Além das apresentações, o Festival Municipal de Quadrilhas Juninas valoriza o trabalho coletivo das comunidades, que se dedicam durante meses à produção de figurinos, ensaios e cenografias. As quadrilhas são formadas por moradores de bairros de diferentes regiões da capital e do interior, que veem no evento uma oportunidade de exaltar suas raízes e fortalecer vínculos comunitários.
O bairro do Jaraguá, conhecido por seu patrimônio histórico e efervescência cultural, se transforma no epicentro das festas juninas, com bandeirolas coloridas, barracas de comidas típicas e muito forró. Para comerciantes e ambulantes, o festival também representa um importante reforço na economia local, movimentando o setor informal e gerando renda extra para centenas de trabalhadores.
Segundo a FMAC, a expectativa é de que milhares de pessoas passem pelo evento ao longo dos cinco dias. A estrutura conta com segurança reforçada, apoio da SMTT para organização do trânsito, banheiros químicos e espaço acessível para pessoas com deficiência, garantindo conforto e segurança para todos os visitantes.
O Festival também serve como vitrine para as quadrilhas que buscam se destacar nos concursos regionais e nacionais. Muitas delas utilizam o evento como etapa de preparação, testando coreografias, figurinos e narrativas que retratam o cotidiano do povo nordestino, homenagens a personalidades da cultura popular ou mensagens sociais.
“Esse tipo de iniciativa não é apenas entretenimento. É memória, é identidade, é política pública cultural que reconhece o valor do povo e suas manifestações”, reforça Myriel Neto.
Com entrada franca, o evento reforça o compromisso da gestão municipal em democratizar o acesso à cultura e proporcionar momentos de celebração coletiva em espaços públicos. O clima é de festa, mas também de orgulho e resistência cultural, elementos que mantêm viva a chama do São João em Maceió.
Redação: ANH/AL






