, que aponta a necessidade de a nossa cobertura vacinal atingir em torno de 90% a 95% do público-alvo. De acordo com o Ministério da Saúde, a cobertura vacinal em 2024 é de cerca de 85%. O país não registra casos de poliomielite desde 1989 e, cinco anos depois, em 1994, recebeu a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem. No entanto, em 2023, o país foi classificado como de alto risco para a reintrodução do poliovírus pela Comissão Regional para a Certificação da Erradicação da Poliomielite na Região das Américas (RCC), ligada

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Se regulação não der conta, eu acabo, diz Lula sobre bets

© Joédson Alves/ Agência Brasil Mais de 2 mil bets saíram de circulação no país O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (17) que pode acabar com o mercado das plataformas digitais de apostas esportivas, as chamadas bets, se a regulação não for suficiente para assegurar a saúde mental e financeira da população. Lula concedeu entrevista para a Rádio Metrópole, em Salvador, onde cumpre agenda. “Eu tive uma reunião com 14 ministérios para a gente discutir a questão das bets e nós temos uma opção, ou acabava definitivamente ou a gente regulava. Nós optamos pela regulação, e me parece que essa semana mais de 2 mil bets já saíram de circulação”, disse o presidente. “Nós vamos ver se a regulação dá conta. Se a regulação der conta, está resolvido o problema, se não der conta, eu acabo, fica bem claro. Porque você não tem controle do povo mais humilde, de criança com celular na mão fazendo aposta, nós não queremos isso”, afirmou o presidente. Os sites e os aplicativos de apostas online que não foram autorizados pelo governo foram retirados do ar, no dia 11, em uma ação conjunto do Ministério da Fazenda e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Mais de 2 mil sites ilegais de apostas envolvidos com fraude e golpes foram bloqueados. Até o momento, 98 empresas com 215 bets estão aptas a operar no Brasil até dezembro, de acordo com a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Já as listas dos estados têm 26 empresas autorizadas a operar por cumprirem regras da portaria do Ministério da Fazenda. No fim do ano, o Ministério da Fazenda deve concluir a análise definitiva dos primeiros pedidos de autorização de empresas para verificar quais cumprem as leis e as regras de apostas esportivas e de jogos online. As empresas terão de pagar R$ 30 milhões à União para funcionar a partir de 1º de janeiro de 2025. É nessa data que começa a operar o mercado regulado de apostas no Brasil. Uma lei votada no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Lula em dezembro de 2023 estabeleceu que cabe ao Ministério da Fazenda autorizar a exploração de apostas e fixar condições e prazos para adequação das empresas do ramo. Ao todo, o governo já editou dez portarias para regulamentar as operações das bets. Elas tratam, entre outras questões, sobre o que é o jogo justo, certificação, questões financeiras, utilização obrigatória do sistema financeiro, proibição de cartão de crédito, proteção do apostador em relação a menores, pessoas dependentes, questão de publicidade e a questão dos procedimentos. As plataformas terão de seguir todas as regras de combate à fraude, à lavagem de dinheiro e à publicidade abusiva. De acordo com a pasta, a regulamentação do funcionamento das bets também exigirá das operadoras o registro do CPF dos jogadores. O objetivo da medida é possibilitar o acompanhamento do histórico dos aposentados para assegurar sua saúde mental e financeira. Saúde pública No dia 4 de outubro, o presidente Lula fez reunião ministerial para discutir medidas de redução dos impactos das bets em casos de dependência e endividamento e alertou a população sobre o perigo do vício em jogos. “Tem muita gente se endividando, tem muita gente gastando o que não tem. E nós achamos que isso tem que ser tratado como uma questão de dependência. Ou seja, as pessoas são dependentes, as pessoas estão viciadas”, ressaltou Lula, de acordo com nota divulgada pela Presidência após a reunião. Outra preocupação do governo federal é com os beneficiários do Bolsa Família que utilizam o valor do benefício para fazer as apostas. Medidas de restrição voltadas para esse público também estão em análise. Os gastos de brasileiros em plataformas de apostas online serão medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2024/2025, que vai a campo a partir de 5 de novembro. Segundo dados do Instituto Locomotiva, 25 milhões de pessoas passaram a fazer apostas esportivas em plataformas eletrônicas de janeiro a julho deste ano, apostando R$ 52 milhões. O instituto também verificou que 86% das pessoas que apostam têm dívidas e que 64% estão negativadas na Serasa. Do universo de pessoas endividadas e inadimplentes no Brasil, 31% jogam nas bets. Fonte: Agência Brasil

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Saiba quais documentos são aceitos para participar do Enem em novembro

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Boletim de ocorrência em caso de perda ou roubo não valerá neste ano Os candidatos que forem participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 nos dias 3 e 10 de novembro poderão utilizar documentos digitais para identificação no local da prova, como a Carteira de Identidade Nacional (CIN), o e-Título, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou o Registro Geral (RG). Os documentos podem ser apresentados por meio do aplicativo Gov.br.  A partir deste ano, não será mais aceita a apresentação do boletim de ocorrência (B.O.) em caso de perda de documentos físicos. Segundo o Ministério da Educação, o objetivo da mudança é garantir mais segurança ao exame. Também são considerados documentos válidos para identificação do participante a cédula de identidade expedida por secretarias de Segurança Pública, Forças Armadas, Polícia Militar e Polícia Federal; a identificação fornecida por ordens ou conselhos de classes que tenha validade legal como documento de identidade; o passaporte; a Carteira Nacional de Habilitação e a Carteira de Trabalho e Previdência Social impressa e expedida após 27 de janeiro de 1997. Para os participantes estrangeiros, é obrigatória a apresentação de um desses documentos:  passaporte; identidade expedida pelo Ministério da Justiça, Carteira de Registro Nacional Migratório, Documento Provisório de Registro Nacional Migratório, Cédula de identidade civil ou documento estrangeiro equivalente. O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao fim da educação básica e é a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil. Instituições de ensino públicas e privadas utilizam os resultados do exame como critério único ou complementar dos processos seletivos. Fonte: Agência Brasil

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Clientes de bancos têm até quarta-feira para sacar valores esquecidos

© Shutterstock Na quinta-feira (17), os recursos não sacados serão transferidos para a conta única do Tesouro Nacional   Cerca de 42 milhões de pessoas físicas e 3,6 milhões de pessoas jurídicas têm até quarta-feira (16) para sacar recursos esquecidos no sistema financeiro. Segundo os dados mais recentes do Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central, referentes a agosto, ainda não foram sacados R$ 8,59 bilhões. Desse total, R$ 6,62 bilhões referem-se a valores não retirados por pessoas físicas e R$ 1,97 bilhão por empresas. Na quinta-feira (17), os recursos não sacados serão transferidos para a conta única do Tesouro Nacional, para atender à lei que compensa a prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e de 156 municípios, aprovada em setembro pelo Congresso. Os R$ 8,56 bilhões comporão os R$ 55 bilhões que entrarão no caixa do governo para custear a extensão do benefício. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) destacou que a previsão para incorporação desses recursos pelo Tesouro Nacional está prevista em legislação há mais de 70 anos, por meio da Lei 2.313 de 1954. O texto esclarece que, diferentemente de um confisco tradicional, os cidadãos poderão reclamar os valores esquecidos. O Ministério da Fazenda, informou a Secom, publicará um edital no Diário Oficial da União com informações sobre os valores a receber. O recolhimento poderá ser contestado pelos que tiverem direito. O único site onde é possível fazer a consulta é o site oficial do Sistema de Valores a Receber. Ao abrir a página, o usuário deve clicar em “Consulte valores a receber”, preencher os campos com os dados, clicar em “Consultar” e conferir a existência de valores esquecidos. Caso haja dinheiro a receber, o usuário deve clicar no botão “Acessar o SVR”. Essa segunda etapa, no entanto, requer conta nível prata ou ouro no Portal Gov.br. Após abrir a nova página, o SVR informará uma data para consultar os valores e os dados para a transferência. Na maioria dos casos, o usuário pode agendar um Pix. Em outros, será necessário entrar em contato com as instituições financeiras nos canais informados pela página do Banco Central. Na data informada pelo sistema, o usuário deverá acessar novamente o site do SVR, com o login Gov.br. Somente então, será possível pedir a transferência dos valores. Quem perder a data do agendamento terá de entrar novamente na página e pedir uma nova data para o retorno. A consulta está aberta a pessoas falecidas e empresas fechadas. O acesso é possível a herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Assim como nas consultas a pessoas vivas, o sistema informa a instituição responsável pelo valor e a faixa de valor. Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/

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Morre o publicitário Washington Olivetto, criador do garoto Bombril e da Democracia Corinthiana, aos 73

© Getty O publicitário ficou quase cinco meses internado no hospital Copa Star, no Rio, por complicações pulmonares. Morreu de falência múltipla de órgãos   (FOLHAPRESS) – Washington Olivetto era o maior garoto-propaganda de si mesmo. E poderia haver alguém melhor? O publicitário, que morreu neste domingo (13), às 17h15, aos 73 anos, seduzia (“Publicidade é sedução”, costumava dizer), provocava e alegrava o Brasil com seu trabalho e sentia um prazer especial em falar sobre sua vida, sua história e seus feitos -que não são poucos. O publicitário ficou quase cinco meses internado no hospital Copa Star, no Rio, por complicações pulmonares. Morreu de falência múltipla de órgãos. “Washington Olivetto não é apenas um ícone da publicidade em todo o mundo, mas uma figura popular do Brasil. Um dos publicitários mais premiados de todos os tempos. Conquistou mais de 50 Leões no Festival de Publicidade de Cannes, apenas na categoria filmes, e é o único latino-americano a ganhar um Clio em 2001”, anunciava-se assim, em sua página oficial na internet. É tudo verdade. Não mentiu, não aumentou. No universo da publicidade, Olivetto foi um dos maiores da história. E sabia disso, o que não significava que fosse soberbo, “nose up”, para usar uma expressão em inglês que ele facilmente trocaria por outra, em português: o bom e velho “nariz em pé”. Isso ele não era, mas deixava claro que sabia de sua capacidade criativa e da importância que teve para a publicidade nacional e mundial. “Me acho um sujeito humilde, mas não o modestinho”, afirmava. Era um bon vivant, que via a mesma graça no sanduíche de linguiça de Milton Gonzalez, o Uruguaio do Posto Nove de Ipanema, quanto na bouillabaisse do bacanésimo Tetou, em Cannes, fechado desde 2018. Olivetto vivia lá. Ele também era habitué do Frevo e do Ponto Chic , em São Paulo, e do Beco do Rato, bar popular com roda de samba, no bairro carioca da Lapa. E do finado Astor de Ipanema, bairro onde tinha um apartamento à beira-mar (de frente para a barraca do Uruguaio, exilado político no Brasil, de quem acabou virando amigo e escreveu a orelha de sua biografia). Ele sabia que esse mix lhe dava um background importante para quem faz propaganda. Não aguentava gente da área que só falava em trabalho e frequentava os mesmos lugares sofisticados, sem se misturar. “Sempre tive o mesmo interesse por aquilo que é considerado intelectualizado e por aquilo que é considerado vulgar, sempre fui do útil ao fútil”, escreveu, em sua biografia “Direto de Washington”. Voltando à aversão de Olivetto pelo anglicismo exagerado: ele detestava esse tipo de coisa. Brasileiro que se acha inteligente porque salpica palavras em outra língua numa conversa o tiravam do sério. “Casual friday? Ah, para com isso! Não tem nada mais ridículo”, disse certa vez, quando ouviu um comentário sobre a liberação de roupas mais despojadas às sextas-feiras em grandes empresas brasileiras. Descendente de italianos da região da Ligúria, nasceu no bairro da Lapa, na cidade de São Paulo, e cursou comunicação e psicologia, mas não chegou a se formar. Sua carreira começou em 1969, aos 18 anos, como redator em uma agência de publicidade, na qual foi procurar vaga como estagiário ao ter o pneu de seu carro furado em frente à empresa. Ele disse, mais de uma vez, que “não aguentava mais” contar sobre seu início sui generis na propaganda ao pedir um estágio em situação peculiar, mas não hesitava em repeti-la, em detalhes, quando perguntado. E também em seus livros. Adorava contar suas histórias e não via problemas em admitir que se amava, assim como amava a carreira; a mulher, Patricia Viotti; os filhos, Homero, Theo e Antonia; o Corinthians, e as carnes da churrascaria Rodeio. “Que sou vaidoso, obviamente é verdade”, afirmou, em entrevista à revista Trip. Tanto gosto por falar de si próprio acabou rendendo uma farta produção literária em que o assunto era, na maioria das vezes, ele mesmo. Só de biografias -a seu modo, com textos curtos, cheios de referências, bastidores de grandes campanhas e narrações de experiências de vida e viagens- foram quatro: “O que a Vida me Ensinou”; “Direto de Washington” e sua continuação “Direto de Washington: Edição Extraordinária”, além de “Os Piores Textos de Washington Olivetto”. O Corinthians, time do coração e uma paixão herdada de seu tio Armando, mereceu também sua atenção editorial. Sobre o clube, do qual foi vice-presidente de marketing e um dos fundadores do movimento Democracia Corinthiana, nos anos 1980, escreveu “Corinthians x Outros” e “Corinthians – É Preto no Branco”, este com Nirlando Beirão. Em 2013, a escola de samba Gaviões da Fiel o homenageou em seu desfile de Carnaval, cujo tema foi a história da publicidade brasileira. Leitor voraz, creditava à infância em meio aos livros boa parte de sua aptidão para a escrita, a publicidade e a comunicação em geral. O pendor para as vendas teria vindo do pai, um dos responsáveis pela implantação da fábrica de pinceis Tigre. “Os clientes do meu pai tinham tanta confiança nele que ele não vendia. Os caras é que compravam”, declarou. Percebeu na adolescência que poderia juntar a paixão pelas letras com o ato de vender. Decidiu então tentar ser publicitário. “Aprendi a ler muito cedo, com cinco anos, e sempre gostei de escrever. Tanto que queria escrever para todas as mídias, jornal, revista, rádio, televisão”, contou, certa vez. Foi com essa idade que teve uma febre altíssima e ficou um ano sem poder andar. Depois de consultar diversos médicos e, sem um diagnóstico preciso, tia Lígia -que trabalhava no Samdu, o Serviço de Assistência Médica Domiciliar e era mulher de Armando, aquele tio corintiano- concluiu: o sobrinho, a quem chamava carinhosamente de Ostinho, poderia ter paralisia infantil. O tratamento: quase um ano na cama, imobilizado, para afastar o risco de ter alguma distensão que o fragilizaria ainda mais quando a doença se manifestasse. Passou todo esse tempo lendo o que caísse em suas mãos. Passou a devorar livros, de Monteiro Lobato (“todos”)

Morre o publicitário Washington Olivetto, criador do garoto Bombril e da Democracia Corinthiana, aos 73 Read More »

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