Cidadania Alagoas

POLÍTICA

Deputados apresentam emendas e projeto de concessão da Ceasa retorna à CCJ

Comunicação/ALE Durante a sessão desta quinta-feira, 15, os deputados Delegado Leonam (União Brasil) e Lelo Maia (MDB) apresentaram emendas ao projeto de lei ordinária nº 2123/2026, de autoria do Governo de Alagoas, que autoriza o Poder Executivo a conceder o uso oneroso do complexo da Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa-AL). Com a apresentação das emendas em plenário, o projeto retorna à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para ser reanalisado, considerando as alterações propostas. Durante a sessão, cinco parlamentares utilizaram a tribuna para se manifestar sobre o tema. O primeiro a falar foi o deputado Delegado Leonam, afirmando que a emenda busca adiar a votação para ampliar o diálogo com os trabalhadores e permitir uma análise mais aprofundada do projeto. “Essa emenda tem por objetivo adiar a votação para que, consequentemente, nós possamos também ter tempo de discutir, ouvir as partes e, assim, chegarmos num denominador comum”, declarou. O deputado também alertou para possíveis reflexos da concessão nos preços dos produtos hortifrutigranjeiros e defendeu que a decisão seja tomada após a escuta dos setores envolvidos. O deputado Lelo Maia (MDB) agradeceu aos parlamentares que apoiaram o retorno da proposta à CCJ e defendeu uma discussão mais ampla sobre a concessão. “Que esta Casa aproveite esse momento para discutir o que é melhor para os alagoanos e para os comerciantes”, afirmou. Segundo ele, a nova análise permitirá avaliar os impactos da proposta e buscar uma solução que considere os interesses de todos. O deputado Cabo Bebeto (PL) declarou ser favorável à privatização, mas avaliou que o processo foi conduzido de forma acelerada. “Eu defendo a privatização, mas acho que realmente a condução foi muito acelerada. A gente precisa ouvir todos os envolvidos: Governo do Estado e concessionários, para que essa seja feita da melhor forma possível”, disse. O parlamentar destacou que as mudanças devem melhorar o funcionamento do mercado sem prejudicar quem trabalha no local ou frequenta a Ceasa. A deputada Rose Davino (PP) ressaltou a importância da fiscalização e do controle por parte dos parlamentares em caso de concessão do complexo. “Existe, sim, a questão da organização pelo Estado, mas nos cabe também cobrar, fiscalizar. Esse tema já foi discutido aqui por várias vezes, e eu me pronunciei com relação à fiscalização e ao controle”, declarou. A deputada defendeu um acompanhamento mais rigoroso da gestão para garantir o funcionamento adequado do complexo e a proteção dos interesses da população. O deputado Mesaque Padilha (União Brasil) afirmou que subscreveu as emendas apresentadas por Delegado Leonam e Lelo Maia após ouvir comerciantes que atuam na Ceasa. “Juntei-me a Vossas Excelências, ouvindo os comerciantes, vários amigos que fazem parte da Ceasa e que me procuraram. Não poderia deixar de estar junto, subscrevendo as emendas para que a gente possa discutir melhor e trazer melhorias para o nosso povo, que está ali trabalhando”.

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Aprovado por unanimidade projeto de criação do Selo Mulher do Agro

Comunicação/ALE O plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas aprovou, por unanimidade, o projeto de lei ordinária nº 1761/2025, que institui o Selo Mulher do Agro, uma identificação oficial destinada à valorização de produtos agrícolas cultivados, processados ou comercializados por mulheres no Estado. De autoria da deputada Fátima Canuto (MDB), a matéria foi aprovada em segundo turno e agora segue para sanção governamental. Ao todo, os parlamentares apreciaram e deliberaram sobre 23 processos durante a sessão ordinária desta quinta-feira, 15. Entre os objetivos do Selo Mulher do Agro estão incentivar a autonomia econômica das mulheres do campo e da agricultura familiar; promover a igualdade de gênero nas atividades agropecuárias e agroindustriais; valorizar e dar visibilidade aos produtos agrícolas produzidos, processados ou comercializados por mulheres; e estimular o consumo consciente e solidário de produtos de origem feminina, conforme estabelece o artigo 2º da proposta. “A criação de um selo estadual específico para identificar e valorizar produtos oriundos de mulheres agricultoras e empreendedoras rurais tem o potencial de gerar visibilidade e agregar valor à produção feminina, incentivando o consumo responsável e solidário”, justifica a deputada Fátima Canuto na apresentação do projeto.

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Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (15)

Os candidatos à Presidência da República que disputam o segundo turno das eleições gerais cumprem agenda em Minas Gerais e Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (15). Flávio Bolsonaro (PL) Flávio Bolsonaro faz live em seu canal no YouTube às 18h e, a partir das 19h, participa do Bloquinho do 22, em Capelinha, Minas Gerais, ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Luiz Inácio Lula da Silva (PT) À noite, após o Jornal Nacional, o candidato à reeleição participa de sabatina da TV Globo, nos estúdios da emissora, no Rio de Janeiro. A ordem de apresentação da agenda dos candidatos a presidente segue alternância diária.

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Senado aprova fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho

Em uma decisão histórica, o plenário do Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (14), em votação em dois turnos, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/2019, que põe fim à escala 6×1 de trabalho, aquela em que o empregado trabalha seis dias por um de folga na semana. Foram 75 votos a favor da PEC e apenas um contrário, em ambos os turnos. O quórum exigido para uma emenda constitucional era de pelo menos 49 votos favoráveis. O número de parlamentares com presença registrada em plenário chegou a 79 dos 81 senadores, segundo o painel de votação.

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Fábio Bittencourt assume interinamente o Governo de Alagoas

Transmissão do exercício do cargo ocorreu no Palácio República dos Palmares, em Maceió Edvan Ferreira / Agência Alagoas Severino Carvalho / Agência Alagoas O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargador Fábio Bittencourt, assumiu interinamente o Governo do Estado na noite desta quarta-feira (14). A transmissão do exercício do cargo ocorreu no Palácio República dos Palmares, em Maceió, em razão do afastamento temporário do governador Paulo Dantas, que entrou em período de férias para coordenar a campanha no segundo turno do presidente Lula em Alagoas. “É com muita satisfação que recebo o Governo do Estado de Alagoas para esse período. Irei dar continuidade ao que vinha fazendo e desenvolvendo o governador Paulo Dantas”, afirmou Bittencourt. O desembargador disse que pretende manter uma agenda de visitas a obras, despachos administrativos e atendimento a representantes políticos e à população, seguindo os princípios de trabalho, participação e resultados que já adota na gestão do Judiciário. Entenda a sucessão Com a renúncia do vice-governador Ronaldo Lessa, caberia ao presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor, assumir o Governo do Estado. No entanto, o deputado alegou compromissos institucionais inadiáveis e comunicou sua impossibilidade de exercer o cargo entre 14 e 21 de outubro. Assim, conforme a ordem sucessória prevista na Constituição Estadual, a função passou temporariamente ao presidente do Tribunal de Justiça. Não é a primeira vez que Fábio Bittencourt assume o Executivo estadual. Em dezembro de 2025, o desembargador também exerceu interinamente o cargo de governador. A transmissão do cargo nesta quarta-feira foi conduzida pelo secretário-chefe do Gabinete Civil, Felipe Cordeiro. O ato também contou com a presença da esposa do governador interino, Morgana Maria Fragoso Bittencourt Araújo, dos filhos José Agnaldo de Souza Araújo Neto e Fábio Manoel Fragoso Bittencourt Araújo, além do juiz auxiliar da Presidência do TJ/AL, Thiago Augusto Lopes de Morais.

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Nunes Marques convoca campanhas à Presidência para reunião no TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, marcou para a tarde desta terça-feira (13) uma reunião com representantes das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também disputa o segundo turno da corrida presidencial. A previsão é que o encontro ocorra às 15h30, a portas fechadas. O objetivo seria buscar a colaboração das campanhas para evitar a disseminação de informações falsas na reta final do segundo turno, marcado para 25 de outubro. A reunião foi convocada após uma disputa de liminares no TSE. Na semana passada, o próprio Nunes Marques determinou, um processo administrativo, a suspensão imediata do canal “Exército do Lula”, que tem 3,7 milhões de seguidores, no aplicativo de mensagens WhatsApp. Ele atendeu a um pedido da campanha de Flávio, que alegou o uso do canal para disseminar informações falsas sobre o candidato. Horas depois, contudo, o corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, proferiu decisão para recolocar o canal no ar. Para ele, Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal em processo administrativo, sendo que o caso já era analisado em um processo judicial regular relatado pelo próprio Cueva. No fim de semana, Nunes Marques determinou que a área técnica do TSE produzisse com urgência um relatório sobre o conteúdo veiculado no canal “Exército de Lula”, que é coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG). Os técnicos do tribunal informaram que não foram encontradas informações falsas no canal, embora tenham relatado que algumas mensagens foram apagadas. A campanha de Lula, por sua vez, aponta suposto favorecimento de Flávio nas plataformas administradas pela empresa Meta, dona de redes sociais como Facebook e Instagram, diante de métricas de engajamento – interações como curtidas, comentários e compartilhamentos – muito desiguais entre as campanhas.

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Moraes autoriza Flávio Bolsonaro a visitar o pai, preso em casa

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o senador Flávio Bolsonaro a visitar o pai, Jair Bolsonaro, preso em regime domiciliar. As visitas de Flávio estavam proibidas desde julho, quando ele postou nas redes sociais uma carta escrita pelo pai em apoio à candidatura do filho à presidência da República. A divulgação da carta descumpriu medida cautelar, que proibia Jair Bolsonaro de utilizar as redes sociais, ainda que por intermédio de terceiros. As visitas ficaram proibidas por 90 dias e Moraes, em sua decisão divulgada nesta segunda-feira (12), afirmou que não houve nenhum novo episódio que justificasse a prorrogação da suspensão das visitas. Flávio, no entanto, continua proibido de usar a visita com caráter político-eleitoral e divulgar qualquer manifesto ou declaração de Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro está no segundo turno da corrida presidencial, concorrendo com Luiz Inácio Lula da Silva. Prisão No ano passado, Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após sair derrotado nas eleições de 2022. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar, para se recuperar de uma pneumonia bacteriana.

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Ato pela reeleição de Lula leva milhares à Avenida Paulista

Uma manifestação pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupou neste domingo (11) a maior parte da Avenida Paulista, em São Paulo, e contou com a participação do candidato. O ato, chamado de Marcha Pela Democracia, foi organizado independentemente por movimentos sociais e por fandoms, comunidades de admiradores de artistas pop, como Lady Gaga, BTS, Beyoncé e Taylor Swift. Também participaram da convocação torcidas organizadas de times de futebol, como as do Palmeiras e Corinthians, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo e movimentos estudantis. Semana decisiva Antes do início do ato, em entrevista à imprensa, Lula disse que a semana que começa será decisiva para a eleição presidencial. Ele destacou a votação no Senado do fim da escala 6×1, agendada para a próxima quarta-feira (14). “[Nesta semana,] Vai se provar como é que o partido do meu adversário [o PL] vai votar: se ele vai querer manter os trabalhadores trabalhando seis dias e descansando um, ou se ele vai votar para o trabalhador ter os dois dias de descanso”, disse. Lula foi questionado sobre a tentativa da oposição de transferir a data da votação no Senado para depois do segundo turno das eleições, em 25 de outubro. O presidente disse que isso seria uma tentativa de enganar o povo. “Já está marcada a data da votação, portanto, a única coisa que a oposição pode fazer é a seguinte: demonstrar se vão ter coragem de votar contra ou a favor”. 11.10.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato ”Lula em São Paulo, O Brasil Pronto Pra Mais” na Avenida Paulista, em São Paulo – SP. Foto: Ricardo Stuckert Candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficial Tesouraço Lula voltou a questionar o corte de gastos anunciado pelo seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), e chamado de “tesouraço”. O candidato afirmou que a medida de Flávio poderia recair sobre os mais pobres. “O tesouraço dele possivelmente seria o mesmo tesouraço do [presidente da Argentina, Javier] Milei, ou seja, cortar direito do povo pobre, cortar direito do aposentado, cortar direito daqueles que precisam ganhar um pouco mais, e levar o povo outra vez para a situação de miséria neste país. Isso a gente não permite de forma alguma que volte a acontecer no Brasil”. Lula lembrou ainda que, nesta semana, deverá avançar no Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que criará o Ministério da Segurança Pública. O petista defendeu que, com a PEC, o governo federal poderá passar a atuar mais diretamente na questão do combate à criminalidade. “A gente poderá dizer ao povo brasileiro o seguinte: para o povo trabalhador, para a comunidade, para o território, proteção; para os bandidos, prisão, porque o governo vai fazer uma intervenção na segurança pública, coisa que a Constituição não permite até agora”. Discurso Em cima de um carro de som posicionado em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), Lula criticou a administração anterior, do ex-presidente Jair Bolsonaro, principalmente na gestão da pandemia de covid-19. “Vocês sabem o que a família bolsonarista fez neste país. Vocês sabem o que é um presidente rir de pessoas que estavam morrendo asfixiadas por falta de oxigênio. Vocês viram quantas pessoas foram enterradas em saco preto, sem poder se despedir da sua família, porque tivemos um presidente irresponsável que duvidou da ciência, que não acreditou na medicina, que receitou remédio que não prestava para nada”. O candidato defendeu realizações de sua gestão na educação e prometeu uma revolução nas áreas da tecnologia e da segurança no país. “Quando nós chegamos na presidência, em 2003, o Brasil tinha apenas 4,8 milhões de pessoas com diploma universitário no mercado de trabalho. Hoje, o Brasil já tem 26 milhões, e nós queremos 50 milhões, 100 milhões”, disse. Abstenção Lula destacou também a alta abstenção dos eleitores no primeiro turno das eleições, que chegou a 21,08%. O candidato pediu empenho da população acima dos 70 anos para comparecer às urnas e participar da escolha do próximo governo. “Se essa pessoa não quer votar por ela, ela tem filho, filha, neto, bisneto e tem a pátria dela para cuidar. E não pode permitir que os bandidos voltem a governar este país”, acrescentou. Outros atos Apoiadores da candidatura do PT realizaram atos em outros estados neste domingo (11). Em Alagoas, um ato ocupou a Praça Sete Coqueiros, na orla de Maceió. No Rio de Janeiro, houve manifestações na orla de Copacabana e no bairro litorâneo de Icaraí, em Niterói, na região metropolitana. Os atos pediram também o fim da escala de trabalho 6×1, que tramita no Senado. Em Belo Horizonte, a Caminhada Rosa uniu a defesa de direitos das mulheres e campanha pela candidatura do PT. À tarde, apoiadores de Lula se reuniram na Praça Universitária, em Goiânia. Em Salvador, houve manifestações pró-reeleição de Lula na orla e no Pelourinho. Atos em feiras e ruas também marcaram o domingo em Brasília. * Colaborou Bruno de Freitas Moura.

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Flávio passa domingo reunido com prefeitos e vereadores de São Paulo

O senador e candidato à presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, cumpriu agenda neste domingo (11) na capital paulista. Flávio reuniu-se com prefeitos e vereadores da região da Grande São Paulo; o encontro ocorreu em um prédio na região do Vale do Anhangabaú, no centro da cidade. O candidato do PL estava acompanhado do governador do estado, Tarcísio de Freitas, e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, entre outras autoridades. Em seu discurso, Flávio criticou Lula e citou a queda nos juros futuros após o anúncio do resultado do primeiro turno. “O futuro ex-presidente da República me desafiou [sobre de quais setores eu vou] tirar R$ 250 bilhões. A primeira coisa que eu vou fazer é tirar esse cara da presidência da República. Só quando a gente virou na frente do primeiro para o segundo turno, a taxa de juros futuro já caiu 1%”, disse. “Cada 1% a menos de taxa de juros, vamos arredondar, são R$ 100 bilhões que foi aberto de espaço no orçamento. Só com o simples fato de o Lula sair da cadeira”, acrescentou. Nos últimos dias, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi mencionado como possível futuro ministro de Flávio Bolsonaro. No entanto, a gestão de Campos Neto à frente do BC, entre 2019 e 2024, foi marcada pela forte elevação da taxa de juros. São Paulo (SP), 11/10/2026 – Candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, durante encontro com prefeitos. Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro São Paulo (SP), 11/10/2026 – Candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, durante encontro com prefeitos. Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro Área social Pelas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que os cortes de gastos públicos prometidos por ele não virão da área social. Flávio também nega cortes no Bolsa Família e BPC (Benefício de Prestação Continuada). “Os aposentados do Brasil vão ser valorizados, vai ter aumento acima da inflação.” O candidato do PL disse ainda ter certeza de que com a equipe que ele montará para o governo, conseguirá, em muito pouco tempo, fazer os cortes necessários prometidos. “E eu tenho certeza de que, com o time que nós vamos apresentar na parte da economia, que vai fazer um trabalho sério, que vai combater a corrupção desse governo, que vai procurar cada centavo de desperdício de dinheiro público, vamos resolver em pouquíssimo tempo (os cortes). Essa taxa de juros vai cair 2%, 3%, 4%.” Histórico Parte das críticas ao plano de governo de Flávio Bolsonaro estão relacionadas às medidas implementadas no governo do seu pai, Jair Bolsonaro. Durante o mandato, ele propôs mudanças no BPC, que restringiam o acesso ao benefício, e fez alterações no Bolsa Família, instituindo o Auxílio Brasil, programa cuja execução ampliou os riscos de irregularidades, conforme auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2023, enviado ao Congresso em 2022. Nele, o governo de Jair Bolsonaro propôs uma redução de 59% nos recursos do programa Farmácia Popular, o que diminuiria a verba de R$ 2,04 bilhões para cerca de R$ 804 milhões (um corte de aproximadamente R$ 1,2 bilhão). A redução, porém, não foi mantida no orçamento aprovado pelo Congresso, que recompôs e ampliou os recursos destinados ao programa.

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TSE atende Flávio e manda suspender canal do whatsapp Exército do Lula

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo (11) a suspensão do canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para postagens de apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que conta com cerca de 3,3 milhões de pessoas. O ministro atendeu ao pedido de suspensão protocolado pela campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). A campanha de Flávio alegou que o canal foi criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) para disseminar desinformação sobre o cancelamento do Programa Bolsa Família, redução do valor de aposentadorias, entre outros casos. No entendimento de Kassio, o canal é responsável pela replicação de conteúdos que já foram considerados “inverídicos” pelo tribunal, como a afirmação de que Flávio seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida de padroeira do Brasil, além de afirmar que o candidato reduzirá aposentadorias se for eleito. “Quando essa mesma potência é posta a serviço da replicação de fatos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, o dano ao equilíbrio do pleito é imediato e de difícil reversão”, afirmou. O presidente do TSE também afirmou que a “paridade de armas” deve ser garantida entre os candidatos. “A liberdade de expressão não é salvo-conduto para o ilícito eleitoral, e a paridade de armas entre os candidatos não sobrevive à conversão de uma ferramenta de comunicação em instrumento de desinformação em massa às vésperas do pleito”, completou. Competência Kassio ressaltou ainda que sua decisão foi tomada em função da proximidade do segundo turno das eleições. “O perigo na demora também está presente. O segundo turno das eleições realizar-se-á em 25 de outubro de 2026, e cada hora de funcionamento do canal amplia a exposição do eleitorado, com repercussão imediata e de difícil reversão”, justificou. A legalidade do canal “Exército do Lula” já estava judicializada no TSE antes da decisão do presidente da Corte. A campanha de Flávio ajuizou uma ação para cassar o mandato de Janones, além de solicitar a suspensão do canal. Neste sábado (10), o ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, relator do processo, pediu que o presidenciável apresente informações complementares. Em suas redes, Janones rebateu a acusação de que utiliza o canal para disseminar notícias falsas. Segundo ele, o objetivo do canal é mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado no dia 25, último domingo do mês, entre Flávio e Lula. Janones também enfatizou que não divulgou nenhuma notícia no canal. “A gente estava só mobilizando, crescendo páginas, trazendo pessoas, explicando como que iria funcionar”, complementou. Janones disse que o pedido da candidatura do PL é motivado por “medo”. “Eles pedem que eu seja proibido de criar outros canais. Sabe o nome disso? Medo. Eles estão com medo”, disse. *Colaborou Bruno de Freitas Moura, do Rio de Janeiro // Matéria ampliada às 13h28.

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