Cidadania Alagoas

SAÚDE

Nutróloga explica como alimentação e estilo de vida se relacionam com a saúde mental

Estudo com quase 16 mil brasileiros associa maior consumo de ultraprocessados ao risco de sintomas depressivos e amplia discussão durante o Setembro Amarelo Por Tríade Comunicação O que colocamos no prato pode ter relação também com a saúde mental. Um estudo realizado com 15.960 adultos brasileiros identificou que, a cada aumento de 10% na participação dos alimentos ultraprocessados na dieta, houve associação com um risco 10% maior de desenvolvimento de sintomas depressivos. O dado ganha relevância durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização e à prevenção do suicídio, ao ampliar a discussão sobre fatores do estilo de vida que também fazem parte do cuidado com a saúde. A pesquisa, intitulada Adherence to the ultra-processed dietary pattern and risk of depressive outcomes: Findings from the NutriNet Brasil cohort study and an updated systematic review and meta-analysis, foi publicada em 2024 na revista científica Clinical Nutrition. O trabalho utilizou dados da coorte NutriNet Brasil e analisou adultos que, no início do acompanhamento, não apresentavam depressão ou sintomas depressivos. Os participantes foram acompanhados, em média, durante 18,3 meses. Ao longo do período, foram identificados 2.373 novos casos de sintomas depressivos. Além da associação observada a cada aumento de 10% na participação dos ultraprocessados na alimentação, os pesquisadores realizaram uma revisão sistemática e metanálise de seis estudos prospectivos. Nessa análise, pessoas com maior exposição aos ultraprocessados apresentaram risco 32% maior de desfechos depressivos em comparação com aquelas de menor exposição. Os resultados não significam, porém, que determinado alimento seja capaz de causar depressão de forma isolada. Para a médica nutróloga Eline Soriano, esse é um cuidado importante na interpretação dos dados. “Depressão é uma condição multifatorial. Não podemos dizer que uma pessoa desenvolveu depressão porque consome ultraprocessados, assim como não podemos afirmar que mudar a alimentação vai tratar, sozinha, um transtorno depressivo. O que estudos como esse mostram é que alimentação, saúde metabólica e saúde mental não devem ser vistas como áreas completamente separadas”, explica. A possível relação entre padrão alimentar e saúde mental envolve diferentes mecanismos. Dietas com grande participação de ultraprocessados costumam apresentar, de maneira geral, menor densidade nutricional e maior presença de açúcares adicionados, gorduras de baixa qualidade, sódio e aditivos, ao mesmo tempo em que podem substituir alimentos in natura ou minimamente processados importantes para uma alimentação equilibrada. Segundo Eline Soriano, o funcionamento cerebral depende de uma combinação de fatores que vai muito além das calorias consumidas. “O cérebro precisa de nutrientes para desempenhar suas funções adequadamente. Proteínas, vitaminas, minerais e ácidos graxos participam de diversos processos do organismo. Quando avaliamos um paciente, não olhamos apenas para peso ou composição corporal. Qualidade da alimentação, sono, atividade física e saúde metabólica também precisam entrar nessa análise”, afirma. Outro ponto investigado pela ciência é a comunicação entre intestino e cérebro. A microbiota intestinal participa de processos metabólicos, imunológicos e inflamatórios, o que tem levado pesquisadores a estudar cada vez mais o chamado eixo intestino-cérebro. Isso não significa, entretanto, que exista uma dieta específica capaz de prevenir ou tratar isoladamente a depressão. A inflamação crônica de baixo grau também aparece entre os possíveis caminhos biológicos estudados. Alterações metabólicas, excesso de gordura corporal, sedentarismo, sono inadequado e determinados padrões alimentares podem estar relacionados a processos inflamatórios no organismo. NUTRIÇÃO – Cansaço persistente, indisposição e dificuldade de concentração são sintomas inespecíficos e podem ter diferentes causas. Em alguns pacientes, alterações nutricionais ou metabólicas também podem contribuir para esse quadro, razão pela qual a avaliação individualizada é importante. “Existem deficiências de vitaminas e minerais que podem repercutir em energia, disposição e funcionamento do organismo, mas suplementar sem identificar uma necessidade não é a resposta. Primeiro precisamos entender o paciente, investigar possíveis deficiências e, quando houver indicação, fazer a correção adequada”, explica a nutróloga. A especialista ressalta ainda que hábitos saudáveis funcionam de forma integrada. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e sono adequado contribuem para a saúde global, mas não devem ser apresentados como substitutos de tratamento psicológico ou psiquiátrico quando ele é necessário. “A mensagem do Setembro Amarelo precisa ser responsável. Cuidar da alimentação, dormir melhor e praticar atividade física são medidas importantes para a saúde, inclusive para o bem-estar, mas uma pessoa com sintomas de depressão precisa de avaliação adequada. O cuidado pode envolver diferentes profissionais, e a nutrologia entra como uma das áreas que podem contribuir dentro dessa abordagem multidisciplinar”, conclui Eline Soriano.

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Anvisa aprova importação de remédio experimental para piloto Lito

Anvisa aprova importação de remédio experimental para piloto Lito Ele foi diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob  Agência Brasil A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação e o uso de uma medicação experimental para o tratamento do piloto e youtuber Lito Sousa, diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob. A informação foi confirmada pela família via redes sociais. Segundo a esposa de Lito, Mila Seidl, a expectativa é que a medicação chegue ao Brasil entre sete e nove dias a contar da última sexta-feira (4). “O impossível está virando realidade! Estamos prontos para receber o tratamento”, comemorou Mila no post, destacando que não houve regalias no processo. “Vi algumas pessoas dizendo que a Anvisa abriu uma exceção rara. Não foi. Isso é um regulamento, está previsto em lei. Alguns países adotam o uso compassivo de medicação e aí você tem um trâmite legal que precisa ser cumprido. Não é algo que foi feito excepcionalmente para o Lito”, explicou a esposa do youtuber. Mila lembrou que qualquer pessoa em situação similar pode pleitear o mesmo tipo de autorização. “Cabe à Anvisa analisar, deferir ou indeferir. A gente apresentou bastante documentação. [O processo] estava bem robusto”, completou, a citar documentos enviados pela farmacêutica e exames diversos. “Uma das nossas missões é mostrar o caminho que famílias que passam por isso – por doenças raras, não necessariamente a nossa, mas outras – podem seguir para conseguir o uso experimental de medicamentos, a importação, a entrada em estudos”, destacou a esposa de Lito. Ainda segundo Mila, houve um entendimento, por parte do governo brasileiro, incluindo o Ministério da Saúde e a própria Anvisa, bem como da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, sobre a urgência e a celeridade da causa de Lito. “Mesmo assim, sendo muito sincera, foi muito angustiante porque esse fluxo mais rápido levou cerca de uma semana e, em uma semana, a gente perdeu algumas coisas”, disse, ao se referir ao quadro do marido. “Mas eu entendo. Eles têm que estar calçados de que estão fazendo a coisa certa. Não podem canetar, precisam apreciar.” A doença A comunidade científica tem, até o momento, mais perguntas e hipóteses do que certezas absolutas a respeito da Doença de Creutzfeldt-Jakob. A condição é rara, com menos de 100 casos suspeitos registrados por ano no Brasil. A doença se instala quando formas anormais de uma proteína produzida dentro das células cerebrais, os príons, passam a se acumular, comprometendo o funcionamento do órgão. O quadro progride rapidamente com desfecho fatal.

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Hemoal leva equipe itinerante à Coruripe para coletar sangue nesta quinta-feira

UTILIDADE PÚBLICA Hemoal leva equipe itinerante à Coruripe para coletar sangue nesta quinta-feira A ação itinerante vai ocorrer das 9h às 16h, na Unidade de Coleta e Transfusão, no barro Tércio Wanderley O Hemocentro de Alagoas (Hemoal) promove coleta externa de sangue nesta quinta-feira (3), em Coruripe. A ação itinerante vai ocorrer das 9h às 16h, na Unidade de Coleta e Transfusão, situada no bairro Tércio Wanderley. Por meio da coleta externa, o Hemoal facilita o acesso dos voluntários que residem no Litoral Sul do estado. Simultaneamente, o hemocentro atua para manter estabilizado o estoque sanguíneo, visando garantir o fornecimento de hemocomponentes a maternidades e hospitais estaduais. Para doar sangue é necessário estar bem de saúde e ter idade entre 16 e 69 anos, conforme critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. É obrigatório, também, portar um documento de identificação oficial e original com foto e pesar, no mínimo, 50 quilos. Pessoas diagnosticadas com doença de Chagas, Aids, sífilis e hepatite após os 11 anos estão proibidas permanentemente de doar sangue. No caso das mulheres, o procedimento é proibido apenas se estiverem grávidas ou amamentando. O voluntário deve estar alimentado, evitando alimentos gordurosos. É proibido ingerir bebidas alcoólicas antes do procedimento e é preciso dormir pelo menos 6 horas na noite anterior. Pessoas que colocaram piercing, fizeram tatuagem, maquiagem definitiva e micropigmentação podem doar sangue após quatro meses.

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Campanha Setembro Amarelo intensifica ações de prevenção ao suicídio em Maceió

Durante todo este mês, a Rede de Atenção Psicossocial da Secretaria Municipal de Saúde ampliará as discussões sobre o tema com usuários, comunidade escolar e população em geral Marília Ferreira/Ascom SMS  Este ano, a campanha do Setembro Amarelo traz o tema “Escutar é estar presente”, destacando a importância da escuta acolhedora, atenta e sem julgamentos como gesto de cuidado. Buscando intensificar os debates em torno da conscientização e prevenção do suicídio, a Secretaria Municipal de Saúde de Maceió (SMS), por meio da Coordenação Técnica de Atenção Psicossocial, promove, durante todo este mês, a campanha Setembro Amarelo. Este ano, a programação toma como eixo orientador a campanha Setembro Amarelo 2026 do Centro de Valorização da Vida (CVV), cujo tema é “Escutar é estar presente”, destacando a importância da escuta acolhedora, atenta e sem julgamentos como gesto de cuidado, apoio e aproximação, e mobilizando toda a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), Unidades de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e escolas em torno do tema, reconhecendo seu papel na rede de apoio emocional.  Em alusão à campanha, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) Dr. Luiz da Rocha Cerqueira, situado no Conjunto José Tenório, realizará, no período de 14 a 18 de setembro, uma programação integrada de ações internas e extramuros, envolvendo crianças e adolescentes acompanhados pelo serviço, familiares, comunidade escolar, usuários da Atenção Primária e população em geral. Entre as ações que serão realizadas estão oficinas terapêuticas, panfletagem nas ruas e palestras em escolas para estudantes. “O objetivo dessas atividades é promover educação em saúde, prevenção, acolhimento e valorização da vida, fortalecendo a escuta qualificada, o autocuidado, os fatores de proteção e o conhecimento sobre a rede de apoio e os caminhos para busca de ajuda, com linguagem adequada à infância e à adolescência”, destacou o coordenador do Capsi, Marcello Araújo. Já no Caps AD III Novo Jardim, localizado na Cidade Universitária, o cronograma de ações propõe uma abordagem ampliada da prevenção, organizando as atividades do mês em quatro eixos temáticos: Cuidar de Quem Cuida; Cuidar no Território; Cuidar de Si e do Outro; e Cuidar em Rede. As ações serão realizadas de 1º a 30 de setembro, na própria unidade, com palestras, dinâmicas, oficinas de pinturas e panfletagem nas proximidades do Caps. Setembro Amarelo, mês de conscientização e prevenção do suicídio. Foto: Divulgação/SMS “Compreende-se o suicídio como um grave problema de saúde pública, cuja ocorrência est[a relacionada a múltiplos fatores e determinantes. Dessa forma, pensar em estratégias de prevenção ao suicídio requer ampliar o olhar para além da pessoa que se encontra em sofrimento psíquico, considerando também o contexto social, familiar e comunitário que a envolve”, afirmou a coordenadora do Caps AD III Novo Jardim, Valéria Dias. Os demais Caps do município e todas as unidades de saúde também estarão mobilizadas na campanha Setembro Amarelo, com o intuito de levar informação e acolhimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de palestras, rodas de conversa, oficinas e dinâmicas, que terão como foco a prevenção do suicídio, valorização da vida e reflexão sobre seus aspectos individuais, familiares e sociais. Sobre a campanha Setembro Amarelo é um movimento, uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Idealizada ainda no final de 2014 por diversas entidades, entre elas o CVV (Centro de Valorização da Vida), teve sua primeira edição em 2015. A cor “amarela” é usada mundialmente como referência direta ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro). Em 2026, o Centro de Valorização da Vida (CVV) apresenta a campanha do Setembro Amarelo com o tema “Escutar é estar presente”. O foco é lembrar que oferecer uma escuta acolhedora pode representar o primeiro passo para que alguém em sofrimento emocional encontre apoio e não enfrente esse momento sozinho.

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Ministério da Saúde reforça chamamento para vacina contra o sarampo

Agência Brasil Diante da ocorrência de casos de sarampo em São Paulo ao longo dos últimos meses, o Ministério da Saúde reforçou o chamamento para que a população mantenha a caderneta de vacinação atualizada. A Campanha Nacional de Multivacinação segue até a próxima terça-feira (1º) e tem como objetivo verificar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos e aplicar as doses necessárias, incluindo a tríplice viral, que protege contra o sarampo. O Brasil confirmou 27 casos da doença ao longo de 2026. Desses, 24 estão relacionados a uma cadeia de transmissão ativa iniciada em junho no estado de São Paulo, sendo 21 casos na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Ainda de acordo com o ministério, dos outros três casos, dois foram registrados em São Paulo e um no Rio de Janeiro, mas sem relação entre si, e já são considerados encerrados após 12 semanas sem novas ocorrências associadas. Em 2025, foram confirmados 38 casos de sarampo importados ou relacionados à importação, todos, segundo a pasta, controlados por meio das ações de vigilância e vacinação. “Com isso, o Brasil segue livre da circulação endêmica do sarampo, mesmo diante do aumento de casos registrado em outros países das Américas”, reforçou o ministério em comunicado. Esquema vacinal Altamente contagioso, o sarampo pode ser prevenido por meio da vacina tríplice viral, que também protege contra a caxumba e a rubéola. Para crianças, o esquema de rotina prevê duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pessoas de até 29 anos de idade que não tenham sido vacinadas ou que não possuam comprovação devem receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Para adultos de 30 a 59 anos, é recomendada uma dose contra o sarampo. Em situações onde há circulação do vírus, as estratégias de vacinação podem ser ampliadas de acordo com a avaliação epidemiológica. Em São Paulo, por exemplo, diante da cadeia de transmissão identificada, o ministério recomendou ampliar a vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, e crianças de 6 a 11 meses devem receber com a chamada dose zero. “A dose zero é uma estratégia adicional de proteção para crianças menores de 1 ano em cenários de maior risco e não substitui as doses previstas no calendário de rotina aos 12 e 15 meses”, reforçou a pasta.

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Tabagismo é maior entre jovens de 16 a 24 anos, alerta pesquisa Maioria dos fumantes mantêm outros hábitos preju

Os jovens brasileiros de 16 a 24 anos apresentaram incidência de tabagismo maior que outras faixas etárias em uma pesquisa do Instituto A.C. Camargo Câncer Center em parceria com a empresa Nexus. Nessa faixa etária, 19% dos entrevistados se declaram fumantes ativos, de cigarros comuns ou eletrônicos, número acima da média nacional (17%) e de todas as outras faixas etárias. A pesquisa entrevistou mais de 2 mil pessoas em todo o país. A faixa entre 25 e 40 anos, por outro lado, apresenta o menor índice de tabagismo, com 15% dos entrevistados declarando serem fumantes. Em seguida, surge o grupo das pessoas com mais de 60 (16%), e de 41 a 59 anos (17%). Além disso, os dados apontam que grande parte da população está exposta aos perigos do tabagismo: cerca de um terço da população brasileira (33%) compartilha frequentemente ambientes domésticos ou de trabalho com fumantes. A inalação passiva da fumaça eleva as chances de desenvolvimento de câncer pulmonar, inclusive em indivíduos que jamais fumaram. Segundo Helano Freitas, líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo, a incidência do tabagismo entre os jovens entre 16 a 24 anos exige atenção prioritária. O médico ressalta que, conforme levantado na pesquisa, o primeiro contato com o cigarro ocorre, em média, aos 16 anos. Por se tratar de um grupo de adolescentes e jovens adultos bastante vulnerável, há um alto risco de iniciação na dependência sem conseguir deixá-la posteriormente, ainda que as demais idades também necessitem de cuidado. Outras Categorias A população com mais de 60 anos lidera o índice de ex-fumantes, com 32% do total. Em segundo lugar, aparecem pessoas de 41 a 59 anos (15%), de 25 a 40 (10%) e de 16 a 24 anos (8%). Entre as regiões do país, o consumo de cigarro é superior no Sul (22%), seguido do Sudeste (19%), Nordeste (13%) e Norte/Centro-Oeste (13%). A pesquisa também demonstra que o consumo de cigarros está atrelado a fatores socioeconômicos. Os entrevistados que possuem renda salarial de até um salário mínimo apresentam a maior taxa de tabagismo, com 19%. Já em relação ao nível de escolaridade, aqueles que concluíram apenas o ensino fundamental também apresentam o maior índice de tabagismo, com 21%. O estudo indica ainda uma forte relação entre o tabagismo e outros comportamentos de risco: 84% dos fumantes relataram manter até quatro hábitos prejudiciais à saúde no cotidiano, destacando-se o sedentarismo e a ingestão exagerada de frituras e produtos ultraprocessados. Em contrapartida, 18% das pessoas que nunca fumaram afirmam não ter nenhum hábito prejudicial à saúde, o dobro do índice observado entre os fumantes (9%). Já os ex-fumantes lideram a categoria de apenas um hábito ruim (44%) e apresentam baixas taxas de múltiplos deslizes. O cenário sugere que abandonar o cigarro costuma vir acompanhado de uma reestruturação ampla do estilo de vida, restando apenas um deslize residual na rotina. Outro dado do estudo revela que 63% dos fumantes classificam a própria saúde como “ótima” ou “boa”. Essa percepção positiva supera inclusive a das pessoas que jamais fumaram (61%), ainda que a diferença esteja contida na margem de erro, demonstrando que os fumantes se consideram tão saudáveis quanto os não fumantes. *Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior.

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Canetas emagrecedoras: uso sem supervisão pode causar perda muscular

O uso de medicamentos popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras tem se mostrado eficaz no combate à obesidade, mas também é associado a casos de deficiência de vitaminas e perda de massa muscular, sobretudo quando não há mudança de hábitos relacionados à alimentação e atividade física. Em entrevista à Agência Brasil, o endocrinologista membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e coordenador do Departamento de Farmacoterapia da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), Marcio Mancini, explica que esse tipo de medicamento – da classe dos agonistas do receptor GLP 1 – pode causar deficiência de micronutrientes e perda excessiva de massa muscular se não houver um acompanhamento adequado. Segundo ele, o forte efeito de redução do apetite e de atraso do esvaziamento do estômago fazem com que os pacientes, muitas vezes, reduzam drasticamente a ingestão de alimentos, o que pode levar a um consumo insuficiente de proteínas e vitaminas. “Quando o tratamento é iniciado, é preciso dar prioridade à densidade nutricional. O foco principal não deve ser apenas reduzir o tamanho das porções, mas garantir que as pequenas refeições sejam ricas em nutrientes.” O médico sugere metas de proteína de aproximadamente 1,2 grama/quilo/dia para indivíduos jovens e saudáveis, e de 1,5 grama/quilo/dia para idosos ou pessoas em risco de sarcopenia (perda de massa muscular. De acordo com o especialista, também é essencial fazer o acompanhamento da quantidade de massa magra, o que pode ser feito por meio de exames como a bioimpedância, em consultório, e  densitometria de corpo inteiro, no em laboratório. Outra estratégia é testar a função muscular por meio de testes de força de preensão manual (hand grip) para evitar que a perda de músculo ultrapasse 25% de todo o peso perdido. Mancini destaca que as queixas mais comuns associadas ao uso de canetas emagrecedoras sem supervisão adequada incluem queda e afinamento de cabelo e sintomas gastrointestinais persistentes, como náusea, constipação, flatulência e sensação de estufamento mais intensos que o normal. Para evitar tais situações, o endocrinologista lista algumas estratégias comportamentais e dietéticas: fazer consumo fracionado das refeições (pequenas, frequentes e densas em nutrientes ao longo do dia); consumir alimentos ricos em proteína logo no início da refeição, momento em que a sensação de saciedade precoce ainda é menos pronunciada; evitar alimentos muito gordurosos, que costumam provocar náuseas; aumentar o consumo de fibras e líquidos para combater diretamente os efeitos colaterais gastrointestinais. Já os sinais de alerta a serem monitorados por quem utiliza esse tipo de medicação, no intuito de evitar a desnutrição incluem: diminuição da força física ou da mobilidade no dia a dia, que pode indicar desenvolvimento de sarcopenia (especialmente perigosa em idosos); alterações de exames de laboratório, como redução do nível de vitamina D, potássio, magnésio, ferro e vitamina B12; restrição alimentar excessiva com perda completa do prazer diante da comida, que pode indicar que a dose do remédio está excessiva para aquele paciente. “Por isso, é importante o trabalho de uma equipe multidisciplinar, com orientação do endocrinologista, do nutricionista e do educador físico no tratamento”, concluiu. Para a mentora de mulheres Amanda Vila Nova, os efeitos do tratamento com canetas emagrecedoras foram positivos, já que o processo foi acompanhado por especialistas. O resultado, segundo ela, foi emagrecimento eficaz e qualidade de vida. “Não tive queda de cabelo nem unha enfraquecida pelo fato de ser acompanhada e fazer a reposição de vitaminas de forma correta”. *Colaborou Jailma Barbosa, da TV Brasil

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Vape entre adolescentes: o alerta que precisa ser repetido antes que o hábito vire dependência

Com aparência moderna, sabores atrativos e a falsa impressão de ser menos prejudicial, o cigarro eletrônico amplia dependência em nicotina O alerta não é novo, mas ainda precisa continuar sendo repetido: vape faz mal e não é inofensivo. O assunto precisa permanecer na pauta de famílias, escolas, profissionais de saúde e sociedade porque o cigarro eletrônico continua despertando a curiosidade de adolescentes e pode transformar uma experiência aparentemente recreativa em dependência de nicotina. Dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram a dimensão do problema: 1 em cada 5 adolescentes brasileiros já experimentou algum tipo de dispositivo eletrônico para fumar. A agência alerta que essa experimentação pode levar à dependência de nicotina e ao uso de outros produtos de tabaco. Para a pneumologista pediátrica Rita Silva, o principal desafio é fazer com que pais e adolescentes compreendam que o vape não deve ser encarado como uma simples brincadeira ou uma alternativa “mais leve” ao cigarro. “É preciso bater na mesma tecla sempre. Quanto mais informação de qualidade chegar às famílias, maiores são as chances de prevenção. O adolescente muitas vezes não enxerga o vape como cigarro e, por isso, pode não perceber que está se expondo à nicotina e a outras substâncias que podem causar danos ao organismo”, afirmou. “O uso contínuo de cigarros eletrônicos provoca graves e irreversíveis danos ao tecido pulmonar, simulando o envelhecimento precoce das vias aéreas. São substâncias químicas ocultas que geram inflamações crônicas severas, frequentemente confundidas com infecções graves ou quadros de pneumonia química aguda. Substituir o cigarro tradicional pelo vape é trocar uma ilusão de segurança por uma bomba-relógio respiratória que compromete drasticamente a oxigenação do organismo”, acrescentou. Gratta Comunicação

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Espaços Teu promovem roda de conversa para pais de crianças em terapia

Ação reuniu famílias para um momento de escuta, acolhimento e troca de experiências sobre a paternidade atípica Enquanto os filhos participavam das terapias, os pais encontraram um espaço para cuidar de si. Em celebração ao Dia dos Pais, os Espaços Teu da Unimed Maceió promoveram rodas de conversa simultâneas nas três unidades, reunindo clientes da cooperativa para um momento de acolhimento, reflexão e partilha sobre os desafios e as alegrias da paternidade. Conduzidos por psicólogas, os encontros abordaram temas que tocaram profundamente os participantes: as conquistas que mais enchem um pai de orgulho, as memórias que desejam construir com os filhos, os aprendizados que chegaram com a paternidade e as formas de demonstrar amor e acolhimento diariamente. Entre um relato e outro, ficou evidente que, para muitos deles, as maiores vitórias estão nas pequenas conquistas dos filhos e na certeza de estarem presentes em cada etapa dessa caminhada. “Aqui nos Espaços TEU da Unimed Maceió, nós acompanhamos de perto o impacto transformador do desenvolvimento das crianças para a figura paterna, o que reflete na qualidade de vida da família. Vemos pais que vibram a cada pequeno passo, a cada barreira de comunicação vencida e a cada nova habilidade adquirida, celebrando-as como as maiores vitórias do mundo”, afirmou a gerente de serviços diagnósticos, Claudinne Fernandes. A roda de conversa também abriu espaço para discutir a paternidade atípica e os desafios enfrentados por quem acompanha de perto o desenvolvimento dos filhos em uma sociedade que, muitas vezes, ainda associa o cuidado exclusivamente às mães. Além dos pais, algumas mães solo participaram do encontro, enriquecendo as trocas de experiências e mostrando que o acolhimento acontece em diferentes configurações familiares. Entre os participantes estava Joilsom Saraiva, pai de Boris Saraiva Moura, de 5 anos. Para ele, momentos como esse fortalecem não apenas os vínculos entre pais e filhos, mas também entre as famílias. “Foi um momento de muito acolhimento. Pudemos conversar sobre como é ser um pai atípico, compartilhar experiências e perceber que outras famílias vivem desafios parecidos. Isso nos fortalece. Gosto muito do acolhimento que encontramos nos Espaços Teu. Só tenho a agradecer por esse momento tão especial.” Ao promover espaços de escuta e apoio, os Espaços Teu fortalecem redes de acolhimento e mostram que cuidar também é criar oportunidades para que pais, mães e responsáveis compartilhem suas histórias, encontrem apoio mútuo e celebrem, juntos, cada pequena conquista que transforma a vida de seus filhos. Galeria de fotos   

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Marina JHC destaca papel do Hospital da Cidade na ampliação do acesso à saúde

Em publicação nas redes sociais, Marina reforçou a importância de um atendimento humanizado, ágil e de qualidade para quem mais precisa Marina JHC compartilhou, nesta quinta-feira (17), uma publicação destacando o trabalho desenvolvido no Hospital da Cidade e a importância de ampliar o acesso da população a serviços de saúde com qualidade, eficiência e acolhimento. Na publicação, Marina ressaltou que cada atendimento realizado representa uma oportunidade de transformar vidas, reforçando que o compromisso com a saúde passa por oferecer estrutura adequada, atendimento humanizado e agilidade para quem precisa de assistência. “Levar saúde de qualidade é entender que cada atendimento realizado com agilidade, eficiência e cuidado pode transformar uma vida”, escreveu. Marina também destacou que o Hospital da Cidade simboliza um modelo de cuidado centrado nas pessoas, aproximando os serviços de saúde da população e garantindo mais dignidade no atendimento. Ao visitar a unidade e acompanhar de perto a rotina de atendimentos, Marina reafirmou sua defesa por uma saúde pública cada vez mais acessível, humanizada e eficiente. Para ela, iniciativas como a desenvolvida no Hospital da Cidade mostram que investir em estrutura, acolhimento e qualidade no atendimento é um caminho capaz de transformar a vida das pessoas. Assessoria

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