Cidadania Alagoas

GERAL

Mesmo com 900 mil autistas em salas comuns, escolas não têm protocolo seguro para lidar com episódios de agressividade

Em apenas dois anos, entre 2022 e 2024, o número de alunos com autismo matriculados em escolas comuns mais do que dobrou no Brasil: saltou de 405 mil para 884,4 mil, mostram os dados do Censo Escolar, divulgados em abril pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O avanço da inclusão, previsto em lei, obviamente tem de ser celebrado: a convivência de estudantes com e sem deficiência traz benefícios sociais e cognitivos a todos da turma. Mas é preciso lembrar que não basta garantir a presença de uma criança autista na sala de aula comum — é dever das redes de ensino e das escolas fazer adaptações no currículo, no espaço físico e nas avaliações, além de dar suporte aos professores e formá-los adequadamente. Notícias como estas a seguir, publicadas no g1 neste ano, evidenciam um dos muitos obstáculos para que a educação seja, de fato, inclusiva: instituições de ensino, em geral, não sabem lidar com episódios de agressividade que alguns indivíduos com TEA podem apresentar. Veja: Quando a rede de ensino e o colégio não proporcionam a formação adequada aos funcionários, os dois cenários possíveis tornam-se arriscados: se ninguém intervir, o aluno com TEA pode bater a cabeça na parede, por exemplo, e se ferir gravemente; caso alguém use força física para segurar o estudante, pode machucá-lo e desestabilizá-lo ainda mais.   ➡️Todos ficam inseguros: os pais do aluno autista temem que ele se machuque, os familiares dos coleguinhas podem desenvolver uma resistência à presença de pessoas com deficiência na sala de aula, e os professores trabalham sob (mais uma) condição de estresse. Por isso, especialistas defendem a urgência em preparar toda a comunidade escolar para agir da maneira correta e no momento certo, de forma a evitar o início de possíveis crises. “Os alunos que estão hoje na escola estariam institucionalizados nos anos 1980. Felizmente, conseguimos sair do modelo segregado”, afirma Meca Andrade, psicóloga que é referência internacional em intervenção comportamental. “Se formos incluir uma pessoa que tem dificuldades comportamentais que trazem risco para ela mesma e para as outras, sem médicos por perto, precisaremos de habilidades de manejo. Essa é uma nova realidade, que vai chegar também ao mercado de trabalho.”   Alcinda Castor, professora da rede pública de São Paulo, é mãe de um homem autista de 28 anos. “Quando ele era menor, precisava de até 3 adultos para contê-lo na escola. Ninguém recebeu preparo para lidar com isso”, diz. “Ele ficou afastado por 6 meses, porque ninguém mais conseguia segurá-lo.” Como docente, ela afirma também que nunca recebeu a devida capacitação para lidar com crises de estudantes. “Os cuidadores trocam fraldas, as estagiárias preparam as atividades, mas é raro algum profissional ter especialização para saber agir nessas horas. Até hoje, quando meu filho fica assim, eu mesma me tranco no banheiro e espero passar.”   Nesta reportagem, veja: qual é a conduta mais indicada diante das crises; que atitudes podem evitar o agravamento desses episódios; como a união entre família e escola pode ser fundamental na prevenção dos picos de agressividade; que tipo de formação precisa ser oferecida aos professores e demais funcionários.   Atenção: o espectro de sintomas do autismo é amplo e não permite generalizações. Há comportamentos mais comuns, como dificuldades de interação social, problemas na comunicação e alteração nos interesses (como resistência a mudanças de rotinas ou maneiras diferentes de brincar). O “guarda-chuva” do transtorno é amplo: pode abarcar uma criança com nível de suporte 1, por exemplo, que é independente e oralizada, mas que sofre em ambientes ruidosos, e outra de nível 3, que não desenvolveu a fala e que não deixou de usar fraldas. Os episódios de agressividade nem sempre são manifestados: estudos científicos, sem chegar a um consenso, citam prevalências que vão de 8% a 68% na infância. A causa dessas crises também varia — pode ser desencadeada por um distúrbio sensorial, por exemplo, ou pela impossibilidade de comunicar um sentimento. E não é nada relacionado a “caráter”: é preciso combater o estigma de que autistas são agressivos. O fato de entrarem em crise, seja com qual frequência for, não significa que sejam insensíveis ou incapazes de amar. O que diz o MEC? Ao g1, o Ministério da Educação afirma que os cursos de formação oferecidos aos professores focam nas questões pedagógicas, sem priorizar linhas terapêuticas específicas. Diz também que “não cabe nem é desejável uma orientação geral para todos os estudantes com determinada condição diagnóstica” e que o indicado é fazer estudos de caso individuais. O foco, segundo a pasta, deve ser eliminar as barreiras escolares que possam contribuir para as situações de crise.   Qual é a postura correta?   O vídeo abaixo, gravado em 26 de março, em uma escola particular de Campinas (SP), mostra uma professora sentada em cima de um aluno autista para imobilizá-lo. Duas semanas depois, em 11 de abril, a família da criança registrou um boletim de ocorrência contra a docente. Segundo o colégio, não houve agressão, e a contenção exercida estava “em conformidade com procedimento padrão”. Na mesma semana, o Fantástico mostrou outro caso, desta vez, no Rio de Janeiro: um aluno autista de 11 anos, após chutar um equipamento no tatame da escola, levou uma rasteira do professor de capoeira. A mãe denunciou o caso como agressão, enquanto a defesa do docente alegou que “a intervenção consistiu em uma técnica de imobilização, com o único objetivo de impedir novas agressões” e que foi isso o que “garantiu que a criança não sofresse qualquer tipo de lesão”. E é aí que entra um problema jurídico comum nessas situações: no Brasil, não existe nenhuma regulamentação sobre técnicas de contenção em escolas. “É um grande desafio: equilibrar a garantia de que ninguém atente contra a segurança de si próprio e dos demais e, ao mesmo tempo, preservar o direito da criança de não ter seu espaço invadido nem de ser submetida a um tratamento degradante ou desumano. É muito difícil”, explica a defensora pública Renata Tibyriça.   ➡️Meca Andrade, especialista em manejo não segregado, afirma que não existe manobra de contenção adequada quando não há uma normatização no

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Vereadores discutem ações para tratar dependência química e problema das ‘cracolândias’

Parlamentares reforçaram importância de medidas conjuntas entre Município, Estado e União para lidar com a situação Foto: Pedro Sant   A existência das chamadas cracolândias, que se multiplicam pelas cidades brasileiras, e as ações necessárias para tratar a dependência química foram os temas discutidos na sessão desta quarta-feira (14), na Câmara Municipal de Maceió.   O assunto entrou em debate por conta do esvaziamento da cracolândia de São Paulo, noticiado pela imprensa durante todo o dia, resultado de medidas da Prefeitura Municipal e do Estado, segundo apontaram os vereadores Leonardo Dias e Thiago Prado.   O vereador Leonardo Dias lembrou que Maceió possui áreas similares, como a Praça Sinimbu, no Centro, onde pessoas em situação de rua se reúnem em torno do consumo de álcool e outras drogas. Ele disse que fará uma visita a São Paulo ainda este mês para conhecer as ações que podem ser replicadas na capital alagoana.   “Estamos fazendo um trabalho na Praça Sinimbu para buscar entender as dificuldades que as pessoas enfrentam. E São Paulo tem tido uma abordagem interessante, humana, de dar a possibilidade de as pessoas reconquistarem sua autonomia. Aqui em Maceió, tenho conversado com o secretário de Saúde, Mourinha, sobre o planejamento para conduzir esse trabalho”, explanou.   O vereador Thiago Prado anunciou que o Município de Maceió pretende criar o segundo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), para se somar a outras estratégias de enfrentamento à dependência química.   Ele reforçou a importância do trabalho conjunto entre Município, Estado e União para resolver o problema das drogas e das regiões que se tornaram cracolândias. “Temos que enfrentar com estratégia. Em São Paulo, não foi o ponto final, talvez em ruas adjacentes ainda tenham usuários, mas o fato é que um braço da segurança pública agiu muito bem, junto a um braço da assistência social com a saúde pública. A solução parte da união de todos os entes federativos”, defendeu.   O anúncio do novo Caps AD recebeu uma observação da vereadora Teca Nelma, que cobrou mais investimentos no setor. Ela disse que o equipamento conta com um orçamento baixo e pediu aos vereadores que direcionem mais recursos para saúde e assistência social no orçamento do Município para o próximo ano. Fonte: Câmara Municipal de Maceió

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Ziane Costa concede reajuste acima do piso nacional para profissionais da educação de Delmiro Gouveia

Projeto de lei será enviado à Câmara ainda nesta terça-feira; reajuste municipal ultrapassa os 6,27% estabelecidos pelo Governo Federal.   A prefeita de Delmiro Gouveia, Ziane Costa, anunciou nesta terça-feira, 13, o envio de um projeto de lei à Câmara de Vereadores que concede um reajuste salarial de 11% aos profissionais da educação, concursados, da rede municipal de ensino. A proposta será votada na próxima quinta-feira, 15, e representa um passo importante na valorização dos profissionais da educação no município. O índice anunciado pela prefeita é maior do que o reajuste de 6,27% definido pelo Ministério da Educação (MEC) para o piso nacional do magistério em 2025. Durante o anúncio feito nas redes sociais, Ziane Costa destacou que a medida reforça o compromisso da gestão com os profissionais da educação e com a qualidade do ensino no município: “É com muita alegria que estou aqui para dizer a todos que fazem a educação do nosso município que estarei encaminhando à Câmara dos Vereadores um projeto de lei com reajuste salarial de 11%. Continuaremos juntos, de mãos dadas, fortalecendo cada vez mais a educação do nosso município.” A expectativa é de que o projeto seja aprovado pelos vereadores, garantindo que o novo reajuste seja aplicado o mais rápido possível. Prefeitura Municipal de Delmiro Gouveia – Trabalho que não para!

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Prefeitura de Maceió oferece tratamento contínuo a pacientes em domicílio

Sem folga: equipe de saúde atende acamados todos os dias. Foto: Cortesia   Atendimento domiciliar garante cuidados especializados a pacientes acamados em Maceió Pacientes do SUS que tiveram alta hospitalar, mas ainda precisam de acompanhamento médico e cuidados específicos em casa, podem contar com o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), ofertado pela Secretaria Municipal de Saúde de Maceió. O programa segue as diretrizes do “Melhor em Casa”, do Ministério da Saúde, e visa oferecer suporte a pessoas com condições como AVC, feridas de difícil cicatrização e outras doenças crônicas agravadas, promovendo reabilitação e evitando internações prolongadas. As equipes do SAD realizam visitas diárias, inclusive aos domingos, com o objetivo de garantir continuidade ao tratamento iniciado no hospital e melhorar a qualidade de vida dos pacientes em casa. A iniciativa assegura uma transição segura do hospital para o ambiente domiciliar, especialmente para pessoas acamadas. De acordo com a coordenadora geral do SAD, Júlia de Carvalho, o atendimento é temporário e mantido até que o paciente apresente melhora clínica. Durante esse período, os cuidadores também recebem treinamento especializado da equipe de saúde. “O cuidador passa a integrar a nossa equipe. Com orientação e capacitação, garantimos um cuidado seguro, confortável e eficaz dentro do lar, evitando complicações e reduzindo a permanência em hospitais e UPAs”, explica Júlia. Atualmente, dez equipes do SAD atuam em todas as regiões de Maceió. Nove delas são compostas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas, que fazem o primeiro contato e acompanham semanalmente os casos. Já a equipe de apoio multidisciplinar (EMAP) reúne profissionais como assistente social, psicólogo, nutricionista, terapeuta ocupacional, odontólogo e fonoaudiólogo, oferecendo suporte a pacientes com dificuldades motoras severas, feridas complexas, ou que usam aparelhos respiratórios e medicamentos injetáveis. Além do atendimento direto, o SAD mantém articulação com hospitais e UPAs da capital. Os profissionais identificam, dentro das unidades, pacientes com alta prevista e agendam visitas para avaliar as condições e iniciar o acompanhamento em casa. Quando necessário, também recebem encaminhamentos da Atenção Primária à Saúde. O serviço é aberto à população, desde que o paciente atenda aos critérios exigidos. A solicitação pode ser feita presencialmente na sede do SAD, localizada na Rua Barão de Alagoas, 311, Centro, ou pelos telefones (82) 3315-5464 e (82) 99612-6579. Para o cadastro, é necessário apresentar documentos pessoais, cartão SUS, comprovante de residência e ter um cuidador responsável. Caso o paciente não se enquadre nos critérios, será redirecionado para outra unidade de atendimento, garantindo o cuidado adequado por meio da Rede de Atenção à Saúde. Redação: ANH/AL

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Chuvas deixam Alagoas em ‘estado de atenção’ até segunda-feira, alerta SEMARH

Regiões do Baixo São Francisco, Litoral, Zona da Mata e Agreste têm previsão de precipitações com risco de alagamentos A Superintendência de Prevenção em Desastres Naturais (SPDEN), da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (SEMARH), emitiu um Estado de Atenção para o período entre este sábado (10) e a próxima segunda-feira (12). O alerta considera a previsão de chuvas de intensidade fraca a moderada nas regiões do Baixo São Francisco, Litoral, Zona da Mata e Agreste do estado. Segundo o boletim meteorológico, os maiores acumulados de chuva devem ocorrer no Baixo São Francisco e no Litoral. Nas demais regiões, a previsão é de chuvas mais leves e isoladas. As condições atmosféricas são influenciadas por um cavado em baixos níveis da atmosfera sobre o Oceano Atlântico, o que favorece a formação de nuvens carregadas na faixa leste do Nordeste. Há risco de alagamentos em áreas com deficiência de drenagem urbana e, caso as chuvas persistam, podem ocorrer deslizamentos de terra em áreas de encosta. A SEMARH informa que segue monitorando os modelos meteorológicos e poderá emitir novos avisos conforme a evolução do cenário. O acompanhamento das condições climáticas e dos níveis dos rios também pode ser feito no site da SEMARH. Por: Gazetaweb

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Ex-governador Teotonio Vilela Filho recebe comenda Tavares Bastos em solenidade marcada por homenagens e resgate histórico

por Comunicação/ALE  A Assembleia Legislativa realizou nesta sexta-feira, 9, uma sessão solene para homenagear o ex-governador Teotonio Brandão Vilela Filho com a Comenda Tavares Bastos, a mais alta honraria do Parlamento estadual, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados por ele ao desenvolvimento do Estado. A sessão, de autoria da deputada Cibele Moura (MDB), foi comandada pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Victor, e contou com a presença de diversas autoridades. Em seu pronunciamento, Cibele Moura destacou que a trajetória de Teotonio Vilela Filho é marcada pelo compromisso com a coletividade e pelo diálogo entre diferentes correntes políticas. “Hoje nos reunimos em um momento de profunda reflexão e celebração, para honrar a vida e a trajetória de um homem cuja dedicação e trabalho incansável deixaram uma marca indelével na história de Alagoas. Teotonio Vilela Filho não é apenas um nome, mas um símbolo de integridade, ética e compromisso com o desenvolvimento do nosso Estado. Sua vida é um testemunho de que a política, quando exercida com seriedade e amor ao próximo, pode transformar realidades e construir um legado que perdura por gerações”, afirmou. Ainda em sua fala, a deputada disse que, ao longo de sua carreira política — seja como senador ou governador —, Teotonio Vilela Filho sempre demonstrou uma profunda vocação para o serviço público. Segundo a parlamentar, inspirado pelos valores herdados de seu pai, o inesquecível Teotônio Brandão Vilela, o “Velho Teotônio”, o homenageado carregou consigo a missão de lutar pelos mais necessitados e trabalhar incansavelmente pelo bem comum. Por fim, a deputada reafirmou que essa homenagem é um reconhecimento ao homem público que dedicou sua vida a servir Alagoas e que continua sendo uma referência de trabalho sério e responsável. “Que seu exemplo inspire as novas gerações a lutar pelo progresso, pela justiça social e pelo bem-estar do nosso povo. Que seu legado nos lembre sempre de que a política pode e deve ser um instrumento de transformação, guiado pela ética, pelo respeito e pelo amor à coletividade”, concluiu. Bastante emocionado, o homenageado agradeceu a honraria e lembrou momentos em que esteve no Parlamento estadual. “Fui escolhido senador em três ocasiões: 1986, 1994 e 2002. Fui eleito governador em dois pleitos: 2006 e 2010. Creio que cumpri minhas obrigações como cidadão, atendendo às convocações para batalhas que considero muito importantes. E, em cada uma dessas missões, procurei dar além do melhor que eu poderia dar. Procurei me superar. Não digo que consegui, mas sei que me esforcei de corpo e alma, intensamente, e me orgulho disso. Procurei ser digno de quem me achou digno do cumprimento dessas tarefas: o povo alagoano”, disse. Teotonio Vilela relembrou 1957, época do governador Sebastião Marinho Muniz Falcão, quando a Casa de Tavares Bastos virou um campo de guerra, com incontáveis tiros disparados e o primeiro processo de impeachment da história do Brasil. “Deputada Cibele Moura, há 70 anos, o meu pai e o seu bisavô eram deputados estaduais aqui, neste plenário, eleitos no pleito de 1955. Seu bisavô e o meu pai estavam em campos opostos naqueles tempos, embora fossem amigos e se respeitassem. Abraão Fidélis de Moura era o líder do PTB e Teotônio Brandão Vilela o líder da UDN. Assim, esta solenidade de hoje é extremamente emblemática e educativa. A bisneta do líder do PTB propôs e aprovou a concessão da principal honraria desta Casa ao filho do líder da UDN, quando se completam 70 anos da eleição das bancadas que duelaram aqui neste plenário, no dia 13 de setembro de 1957”, destacou. O homenageado agradeceu a honraria à deputada Cibele Moura. “Deputada, o meu agradecimento por esta comenda vai além do meu orgulho pessoal. Permita-me saudá-la como responsável por esse tributo à paz, ao entendimento e ao respeito entre contrários. Muito obrigado por nos proporcionar isso. Seu gesto é maior, mais amplo que a parte que me toca e que muito me orgulha. Seu gesto me ultrapassa como cidadão e alcança a história, sete décadas antes do dia de hoje. O meu querido e saudoso pai, o Menestrel das Alagoas, que discursou nesta tribuna inúmeras vezes, dizia que democracia não é coisa feita. O que nela há de belo é que ela tem condições de crescer, segundo a boa prática que fizermos dela”, afirmou. Por fim, Teotonio Vilela falou da importância de Tavares Bastos, que dá nome à comenda recebida por ele. “Em 1870, publicou A Província, no qual aprofunda seus argumentos em combate à centralização do poder público. Em 1872, editou A Situação e o Partido Liberal, onde analisa a conjuntura e as perspectivas políticas do Brasil imperial. Em 1873, escreveu Estudos sobre a Reforma Eleitoral. Nosso Tavares Bastos foi eleito e reeleito como um dos representantes de Alagoas no Poder Legislativo nacional. Dentro e além de sua atuação parlamentar, lutou pela implementação de reformas em defesa da liberdade, da justiça social e do desenvolvimento regional, sendo um dos maiores influenciadores de sua geração e das gerações que se seguiram”, concluiu. Encerrando a sessão, o presidente Marcelo Victor destacou a importância da comenda, aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa, e ressaltou que essa honraria é um reconhecimento por toda a história de Teotonio Vilela. “Desejo que o discurso do nosso homenageado sirva de inspiração para que consigamos ter diálogo e criar a cultura da paz em Alagoas, para que o Estado possa se desenvolver. Alagoas tem dívidas sociais, e o governador e senador Teotonio Vilela, nos momentos em que teve oportunidade, pagou essa dívida com seu trabalho, sempre pautando sua vida pública na melhoria da vida de quem mais precisa. Com diálogo e paz, vamos conseguir desenvolver Alagoas”, afirmou. Também estiveram presentes na solenidade o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Fábio Bittencourt; o vice-prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha; o deputado federal Luciano Amaral; o prefeito Jorge Dantas, representando a Associação dos Municípios de Alagoas (AMA); o presidente da Casa da Indústria de Alagoas, José Carlos Lira; e os deputados estaduais Remi Calheiros (MDB), Francisco Tenório (PP), Silvio Camelo (PV), Inácio Loiola (MDB), Doutor Wanderley (MDB), Alexandre Ayres

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Lei municipal garante direito da mãe de amamentar em qualquer local de Maceió

Foto: Agência Brasil A medida tem como base a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), de que toda criança tem direito ao aleitamento materno. Ainda de acordo com o texto, mesmo que existam no local áreas separadas para o aleitamento, a amamentação é “ato livre e discricionário entre mãe e filho”, ou seja, a mulher pode ou não optar por usar tais espaços. O estabelecimento que descumprir a lei pode ser multado em R$ 500 e, se reincidir, a multa aumenta para R$ 1 mil, valores que serão destinados a propaganda de incentivo ao aleitamento materno. Agosto Dourado Outra legislação municipal em favor da amamentação, aprovada pela Câmara em 2024, institui a Semana Municipal do Incentivo ao Aleitamento Materno e cria no calendário do Município o “Agosto Dourado”. A campanha é realizada anualmente, durante os primeiros dias do mês de agosto, quando também se comemora a Semana Mundial de Incentivo ao Aleitamento Materno. O objetivo é promover e proteger o direito à amamentação, e divulgar os benefícios do leite materno para a criança. O Município é responsável por realizar ações de incentivo e esclarecimento sobre o tema, além de decorar espaços públicos com a cor dourada.  

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Maestro João Carlos Martins encerra carreira no Carnegie Hall durante a Brazilian Week

Foto: Wikipidia Aos 84 anos, o maestro retornou ao palco onde, aos 21, se apresentou pela primeira vez como pianista prodígio. O evento, que contou com ingressos esgotados, marcou a despedida de Martins de uma carreira que inclui não apenas sua habilidade no piano, mas também seu impacto como maestro. O maestro João Carlos Martins se despediu dos palcos nesta sexta-feira (9) com um concerto emocionante no Carnegie Hall, em Nova York, durante a Brazilian Week. Aos 84 anos, o maestro retornou ao palco onde, aos 21, se apresentou pela primeira vez como pianista prodígio. O evento, que contou com ingressos esgotados, marcou a despedida de Martins de uma carreira que inclui não apenas sua habilidade no piano, mas também seu impacto como maestro. Leia mais: ‘Brazilian Week é a oportunidade de gerar novos investimentos e empregos’, diz diretor da Gerdau Martins, que brilhou no Carnegie Hall em 1962, iniciou sua apresentação revisitando suas raízes com uma performance dedicada a Johann Sebastian Bach. O maestro incluiu peças do compositor em sua primeira metade do concerto. O programa também homenageou a música brasileira, com obras de Heitor Villa-Lobos, que também foi inspirado por Bach. Na segunda metade, Martins assumiu o piano e tocou composições de Tom Jobim, Astor Piazzolla, John Williams e Ennio Morricone, oferecendo ao público uma viagem musical por diferentes culturas e estilos. A performance também representou uma superação pessoal, pois o maestro enfrentou desafios físicos após ser diagnosticado com distonia focal nos anos 60, o que comprometeu seus movimentos. Porém, Martins voltou a tocar com o auxílio de uma luva biônica, recebida em 2020, que lhe permitiu retomar a prática do piano.

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Ceará recebe grupo de 80 deportados dos Estados Unidos em voo nesta sexta-feira (9)

Em Fortaleza, os repatriados serão recebidos no Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM), responsável por prestar acolhimento e apoio no processo de reintegração. Foto: Renato Bezerra   Fortaleza deve receber, na manhã desta sexta-feira (9), um novo grupo de brasileiros deportados dos Estados Unidos. O voo com 80 repatriados tem chegada prevista para as 9h no Aeroporto Internacional Pinto Martins. A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, acompanhará a recepção. Logo após o desembarque, os repatriados seguirão para Belo Horizonte (MG), em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), com chegada estimada às 15h no Aeroporto de Confins. Este será o sétimo voo de deportados desde o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA. O mais recente ocorreu em 24 de abril, quando 84 brasileiros foram recebidos na capital cearense. Representantes da Secretaria de Direitos Humanos do Ceará (Sedih) também estarão presentes para garantir um atendimento acolhedor. De fevereiro a abril, o Brasil recebeu 612 brasileiros deportados, em ações articuladas pelo Governo Federal para promover o retorno seguro de cidadãos em situação de vulnerabilidade no exterior, especialmente nos EUA. As operações incluem logística de transporte até os estados de origem, distribuição de kits de higiene e alimentação, além de assistência médica e psicossocial. Recepção humanizada Atendendo à orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) participará da recepção humanitária. Em Fortaleza, o acolhimento será feito no Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM). Já em Confins, os deportados serão recebidos em espaço exclusivo com estrutura de apoio provida pelas concessionárias Fraport e BH Airport. Segundo o MDHC, o objetivo é garantir uma recepção “digna e humanizada”, com suporte articulado entre governo federal, estados e concessionárias. Os repatriados terão acesso a alimentação, atendimento em saúde, orientação jurídica, apoio psicossocial e auxílio para retornar às suas cidades de origem. Em casos específicos, será ofertado abrigo temporário. A operação é realizada em parceria com os Ministérios da Saúde, do Desenvolvimento e Assistência Social, das Relações Exteriores, da Defesa, da Justiça e Segurança Pública, Polícia Federal, além de governos locais e operadores aeroportuários. Mudança estratégica Desde fevereiro, Fortaleza passou a ser o ponto de chegada oficial desses voos, substituindo Belo Horizonte. A decisão foi baseada em critérios legais e estratégicos: por estarem algemados, os deportados devem permanecer o menor tempo possível nessa condição no território nacional, o que motivou a escolha de um aeroporto localizado no litoral. Redação ANH/CE

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Primeira missa do papa Leão XIV marca início de seu pontificado

Foto: Reprodução / Vatican News     O papa Leão XIV celebrou nesta sexta-feira (9) sua primeira missa como líder da Igreja Católica. A cerimônia, de caráter privado, foi realizada na Capela Sistina, no Vaticano, com a presença dos cardeais que participaram de sua eleição no conclave. A missa marca o início oficial do seu ministério petrino, um momento simbólico e solene que ocorre tradicionalmente logo após a escolha do novo pontífice. A celebração foi transmitida pelo Vaticano e, embora sem a participação pública, teve grande significado para a Igreja, por representar o primeiro ato litúrgico do novo papa à frente da comunidade católica mundial. Leão XIV, nascido Robert Francis Prevost em Chicago, é o primeiro norte-americano a ocupar o trono de São Pedro e o segundo papa das Américas, sucedendo Francisco, nascido na Argentina. Com formação teológica e trajetória missionária destacada no Peru, ele representa uma ponte entre a Igreja do Norte e do Sul global, e tem perfil considerado moderado, com forte ligação à tradição agostiniana e à doutrina social da Igreja. A escolha do nome Leão XIV remete a uma linhagem de pontífices de perfil firme e conservador, sendo o último Leão, Leão XIII, lembrado por sua encíclica social Rerum Novarum. O novo papa ainda deverá realizar nos próximos dias a missa de entronização, aberta ao público e com representantes de diversos países e religiões, consolidando oficialmente seu pontificado. Redação: ANH

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