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Copom eleva juros básicos da economia para 13,25% ao ano

© Rafa Neddermeyer/Agência Bras Alta do dólar e preço dos alimentos influenciaram decisão A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 1 ponto percentual, para 13,25% ao ano. Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação em 1 ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reunião de dezembro. Em comunicado, o Copom afirmou que as incertezas externas, principalmente nos Estados Unidos, suscitam dúvidas sobre a postura do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Em relação ao Brasil, o texto informa que a economia brasileira está aquecida, com a inflação cheia e os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) acima da meta de inflação, e que as incertezas sobre os gastos públicos provocaram perturbações nos preços dos ativos. “O comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida segue impactando, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes”, destacou o comunicado. Em relação às próximas reuniões, o Copom confirmou que elevará a Selic em 1 ponto percentual na reunião de março, mas não informou se as altas continuarão na reunião de maio, apenas que observará a inflação. “Para além da próxima reunião, o comitê reforça que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação”, ressaltou. Essa foi a quarta alta seguida da Selic. A taxa está no maior nível desde setembro de 2023, quando também estava em 13,25% ao ano. A alta consolida um ciclo de contração na política monetária. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e uma de 1 ponto percentual. Inflação A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em dezembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, ficou em 0,52%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apesar da bandeira verde nas contas de luz, o preço dos alimentos, principalmente da carne e de algumas frutas, continuou a subir. Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,83% em 2024, acima do teto da meta do ano passado. Pelo novo sistema de meta contínua em vigor a partir deste mês, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em janeiro de 2025, a inflação desde fevereiro de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro, o procedimento se repete, com apuração a partir de março de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano. No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,5%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de março. As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,5%, 1 ponto acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,96%. O comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 5,2% em 2025 (acima do teto da meta) e 4% no acumulado em 12 meses no fim do terceiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses. O Banco Central aumentou as estimativas de inflação. Na reunião anterior, de novembro, o Copom previa IPCA de 4,5% em 2025 e de 4% em 12 meses no fim do segundo trimestre de 2026. Crédito mais caro O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Inflação, o Banco Central elevou para 2,1% a projeção de crescimento para a economia em 2025. O mercado projeta crescimento um pouco menor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,06% do PIB em 2025. A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.   infografia_selic – ArteDJOR Fonte: Agência Brasil

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Demanda por mão de obra segue aquecida na construção civil

© Reprodução/ TV Brasil Custos do setor cresceram 6,54% em 2024 Balanço das indústrias de construção civil indicou 2024 como um ano em que a mão de obra foi fator decisivo para o aumento de custos no setor. Esses custos acumularam crescimento de 6,54% no ano passado, segundo o Sinduscon-SP, sindicato patronal das empresas paulistas. O destaque foi o aumento nos gastos com trabalhadores que, segundo a entidade, acumularam aumentos de 8,56%, enquanto materiais e equipamentos aumentaram 5,34% e serviços tiveram acréscimos de 3,66%. O Custo Unitário Básico (CUB) representativo da construção paulista (R8-N) ficou em R$ 2.039,53 por metro quadrado em dezembro. Em 2023 o aumento acumulado foi de 3,49%. A expectativa para 2025 é de novas elevações, pois tanto o custo de mão de obra quanto a pressão com o aumento de preços são considerados como certos pelo empresariado. Para materiais e equipamentos a pressão inflacionária virá da manutenção de taxas de juros elevadas, que também dificulta a tomada de crédito para a compra de imóveis, e no aumento de custos de materiais tabelados internacionalmente, como o aço, que tem seu preço fixado em dólar e demanda crescente em todo o mundo. A questão trabalhista, por sua vez, tem dois fatores maiores de pressão: a carreira não consegue atrair jovens e há dificuldade para garantir a formação técnica adequada. O piso da categoria, para a função de servente, varia entre o salário mínimo e um salário mínimo e meio, sendo alta a incidência de contratos por produtividade no setor, medida criticada pelo sindicato dos trabalhadores. “Tais pagamentos não são formalizados no holerite (contracheque) e, mais grave, não têm o devido recolhimento de FGTS e INSS, o que configura prática ilegal. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (Sintracon-SP) reconhece que a falta de mão de obra qualificada contribui para que os empregadores recorram a esses pagamentos extras. Contudo, é importante ressaltar que esses valores não têm respaldo legal, o que dificulta a fiscalização e prejudica os direitos dos trabalhadores”, informou o sindicato por meio de nota à Agência Brasil. Segundo os representantes, o aumento do custo de mão de obra não tem se traduzido em valorização dos trabalhadores, e “a valorização real da categoria deve ocorrer com a garantia de direitos e cumprimento da legislação trabalhista”. Para David Fratel, coordenador do grupo de trabalho de Recursos Humanos do Sinduscon-SP, o segmento enfrenta falta de mão de obra e um problema de envelhecimento crônico, com a idade média dos trabalhadores em 42 anos, quando a produtividade começa a cair, justamente em um momento de demanda elevada. Isso se agrava com a dificuldade de atrair trabalhadores que estão ingressando no mercado e não querem investir em formação para tentar posições como pedreiro e carpinteiro, que podem oferecer ganhos acima de R$ 10 mil, ainda que nas modalidades de contrato criticadas pelo sindicato dos trabalhadores. Uma alternativa, informou Fratel, virá por meio do fórum permanente de negociações das entidades, do qual se espera um plano de carreira e salários padronizado ainda neste ano. “A construção civil está mudando para se adaptar a esse jovem, inovando e dando estabilidade aos trabalhadores, para se adaptar e atraí-lo”, explicou o gestor. Entre as iniciativas estão cursos em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), já realizados pelas construtoras, e uma parceria com a Secretaria Estadual de Educação, que levará cursos profissionalizantes para o ensino médio da rede pública e tem previsão de formalização este ano, completou. Fonte: Agência Brasil28

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Óbitos por dengue chegam a 14 em São Paulo e a 21 no Brasil em 2025

© Reuters/Paulo Whitaker/Direitos Reservados 37 municípios já decretaram situação de emergência no estado O painel de monitoramento do Ministério da Saúde contabiliza nesta segunda-feira (27) 21 mortes por dengue no país em 2025, dois terços das quais no estado de São Paulo, onde a secretaria estadual realiza campanha pela vacinação de públicos vulneráveis. A imunização tem tido baixa procura do público preferencial, composto por jovens de 10 a 14 anos. O acompanhamento mostra pouco mais de 139 mil casos prováveis de dengue registrados no país, sendo 82 mil em território paulista. São investigadas 160 mortes com suspeita de dengue, 114 em São Paulo. Monitoramento da Secretaria de Saúde do estado registra apenas 7 óbitos dentre 81.950 casos prováveis, enquanto 121 casos estão em investigação. O governo do estado registra ainda que 37 municípios estão em situação de Emergência em razão da epidemia, estando Jacareí e Mira Estrela, ambos no interior paulista, em Emergência desde janeiro de 2024. Fonte: Agência Brasil

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Itamaraty quer explicação dos EUA sobre tratamento a brasileiros

© REUTERS/Washington Alves/Proibida reprodução Governo diz que uso de algemas viola acordo com os norte-americanos O Ministério das Relações Exteriores informou que pedirá explicações ao governo dos Estados Unidos sobre o que classificou de “tratamento degradante” dado aos 88 cidadãos brasileiros deportados na última sexta-feira (24). A aeronave norte-americana pousou no aeroporto de Manaus (AM) e a Polícia Federal (PF) tomou conhecimento de que os passageiros foram transportados algemados. “O uso indiscriminado de algemas e correntes viola os termos de acordo com os EUA, que prevê o tratamento digno, respeitoso e humano dos repatriados”, informou o Itamaratay, em nota, destacando que “segue atento” às mudanças nas políticas migratórias dos Estados Unidos, para garantir “a proteção, segurança e dignidade dos brasileiros ali residentes”. “O governo brasileiro considera inaceitável que as condições acordadas com o governo norte-americano não sejam respeitadas. O Brasil concordou com a realização de voos de repatriação, a partir de 2018, para abreviar o tempo de permanência desses nacionais em centros de detenção norte-americanos, por imigração irregular e já sem possibilidade de recurso”, acrescenta. Em razão da soberania nacional, o governo brasileiro determinou a retirada das algemas e enviou uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar os brasileiros até o destino final. O voo, que tinha como destino o Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), precisou fazer um pouso de emergência na capital amazonense devido a problemas técnicos. “As autoridades brasileiras não autorizaram o seguimento do voo fretado para Belo Horizonte na noite de sexta-feira, em função do uso das algemas e correntes, do mau estado da aeronave, com sistema de ar condicionado em pane, entre outros problemas, e da revolta dos 88 nacionais a bordo pelo tratamento indigno recebido”, acrescenta a nota do Itamaraty. Neste sábado (25), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, esteve reunido, em Manaus, com o superintendente interino da PF no Amazonas, delegado Sávio Pinzón, e com o comandante do 7º Comando Aéreo Regional da FAB, major-brigadeiro Ramiro Pinheiro. “Na reunião, foi efetuado relato detalhado sobre os incidentes no aeroporto Eduardo Gomes envolvendo cidadãos brasileiros transportados em voo de deportação do governo norte-americano”, informou o Itamaraty, em publicação nas redes sociais. “A reunião subsidiará pedido de explicações ao governo norte-americano sobre o tratamento degradante dispensado aos passageiros no voo”, acrescentou. O avião da FAB com os brasileiros deportados dos Estados Unidos chegou na noite deste sábado (25) a Minas Gerais. Em nota divulgada neste domingo (26), o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, reforçou o repúdio às medidas degradantes tomadas contra os deportados. “A decisão por um novo procedimento na política de imigração, que é um direito assegurado a todos os países, não pode vendar nossos olhos diante de situações degradantes e denúncias de agressões e maus-tratos”, disse. “O respeito à dignidade humana é um conceito consagrado em um mundo civilizado e democrático”, acrescentou. Governo Trump As operações de deportação em massa de imigrantes ilegais nos Estados Unidos tiveram início poucos dias após o início do mandato do presidente norte-americano Donald Trump. Na noite da última quinta-feira (23), 538 pessoas foram detidas e centenas foram deportadas em operação anunciada pela Casa Branca. “A administração Trump deteve 538 imigrantes ilegais criminosos”, anunciou a porta-voz Karoline Leavitt, acrescentando que centenas foram deportados em aviões do Exército norte-americano. “A maior operação de deportação em massa da história está em curso”, disse. Ao longo da campanha presidencial, Trump prometeu conter a imigração ilegal no país, cenário classificado por ele como “emergência nacional”. Logo em seu primeiro dia na presidência dos EUA, o republicano assinou ordens executivas destinadas a impedir a entrada de imigrantes nos Estados Unidos. Fonte: Agência Brasil

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Brasil perde para a Argentina na estreia do Sul-Americano sub-20

© Jhony Inacio Da Silva/CONMEBOL Após goleada, o meio-campo Gabriel Moscardo pediu desculpas à torcida A seleção brasileira de futebol sub-20 perdeu nesta sexta-feira por 6 a 0 da Argentina na estreia do Brasil no Sul-Americano sub-20, na Venezuela. Após o revés na cidade de Valencia, o meio-campo Gabriel Moscardo pediu desculpas à torcida brasileira pela apresentação ruim. “É a primeira partida, não estamos eliminados depois desse resultado. Em nome de toda a Seleção Brasileira, quero pedir desculpas ao torcedor. A gente deu nosso máximo, se entregou, mas infelizmente não foi nosso dia”, disse o atleta do Reims, da França, em declaração na saída do gramado. A seleção, comandada pelo técnico Ramon Menezes, se viu perdendo por 3 a 0 com apenas 11 minutos de jogo, com gols de Subiabre, Echeverri e Igor Serrote (contra). Este foi o placar ao final da primeira etapa. No entanto, o roteiro se repetiu no segundo tempo. Em oito minutos, a Argentina marcou mais duas vezes, com Ruberto e Echeverri repetindo a dose. Por fim, Hidalgo marcou o sexto. O próximo compromisso do Brasil é diante da Bolívia, novamente em Valencia, no estádio Misael Delgado, neste domingo (26), às 18h. O Brasil está no grupo B, que, além de Argentina e Bolívia, tem também Equador e Colômbia. Os três primeiros colocados de cada uma das duas chaves se classificam ao hexagonal final. No final, os quatro melhores alcançarão vaga ao Mundial sub-20, que será disputado entre setembro e outubro no Chile. Fonte: Agência Brasil

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Ao completar 471 anos, São Paulo ganha lista de lugares imperdíveis

© Marcelo Camargo/Agência Brasil Diversidade cultural e dinamismo marcam o visitante São Paulo é a maior cidade do Brasil e a quarta maior do mundo em população, com aproximadamente 12,3 milhões de habitantes, segundo o Censo de 2023 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A capital também se destaca como um dos maiores polos econômicos da América Latina, representando cerca de 9,2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Com diversidade cultural e alta oferta de eventos culturais, a capital oferece diversas atrações turísticas para visitantes e até mesmo para moradores. Para comemorar o aniversário de 471 anos neste sábado (25), a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado (Setur-SP) montou uma lista com roteiros e lugares importantes para explorar história, cultura e diversidade da capital paulista. “São Paulo é uma cidade vibrante e única, que reflete a diversidade e o dinamismo do Brasil. Neste aniversário de 471 anos, convidamos todos a explorarem tudo o que a capital paulista tem a oferecer. São atrativos que vão desde marcos históricos até espaços culturais contemporâneos, oferecendo experiências inesquecíveis para todos os perfis de visitantes”, disse o secretário de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, Roberto de Lucena. O primeiro é o Pátio do Colégio, local onde a cidade foi fundada, e um marco histórico e cultural, com um museu que conta a história da fundação de São Paulo. Para celebrar o aniversário da cidade, o Pátio do Colégio terá programação cultural especial. A poucos metros do local de fundação da cidade de São Paulo, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) promove exposições de arte, teatro, música e cinema, com uma programação diversificada para todos os públicos. Outra opção é a Avenida Paulista, considerada a mais famosa do país é também o coração da cidade, com museus, centros culturais, teatros e variedade de lojas, restaurantes e cafés. Aos domingos, fica fechada para carros e se transforma em um espaço para pedestres, artistas de rua e eventos. Um dos museus localizados na Paulista é o Museu de Arte de São Paulo (MASP), o primeiro museu moderno do país tem um acervo de arte ocidental, além de exposições temporárias de artistas renomados.  . Famoso por seus sanduíches de mortadela e pastéis de bacalhau, o Mercadão (Mercado Municipal de São Paulo) se tornou um dos mais tradicionais pontos gourmet da cidade. Além da gastronomia, o prédio também atrai quem gosta de arquitetura. Este ano o Mercadão celebra 92 anos no mesmo dia de aniversário da capital paulista. . Ruas, bairros e construções Famosa pelas lojas de produtos variados e com preços acessíveis, a 25 de Março, região central, é o local ideal para quem busca boas ofertas. Dela é possível chegar andando ao Mercadão Municipal. Já a Rua Oscar Freire, considerada uma das ruas mais sofisticadas da cidade, é famosa pelas lojas de luxo, restaurantes renomados e opções de compras de alto padrão. Já a Rua do Triunfo é uma das mais antigas da cidade, pois preserva a arquitetura colonial. O passeio é indicado para quem quer conhecer o lado histórico de São Paulo. A Vila Madalena, na zona oeste, considerada um bairro boêmio, alcançou fama por abrigar bares, galerias de arte e o famoso Beco do Batman, um espaço de arte urbana com grafites coloridos. Na Rua Apa, em Campos Elísios, pode-se observar o Castelinho, que foi construído no século 19 e é um exemplo de arquitetura neoclássica, que se tornou um ícone da cidade, servindo como um espaço cultural com eventos e exposições. Outro ponto emblemático da cidade é o Edifício Copan, obra do arquiteto Oscar Niemeyer. O edifício é um dos maiores residenciais do Brasil, com 115 metros de altura, 32 andares e 120 mil metros quadrados de área construída e dividido em 06 blocos. Além de proporcionar uma vista deslumbrante da cidade, também sedia bares e restaurantes e lojas de serviços. O Edifício Matarazzo é uma das construções mais imponentes de São Paulo. Situado no coração da cidade, e erguido na década de 1930, é um ícone da arquitetura Art Déco. Projetado pelo arquiteto italiano Marcello Piacentini, a pedido do empresário Francisco Matarazzo, o edifício se destaca pela grandiosidade. Sede da prefeitura paulistana, o imponente prédio de 30 andares proporciona uma vista panorâmica deslumbrante da cidade. Considerado um dos edifícios mais belos de São Paulo, o Matarazzo é uma verdadeira obra-prima da arquitetura. Um dos prédios mais icônicos do centro de São Paulo, o edifício Altino Arantes, conhecido como Farol Santander, oferece uma vista panorâmica da cidade. São 35 andares e 161 metros de altura, que abrigam um centro de cultura, turismo, lazer e gastronomia.. Natureza Um dos maiores parques urbanos do mundo, ideal para caminhadas, piqueniques e atividades ao ar livre, o Ibirapuera também abriga o Museu de Arte Morderna de São Paulo (MAM), com acervo composto por mais de 5 mil obras produzidas pelos nomes mais representativos da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. . Já o Parque da Água Branca, um dos mais tradicionais da cidade, além da área de lazer, lagos e centros culturais, tem uma feira de produtores locais, que o torna famoso. O Jardim Botânico de São Paulo também consta na lista dos passeios ao ar livre, já que é a maior área de Mata Atlântica no meio da capita. Já a maior o São Paulo Zoo é o maior zoológico do Brasil, com uma vasta diversidade de espécies de animais e um ambiente natural para visitas educativas. . Os amantes da natureza também têm a opção de visitar o Aquário de São Paulo, o maior da América Latina, onde é possível ver mais de 3 mil animais de 300 espécies diferentes, em uma experiência educativa e fascinante sobre a vida marinha e a biodiversidade do planeta. Museus e teatros Um dos mais importantes museus de arte brasileira, a Pinacoteca do Estado de São Paulo oferece ao visitante uma coleção que abrange desde o período colonial até a arte contemporânea. O acervo do museu compõe cerca de 11 mil peças, dentre as quais estão trabalhos de importantes artistas brasileiros como Anita Malfatti, Lygia Clark, Tarsila do Amaral, Almeida Júnior, Pedro Alexandrino, Candido Portinari e Oscar Pereira da Silva. Localizado na Estação da Luz, o Museu

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Brilha Delmiro já instalou mais de 8.100 lâmpadas de LED em todo o município

Foto: Reprodução A ação, promovida pela Prefeitura de Delmiro Gouveia, tem como objetivo modernizar o sistema de iluminação pública, garantindo mais economia, qualidade e segurança para a população O programa Brilha Delmiro alcançou um marco significativo com a instalação de mais de 8.100 lâmpadas de LED em diversas localidades do município. A ação, promovida pela Prefeitura de Delmiro Gouveia, tem como objetivo modernizar o sistema de iluminação pública, garantindo mais economia, qualidade e segurança para a população. De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura, o programa abrange todas as regiões da cidade, incluindo bairros urbanos, comunidades rurais e distritos, tornando a iluminação pública mais homogênea e eficaz, visto que as novas lâmpadas oferecem maior eficiência energética e durabilidade. “Antigamente víamos em nossa cidade muitas ruas nas escuras e isso gerava muita insegurança. Quando assumimos a gestão, lançamos o Brilha Delmiro com as lâmpadas de LED, um investimento que tem proporcionado uma cidade mais iluminada, segura e com mais qualidade de vida para todos”, destacou a prefeita Ziane Costa. Fonte: ASCOM Prefeitura Municipal de Delmiro Gouveia

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Desigualdade é desafio para a “revolução da requalificação”

© Marcelo Camargo/Agência Brasil Relatório do Fórum Econômico Mundial aponta habilidades requeridas O Relatório sobre o futuro dos empregos (edição de 2025), publicado pelo Fórum Econômico Mundial, avalia que as tendências da tecnologia, economia, demografia e a transição verde “devem gerar 170 milhões de novos empregos até 2030”, mas também devem eliminar 92 milhões de outras ocupações em todo o planeta. A melhor parte do saldo de 78 milhões – os trabalhos de maior remuneração, menos extenuantes e com mais proteção social – vai ficar com os países que proporcionarem mais qualificação contínua à força de trabalho e mais geração de riqueza à economia. Desta forma, a diferença de oportunidades em cada economia poderá ser decisiva para indicar se o país vai gerar mais empregos para desenvolvedores de aplicativos, o que exige conhecimento atualizado em tecnologia informacional, ou mais postos de trabalho como camponeses ou motoristas de serviços de entrega, atividades que produzem menos valor para a economia. Ou seja, para participar da chamada “revolução da requalificação”, um fenômeno da segunda quadra século 21, países como o Brasil precisam ainda resolver um problema central do século 20, se não do século 19: a alta desigualdade socioeconômica. Passos para trás “Infelizmente ainda há essas questões bastante importantes que não podemos negligenciar quando a gente está falando de futuro do trabalho. Pensamos nos robôs, no homem interagindo com as máquinas, mas ainda temos que dar alguns passos para trás no sentido de olhar para essas pessoas que não têm acesso ao mínimo, ao básico e que também vão estar ali disputando vagas e oportunidades de trabalho no futuro”, analisa a consultora Thais Requito, especialista em futuro do trabalho. “Seria importante pensarmos em subsídios e políticas públicas que favorecessem o acesso à educação para as pessoas menos privilegiadas e que vão precisar de alguma forma ser absorvidas no mercado de trabalho nos próximos anos”, pondera a consultora, que trabalha na divulgação do relatório do Fórum Econômico Mundial. “Precisamos olhar para essas pessoas menos favorecidas e que justamente ocupam os postos de trabalho que são facilmente substituíveis pela tecnologia. Precisamos estar com o olhar atento para pensar em políticas públicas que absorvam essa mão de obra. Internacionalmente, se discute muito a ideia da renda básica universal como forma de garantir subsistência e uma vida minimamente digna para as pessoas que não vão conseguir ter uma ocupação”, acrescenta Thais Requito. Entraves O cenário descrito no relatório e analisado pela consultora pode ser agravado com as “tensões geopolíticas” presentes, como conflitos armados e a ascensão da extrema direita nos Estados Unidos. “Isso tem a ver com os países fechando um pouco as suas fronteiras e ocorrência de mudanças econômicas, com as nações ficando mais focadas em si em detrimento das relações internacionais.” Habilidades humanas A especialista ainda destaca que além do contexto geopolítico, é preciso considerar as mudanças demográficas em marcha que vão resultar em maior permanência no mercado de trabalho ao longo dos anos por causa do envelhecimento da população, fenômeno que já acarreta a necessidade de mais pessoas trabalhando como cuidadores. Para Thais Requito, em um “mundo extremamente complexo em que as coisas vão se transformando numa velocidade muito grande, e o conhecimento vai se tornando obsoleto”, as carreiras vão deixar de ser “tão lineares como conhecemos no passado.” As transformações em curso têm como um dos motores a substituição das pessoas por máquinas em diferentes atividades, mas há habilidades humanas que, calibradas com qualificação permanente, continuarão necessárias no mundo do trabalho, antevê a especialista. “Imagine que você tem autoconsciência, capacidade de autorregulação. Você consegue escutar, tem empatia, se relaciona bem, consegue influenciar as pessoas. Tem um pensamento crítico e analítico, e é curioso. Essas habilidades vão seguir com você independente do que acontecer com o mundo. Então, se amanhã tiver que trabalhar numa padaria ou trabalhar como engenheiro ou virar um marceneiro, independente de para onde você for levado pelas mudanças do mundo, essas habilidades vão provavelmente garantir que você continue prosperando na sua carreira onde estiver.” O documento sobre o futuro do emprego no planeta é baseado em estudos de 55 economias, inclusive a brasileira. O texto de cerca de 300 páginas está disponível na internet. Fonte: Agência Brasil

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Trump pode diminuir influência dos EUA no mundo, avaliam especialistas

© Reuters/Chip Somodevilla/Proibida reprodução Brasil pode ser impactado por deportações brasileiros O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou seu discurso de posse no Capitólio, em Washington, nesta segunda-feira (20) afirmando que o futuro pertence aos norte-americanos e que uma “era de ouro acaba de começar.” Antes disso, ele disse que “a América, mais uma vez, vai tomar o lugar de a nação mais respeitada e poderosa da Terra.” Confiante, também garantiu que “nos Estados Unidos, o impossível é o que fazemos de melhor.” Para o cientista político e sócio da Consultoria Tendências Rafael Cortez, a fala do novo presidente pode ser classificada como o velho “estilo verborrágico, sempre muito exagerado sobre os seus feitos e sobre o que ele significa na história americana.” “O imaginário de liderança que o Trump personifica é um imaginário de vencedor. Ele precisa ser percebido como um líder que vence as disputas”, avalia Cortez. A empolgação da fala de Donald Trump, no entanto, contrasta com análises que percebem a diminuição da importância econômica, cultural e militar dos norte-americanos nos últimos anos. Para esses analistas, “os Estados Unidos não conseguem mais sozinhos resolver o problema do Oriente Médio, por isso que eles querem sair. Não estão mais na estratégia de derrubar regimes diretamente, porque isso se mostrou fracassado. Por isso que o Trump vai tentar um plano B para saída na Ucrânia”, descreve Cortez. Fim da liderança Nesse sentido, a verborragia de Trump poderá causar frustrações. Para o professor Antonio Jorge Rocha, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), as promessas de apogeu de Trump não serão cumpridas. Ao contrário, haverá uma “aceleração do fim da liderança americana”. Na visão do acadêmico, “os Estados Unidos sairão desses quatro anos menos poderosos do que estão hoje.” “Ele tem um pensamento do século 19”, acrescenta Rocha se referindo à política de impor mais tarifas a mercadorias e bens importados. “As tarifas incidem sobre produtos, que hoje não são a parte mais valiosa das transações internacionais. Há muito mais dinheiro sendo transacionado em serviços, principalmente em finanças. Então o impacto de tarifas sobre essa relação é menor do que foi no passado.” O professor ainda assinala que “o mundo não é mais o do mercantilismo, a economia não é mais a industrial. Nós estamos falando da economia da informação, onde serviços prevalecem. Como é que essa visão de mundo anacrônica vai produzir resultados nesse novo mundo é o grande mistério.” Outro sinal de anacronismo no discurso de Trump estaria na intenção de “acabar com a ideia mandatória dos carros elétricos” – tecnologia mais sustentável do que o combustível fóssil e dominada pela China – e na promessa de perfurar poços de petróleo, dentro e fora dos EUA, para “a maior quantidade de petróleo e gás do que qualquer país na Terra.” De acordo com Rafael Cortez, o estímulo à indústria petroleira, com desregulamentação ambiental, é aumentar a produção de energia que pressiona a inflação. “Me parece que o que o Trump quer fazer é buscar reduzir o componente da energia dentro da inflação para, de alguma maneira, compensar os efeitos possíveis inflacionários do protecionismo comercial.” Na opinião de Antonio Jorge Rocha, a demanda por mais combustível poderá ter um aspecto positivo. “Talvez favoreça, por exemplo, a redução das tensões aqui com a Venezuela. [A multinacional] Chevron [de capital norte-americano] já está de corpo e alma na Guiana e já na Venezuela também. Eu aposto que vai prevalecer o interesse econômico nesse caso.” Rafael Cortez acrescenta que além da atuação americana na Venezuela, o Brasil poderá ser impactado com a política de deportações de imigrantes brasileiros que estejam irregulares e também com aumento de juros nos Estados Unidos para conter a inflação, o que pode resultar no crescimento das taxas de juros cobradas nos países emergentes como o Brasil e, consequentemente, pressionar o câmbio. Fonte: Agência Brasil

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Banco Central realiza leilão de venda de dólares nesta segunda-feira

© Valter Campanato/Agência Brasil Serão negociados US$ 2 bilhões O Banco Central (BC) realiza, nesta segunda-feira (20), dois leilões de dólares com compromisso de recompra futura pela autoridade monetária. Cada operação terá limite de US$ 1 bilhão. A taxa de câmbio será a do boletim Ptax das 10h, de R$ 6,06 bilhões. Os leilões (A e B) serão realizados, exclusivamente, pelas instituições credenciadas pela autoridade monetária do Brasil (dealers de câmbio). Ainda de acordo com o BC, será aceito no máximo US$ 1 bilhão para cada um dos leilões acima mencionados, totalizando no máximo US$ 2 bilhões. O leilão ocorre entre 10h20 e 10h25, e o B, de 10h40 às 10h45. As operações de venda do BC serão liquidadas no dia 22 de janeiro de 2025. Em comunicado o banco, informou que as operações de recompra do leilão A, ocorrerá no dia 4 de novembro, e em 2 de dezembro, no caso do leilão B. Reservas As reservas internacionais são os ativos do Brasil em moeda estrangeira e funcionam como uma espécie de seguro para o país fazer frente às suas obrigações no exterior e a choques de natureza externa , tais como crises cambiais e interrupções nos fluxos de capital para o país. Atualmente, elas somam quase US$ 330 bilhões. Essas reservas, administradas pelo BC, são compostas principalmente por títulos, depósitos em moedas estrangeiras, principalmente o dólar, mas também euro, libra esterlina, iene, dólar canadense e dólar australiano, além de direitos especiais de saque junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), depósitos no Banco de Compensações Internacionais (BIS), ouro, entre outros ativos. “No caso do Brasil, que adota o regime de câmbio flutuante, esse colchão de segurança ajuda a manter a funcionalidade do mercado de câmbio de forma a atenuar oscilações bruscas da moeda local – o real – perante o dólar, dando maior previsibilidade e segurança para os agentes do mercado”, informou o BC. Fonte: Agência Brasil

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