Cidadania Alagoas

SAÚDE

Anvisa aprova medicamento oral para tratar tumores cerebrais

Foto: Marcelo Camargo Agência Brasil Oncologista diz que é maior avanço na área nos últimos 20 anos A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou esta semana o registro do medicamento Voranigo® (vorasidenibe), inibidor de enzimas, disponível no formato de comprimidos de uso diário produzidos pela farmacêutica Servier e utilizados no tratamento de câncer cerebral. Em nota, a farmacêutica informou que o medicamento é indicado para pacientes a partir dos 12 anos com tipos específicos de gliomas difusos chamados astrocitomas ou oligodendrogliomas, de baixo grau (grau 2), com mutações na enzima IDH 1 ou 2, que já foram submetidos a procedimento cirúrgico e que não tenham indicação de radioterapia ou quimioterapia imediata. Ainda de acordo com a Servier, o vorasidenibe atua bloqueando as enzimas IDH1 e IDH2 mutadas, responsáveis pela produção de substâncias que estimulam o crescimento de células tumorais. Em entrevista à Agência Brasil, o oncologista Fernando Maluf avaliou a aprovação do medicamento como o maior avanço na área de gliomas dos últimos 20 anos. “Gliomas são os tumores cerebrais mais comuns que existem. Os de baixo grau acometem preferencialmente uma população muito jovem, que começa a desenvolver esse tumor desde a infância e adolescência até adulto jovem”. “Os tumores de baixo grau só têm rádio e quimio como alternativas. Essa medicação coloca uma alternativa muito especial para tentar evitar novas cirurgias, radioterapia ou medicamentos mais agressivos. Ela consegue reduzir, de forma muito importante, o risco de progressão da doença às custas de uma boa tolerabilidade”, completou o médico.

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Sesau confirma 12 casos de meningite com quatro óbitos em 2025

Por TNH1 com Ascom Sesau    A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) divulgou nesta sexta-feira, 08, um alerta reforçando a  necessidade de se manter atualizado esquema vacinal para evitar a Meningite. A preocupação tem como fundamento os números da doença em Alagoas, divulgadas também hoje. Play Video Segundo a Sesau, até esta sexta-feira, Alagoas já registrou 12 casos confirmados, dos quais quatro evoluíram para óbito. A incidência da doença acontece tanto na capital quanto no interior do estado. As pessoas acometidas pela doença residiam em Maceió (7), Campo Alegre (1), Flexeiras (1), Arapiraca (1), Rio Largo (1) e Palmeira dos Índios (1), sendo as mortes provenientes de Campo Alegre (1) e Maceió (3). Já no ano passado foram confirmados 23 casos, com oito mortes computadas. A importância do esquema vacinal A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) reforça, mais uma vez, a importância de manter atualizado o esquema vacinal contra a Meningite para evitá-la, uma vez que é imunoprevenível. O alerta se deve a confirmação de mais um caso da doença no Estado, que ocorreu em Maceió, nesta quinta-feira (7), sendo a vítima um bebê de 8 meses, conforme atestaram exames laboratoriais. Daí porque a importância de os pais levarem seus filhos para se imunizarem, seguindo o esquema vacinal descrito no Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde. Conforme o Programa Nacional de Imunização em Alagoas (PNI), a vacina preconizada é a meningocócica ACWY, que protege contra quatro tipos da bactéria causadora da meningite e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) em postos de saúde dos 102 municípios alagoanos. O esquema vacinal começa aos 3 meses de vida, com a 1ª dose da vacina Meningocócica C, que protege contra a Doença Meningocócica do sorogrupo C. No quinto mês de vida é necessário tomar a 2ª dose da vacina Meningocócica C e, aos 12 meses, ou seja, com 1 ano de idade, a criança deve ser vacinada com o reforço, onde a vacina utilizada é a Meningocócica ACWY, ampliando a proteção para os sorogrupos A,W e Y. Já no caso dos adolescentes com idades entre 11 a 14 anos, é necessário tomar uma dose da vacina Meningocócica ACWY, que protege contra a Doença Meningocócica, ocasionada pelos sorogrupos A, C, W e Y. Com isso, o esquema vacinal é completado e as crianças e adolescentes estarão protegidos contra uma doença grave e de fácil contágio.

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O laxante natural mais eficaz também protege o coração e o fígado

O tamarindo (Tamarindus indica) é uma árvore tropical nativa da África, mas amplamente cultivada em diversas partes do mundo, especialmente na Ásia e América Latina. Seu fruto, uma vagem com polpa ácida e doce, é valorizado tanto na culinária quanto na medicina tradicional por suas propriedades medicinais e riqueza em nutrientes e compostos bioativos. Ação Laxativa Natural Propriedades Antioxidantes e Anti-inflamatórias Suporte à Saúde Cardiovascular Ação laxativa natural A polpa do tamarindo é rica em fibras dietéticas e ácidos orgânicos, como o ácido tartárico, o que lhe confere um efeito laxativo suave. Essa propriedade é útil para aliviar a constipação e promover a regularidade intestinal. De acordo com o livro “Herbal Medicines” de Joanne Barnes, Linda A. Anderson e J. David Phillipson, “A polpa do tamarindo é empregada como um laxante suave, sendo eficaz para promover o trânsito intestinal e aliviar a constipação ocasional devido ao seu alto teor de fibras e ácidos orgânicos que estimulam a motilidade intestinal” (BARNES; ANDERSON; PHILLIPSON, 2007). Propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias O tamarindo é uma excelente fonte de polifenóis, flavonoides e vitamina C, que são potentes antioxidantes. Esses compostos ajudam a combater os radicais livres no organismo, protegendo as células contra danos oxidativos, e também exibem propriedades anti-inflamatórias. Segundo um estudo sobre o potencial do tamarindo, “Extratos de Tamarindus indica demonstraram significativa atividade antioxidante e anti-inflamatória em modelos in vitro e in vivo, sugerindo seu potencial na prevenção de doenças crônicas associadas ao estresse oxidativo e à inflamação” (BHADORIA; SHARMA, 2013). Essas ações contribuem para a saúde geral e o bem-estar. Suporte à saúde cardiovascular O consumo de tamarindo pode beneficiar a saúde cardiovascular devido à sua capacidade de ajudar a reduzir os níveis de colesterol e a regular a pressão arterial. As fibras e os antioxidantes presentes no fruto desempenham um papel crucial nesse processo. Conforme uma revisão de suas propriedades farmacológicas, “A polpa de tamarindo demonstrou capacidade de reduzir o colesterol LDL (‘ruim’) e triglicerídeos, além de possuir um efeito hipotensor, contribuindo para a manutenção da saúde cardiovascular e prevenção de aterosclerose” (DEVI et al., 2010). Ação antioxidante potente devido ao alto teor de polifenóis – Créditos: depositphotos.com / marcoscastillo Propriedades antimicrobianas Extratos de diversas partes da árvore do tamarindo, incluindo folhas e sementes, exibem propriedades antimicrobianas contra certas bactérias e fungos. Essa atividade é atribuída a compostos como o lupeol e o limoneno, que podem inibir o crescimento de microrganismos patogênicos. Um estudo sobre a atividade antimicrobiana da Tamarindus indica afirmou que: “Os extratos aquosos e metanólicos de folhas de Tamarindus indica mostraram forte atividade antibacteriana contra cepas de Staphylococcus aureus e Escherichia coli, validando seu uso na medicina popular para o tratamento de infecções” (AKINYEMI et al., 2005). Benefícios para a saúde hepática Alguns estudos sugerem que o tamarindo pode ter um efeito hepatoprotetor, auxiliando na proteção do fígado contra danos causados por toxinas e radicais livres. Seus antioxidantes e outros compostos podem ajudar a manter a função hepática saudável. Em pesquisa sobre o potencial protetor do extrato de tamarindo no fígado, “O extrato de sementes de Tamarindus indica demonstrou proteger o fígado de danos induzidos por químicos, reduzindo marcadores de estresse oxidativo e inflamação hepática, sugerindo um papel promissor na saúde do fígado” (MAHESWARI; RAJENDRAN; RAGAVENDRAN, 2014). Do sabor exótico à saúde integral O tamarindo é uma fruta versátil com propriedades laxativas, antioxidantes e anti-inflamatórias, com base em evidências científicas. Seus compostos bioativos são benéficos para a saúde cardiovascular e hepática, além de apresentarem ação antimicrobiana. Incluir o tamarindo na dieta, seja em sucos, molhos ou como parte de preparações culinárias, é uma forma saborosa e natural de aproveitar seus múltiplos benefícios terapêuticos e promover um estilo de vida mais saudável. Fonte: correiobraziliense

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Ministério da Saúde no CE abre vagas de estágio para nível superior

Inscrições terão início no dia 4 de agosto e seguem até o dia 13. Foto: Shutterstock / panitanphoto     Ministério da Saúde no Ceará abre seleção para estágio com bolsa remunerada; inscrições vão de 4 a 13 de agosto A Superintendência Estadual do Ministério da Saúde no Ceará lançou processo seletivo para estudantes de nível superior interessados em compor o cadastro de reserva de estagiários. O edital foi publicado na edição desta segunda-feira (28) do Diário Oficial da União (DOU) e contempla universitários de instituições públicas e privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) e conveniadas com o órgão federal. A seleção é voltada a alunos regularmente matriculados em cursos de graduação, com disponibilidade para estagiar 20 horas por semana. Os candidatos aprovados receberão uma bolsa mensal no valor de R$ 787,98, além de auxílio-transporte de R$ 10 por dia estagiado, como forma de apoio financeiro ao deslocamento até a unidade. Segundo o edital, o processo de seleção será realizado em duas etapas. A primeira consiste em análise curricular, de caráter classificatório, e a segunda será uma entrevista, com caráter eliminatório e classificatório. Ambas as fases têm como objetivo avaliar a formação acadêmica, as experiências anteriores e o perfil do candidato em relação às atividades do estágio. Como se inscrever As inscrições estarão abertas entre os dias 4 e 13 de agosto. Para participar, os interessados devem preencher o formulário de inscrição disponível no edital e enviar, juntamente com os documentos exigidos, para o e-mail estagiosemsce@saude.gov.br. A seleção não garante convocação imediata, já que se trata de formação de cadastro de reserva, mas os aprovados poderão ser chamados conforme a necessidade da Superintendência ao longo da vigência do processo. A iniciativa faz parte do esforço do Ministério da Saúde para fortalecer a formação prática de futuros profissionais do serviço público, além de contribuir com o desenvolvimento de competências técnicas no setor da saúde pública. Mais detalhes, como critérios de avaliação, cronograma completo e requisitos específicos para inscrição, podem ser consultados no edital oficial, disponível no site do Ministério da Saúde ou diretamente no DOU. Redação ANH/CE

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Ministério da Saúde confirma nove casos de sarampo em Tocantins

Comunidade de Campos Lindos não estava vacinada e segue monitorada Agência Brasil © Marcelo Camargo/Agência Brasil Nove casos de sarampo foram confirmados no município de Campos Lindos, em Tocantins, cidade com cerca de 8,7 mil habitantes, que fica a 500 km da capital, Palmas. Outros dois casos ainda estão sendo investigados pelo Ministério da Saúde. Todos os infectados vivem em uma pequena comunidade, com cerca de 400 pessoas, “que por questões culturais não têm o hábito de se vacinarem”, informou a pasta. A infecção pelo vírus foi atestada por exames feitos no laboratório de referência do Estado e refeitos pela Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Alguns dos infectados tem histórico de viagem recente à Bolívia, país que vive um surto da doença. Técnicos do ministério estão no município desde segunda-feira (21), coordenando ações de bloqueio e varredura para impedir o avanço da doença. Até o momento, 660 pessoas estão sendo acompanhadas. Os profissionais já visitaram mais de 280 casas e aplicaram 644 doses da vacina, que previne contra a doença. “Com os esforços contínuos do Ministério da Saúde e da secretaria estadual e municipal, é possível que, mesmo com o surgimento de novos casos, a disseminação seja controlada e a circulação do vírus interrompida”, declarou a pasta. Com a confirmação desses casos, o Brasil soma 14 registros da doença este ano. Os outros ocorreram no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal. Já na Região das Américas, somente este ano foram confirmados 7.132 casos de sarampo: 34 na Argentina, 34 em Belize, 60 na Bolívia, cinco no Brasil, um na Costa Rica, 1.227 nos Estados Unidos, 2.597 no México e quatro no Peru. Além disso, 13 pessoas morreram por causa da doença, sendo nove no México, três nos Estados Unidos e um no Canadá. O Brasil recuperou no ano passado o certificado de país livre do sarampo, concedido pela Organização Panamericana da Saúde (Opas). De acordo com o ministério, como os casos confirmados, apesar de numerosos, são importados e não demonstram transmissão sustentada da doença internamente, a certificação não foi comprometida. Mas, para evitar outras situações do tipo, as ações de bloqueio vacinal estão sendo intensificadas no Tocantins e em regiões que fazem fronteira com a Bolívia. Dia D No Acre, o Dia D de vacinação, realizado na semana passada, aplicou quase 5 mil doses da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Neste sábado (26), será a vez dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia receberem o Dia D de vacinação contra o sarampo. A vacina tríplice viral faz parte do calendário básico infantil, aplicada em duas doses aos 12 e aos 15 meses de idade. No entanto, todas as pessoas de até 59 anos que não tiverem o comprovante de que foram vacinadas na infância, devem se imunizar. O esquema completo é de duas doses para quem tem até 29 anos e uma dose para adultos entre 30 e 59 anos. A cobertura vacinal ideal é acima de 95%. Este ano, o Brasil conseguiu vacinar 91,74% do seu público infantil com a primeira dose, mas apenas 72,74% completaram o esquema até o momento. No Tocantins, a cobertura está abaixo da média nacional: 86% na primeira dose e 55% na segunda. O sarampo é uma doença extremamente infecciosa: uma pessoa com o vírus pode transmitir para até 90% dos contatos não imunizados. Os principais sintomas são febre, mal-estar, tosse, coriza e as tradicionais manchas vermelhas pelo corpo. A doença pode evoluir para formas graves, especialmente em crianças pequenas, e deixar sequelas ou até mesmo levar à morte. Edição: Amanda Cieglinski

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Ministério da Saúde lança edital para seleção de médicos

Eles trabalharão no programa Agora Tem Especialistas Agência Brasil © Marcello Casal Jr./Agência Brasil O Ministério da Saúde (MS) publicou hoje (24) no Diário Oficial da União (DOU) edital para a seleção de médicos especialistas para o programa Agora Tem Especialistas, voltado para enfrentar a escassez de profissionais na Atenção Especializada no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa prevê mais de 1,7 mil vagas para aprimorar o conhecimento de médicos especialistas em áreas onde há carência de profissionais. Especialistas Desse total, 635 vagas terão início das atividades em setembro em estados e municípios que aderiram ao Agora Tem Especialistas. As demais serão para cadastro de reserva. As inscrições serão abertas no dia 28 de julho na plataforma da Universidade Aberta do SUS .   Os médicos selecionados contarão com uma bolsa-formação de cerca de R$ 10 mil. Para participar, eles precisam ser certificados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) ou titulados pela Associação Médica Brasileira (AMB) nas áreas em que serão aprimorados. A estratégia tem como finalidade aprimorar, em serviço, médicos especialistas que atuam em equipes de atenção especializada, por meio da integração entre ensino, serviço e comunidade em regiões prioritárias para o SUS. O foco está na redução do tempo de espera, na ampliação do diagnóstico precoce e no fortalecimento das redes de atenção especializada à saúde. Regras e atuação Pelas regras do programa, os profissionais especialistas deverão atuar em hospitais e policlínicas da rede pública. Eles também passarão por formação em 16 cursos de aprimoramento ministrados em hospitais do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Propadi-SUS) e da Rede Ebserh. Serão 16 horas semanais de prática assistencial e quatro horas semanais de atividades educacionais, como mentoria remota e imersões em serviços de referência em especialidades prioritárias para o SUS como atenção e cuidado a pessoas com deficiência, oncologia e ginecologia. Os cursos terão duração de 12 meses. Segundo o Ministério da Saúde, o programa prevê ainda a expansão de residências em áreas profissionais da saúde, com a oferta de mil novas bolsas para perfis que incluem, por exemplo, enfermeiros, fisioterapeutas e psicólogos. Edição:  Kleber Sampaio

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Maceió inicia campanha de vacinação contra HPV nas escolas

As coberturas vacinais pretendem prevenir doenças imunopreveníveis em crianças e adolescentes – Foto: Secom Maceió Por Secom Maceió A Secretaria de Saúde de Maceió (SMS), por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), inicia nesta segunda-feira(21) a campanha de vacinação contra o HPV nas escolas. O objetivo é prevenir e reduzir doenças imunopreveníveis em crianças e adolescentes. A intensificação da campanha neste segundo semestre de 2025 pretende alcançar uma maior cobertura de imunização contra o HPV. Disponibilizada desde 2014 pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina protege contra quatro tipos de papilomavírus humano (6, 11, 16 e 18) e suas complicações, como verrugas genitais, papilomatose de laringe, cânceres do colo do útero, vulva, vagina, ânus, pênis, boca e orofaringe. A vacina é disponibilizada na rotina para crianças e adolescentes dos nove até 14 anos, 11 meses e 29 dias como dose única. De acordo com a gerente de imunização da SMS, Eunice Amorim, o Ministério da Saúde (MS) recomenda o resgate de adolescentes sem histórico vacinal contra o HPV na faixa etária de 15 a 19 anos, 11 meses e 29 dias. “Para a atualização dos cartões dessa faixa etária, será intensificada a parceria com escolas com esse público no período de 21 de julho a 22 setembro, mediante divulgação prévia para os pais, mães ou responsáveis para encaminhamento do cartão de vacinação”, informa. “O adolescente que não tiver nenhuma dose da vacina HPV em seu histórico vacinal receberá uma dose. As que estiverem gestantes devem aguardar para serem vacinadas após o parto”, recomenda Eunice Amorim. Disponibilização da Vacina A vacina também está disponível para esse público nas unidades de saúde e pontos de vacinação do município. Caso procurem esses locais, os adolescentes também serão vacinados se não tiverem histórico de vacinação contra o HPV, recebendo uma dose única. A vacina HPV também é disponibilizada para grupos prioritários especiais, com vacinação seletiva, com esquema especial, os quais devem apresentar prescrição médica com a justificativa ou código CID-10 da condição médica. Públicos prioritários especiais Imunodeprimidos na faixa etária entre nove e 45 anos de idade (imunodeficiência primária ou erro inato da imunidade, uso de drogas imunossupressoras, HIV/aids, transplantes de órgãos sólidos e de medula óssea e pacientes oncológicos); Pessoas com Papilomatose Respiratória Recorrente (PRR) – CID 10 (B97.7); Pessoas de 15 a 45 anos usuárias de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV/Aids – CID 10 (Z20.6); Pessoas vítimas de abuso sexual (homens e mulheres), na faixa etária de nove a 45 anos. “A vacinação contra o HPV consiste em mais uma estratégia para evitar as complicações e óbitos causados por esse vírus, porém devem ser mantidas as demais estratégias de prevenção individual devido a existência de outros vírus HPV não incluídos na vacina e outras infecções não prevenidas pela vacinação”, finaliza Eunice Amorim

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Nova variante do vírus da covid-19 circula na cidade do Rio de Janeiro

Não há sinais de mais gravidade da doença com nova cepa, diz instituto Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil © Tony Winston/Agência Brasília O Instituto Oswaldo Cruz (IOC), órgão da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), confirmou que uma nova variante XFG, do vírus SARS=Cov-2, causador da covid-19 está circulando no município do Rio de Janeiro. O sequenciamento dos genomas virais foi feito pelo Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do IOC, que atua como referência para o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS).   Por meio de uma estratégia de vigilância estabelecida em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, a linhagem foi identificada em 46 casos de covid-19 diagnosticados de 1º a 8 de julho, respondendo por 62% dos genomas analisados no período. As análises foram concluídas no último dia 12, e os resultados, comunicados à secretaria e ao Ministério da Saúde. O Rio de Janeiro é o quarto estado com identificação da cepa, após casos identificados em São Paulo (2), Ceará (6) e Santa Catarina (3). Detectada inicialmente no Sudeste Asiático, a linhagem XFG tem se espalhado rapidamente em vários países e foi classificada pela OMS como “variante sob monitoramento” no dia 25 de junho deste ano. A classificação foi estabelecida pelo Grupo Consultivo Técnico sobre Evolução de Vírus da OMS, que tem participação da virologista Paola Resende, do Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do IOC. A variante XFG apresenta mutações no genoma e tem sido detectada com mais frequência em diferentes países nos últimos meses. No entanto, não há sinais de maior gravidade da doença ou de impacto significativo na eficácia de vacinas e antivirais. Diante do quadro, o grupo consultivo da OMS considerou baixo o risco associado à linhagem e reforçou a importância de intensificar a vigilância. “A variante XFG é uma recombinante de outras duas linhagens e carrega algumas mutações na proteína ‘spike’ que estão associadas a uma ligeira evasão da resposta imune, o que pode impactar na neutralização por anticorpos. Porém, não tem evidências de aumento de gravidade clínica, nem evidências de impacto relevante na eficácia de vacinas e de antivirais. Por isso, nossa decisão, como grupo técnico da OMS, foi classificar a linhagem como variante sob monitoramento, porque requer um olhar mais atento para identificar possíveis mudanças de padrão”, disse Paola. No Rio de Janeiro, a estratégia de vigilância adotada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde ampliou a coleta de amostras para sequenciamento genético após um discreto aumento no número de casos de covid-19 diagnosticados em unidades básicas de saúde através de testes rápidos. De 1º a 8 de julho, foram coletadas 74 amostras. Além da variante XFG, detectada em 46 casos, a linhagem NB.1.8.1, que também se encontra sob monitoramento, foi identificada em um caso. As demais amostras apresentaram linhagens diversas do SARS-CoV-2. Na primeira semana de coleta ampliada, os casos com resultado positivo nos testes rápidos mostrou que mais da metade das amostras apresentou a variante XFG. De acordo com a virologista, esta é a linhagem associada ao leve aumento de casos no município. Paola Resende destaca a importância da vacinação e dos cuidados para prevenção de infecções respiratórias, considerando a circulação da variante XFG e de outros vírus comuns no inverno, como influenza. “Temos novas vacinas para a covid-19, atualizadas com a linhagem JN.1, disponíveis nas unidades do Sistema Único de Saúde [SUS] para o público prioritário. Essas vacinas continuam protegendo contra a variante XFG, principalmente contra formas sintomáticas da doença, casos graves e fatais. Além disso, é importante lavar as mãos e ter cautela em aglomerações. Quem estiver resfriado deve usar máscara para não transmitir para outras pessoas”, alerta a especialista. Parceria Diante de alterações no cenário epidemiológico da cidade, como um pequeno aumento repentino nos casos de covid-19, a Secretaria Municipal de Saúde entrou em contato com o Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do IOC para investigar a situação. Com isso, são enviadas amostras biológicas de pacientes diagnosticados com covid-19 para o sequenciamento genético do vírus, processo realizado pelo instituto. A articulação permite que o município obtenha respostas mais rápidas sobre possíveis mudanças no perfil de circulação do vírus, e o IOC tem acesso a um volume significativo de amostras, fundamental para a vigilância genômica em períodos de baixa testagem. Segundo o coordenador de Informática Estratégica de Vigilância em Saúde da SMS, Caio Ribeiro, a parceria envolve múltiplas etapas, desde o treinamento de profissionais da rede municipal para a coleta de amostras até a logística de envio para análise. “Com base nos resultados obtidos, é possível compreender a situação epidemiológica da covid-19 na cidade, avaliando o risco de introdução de novas variantes e antecipando ações como abertura de leitos, reposição de insumos e comunicação à população.” A linhagem que predomina atualmente no município é a XFG, embora os dados não indiquem aumento de casos graves ou óbitos, diz Ribeiro. “As medidas preventivas continuam as mesmas, independentemente da identificação de novas subvariantes. É fundamental que a população siga higienizando as mãos, use máscara em caso de sintomas gripais e mantenha a vacinação em dia”, afirma. Fonte: portaldealagoas

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Sala Lilás do HGE alcança marca de 500 atendimentos em dois anos

Sala Lilás da RAV no HGE atende vítimas de violência com atendimento aberto a todos os pacientes. Foto: Thallysson Alves   Sala Lilás do HGE completa dois anos com mais de 500 atendimentos a vítimas de violência Inaugurada em 10 de julho de 2022, a Sala Lilás do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, chega ao segundo ano de funcionamento com um importante balanço de atendimentos realizados a vítimas de violência. Desde a sua criação, o espaço já acolheu 528 pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo casos de violência doméstica, agressão sexual, homofobia e outras ocorrências. Segundo dados do próprio hospital, 496 vítimas atendidas foram de violência doméstica, 26 sofreram violência sexual, quatro casos foram motivados por homofobia, e duas vítimas tiveram motivações não identificadas. Em todos os casos, as pessoas receberam atendimento especializado e tiveram garantidos os seus direitos básicos — principalmente o direito à vida e à integridade física e emocional. Espaço de acolhimento e apoio Instalada no primeiro andar do HGE, a Sala Lilás é um espaço voltado ao acolhimento humanizado de vítimas de violência, oferecendo ambiente seguro, privativo e suporte psicossocial. A iniciativa é vinculada à Rede de Atenção às Violências (RAV) e foi instituída por meio do Decreto nº 89.437, de 28 de fevereiro de 2023, que orienta a estruturação de uma rede intersetorial descentralizada de combate às violências contra populações vulneráveis. A gerente operativa da RAV, Laura Oliveira, destaca a atuação integrada da equipe multiprofissional. “A Sala Lilás conta com equipes psicossociais que fazem o acolhimento, acompanhamento durante a internação e os encaminhamentos necessários após a alta. As vítimas são orientadas e direcionadas para abrigos, benefícios sociais, apoio jurídico e segmentações sociais”, explica. HGE como referência A Sala Lilás do HGE foi a primeira a ser instalada em uma unidade hospitalar de Maceió. Para a coordenadora do Serviço Social do hospital, Vanessa Martins, a implantação representou um avanço importante no enfrentamento à violência, especialmente porque o HGE é referência no atendimento a traumas. “A RAV é uma parceira essencial para o nosso trabalho. Juntos, conseguimos prestar o suporte necessário para os pacientes que chegam em estado de vulnerabilidade extrema”, reforça. Atenção especial às crianças O pediatra do HGE, Roney Damascena, destaca o papel fundamental da Sala Lilás na proteção de crianças vítimas de violência, muitas vezes atendidas na emergência com sinais visíveis de abuso. “É uma equipe muito bem preparada, que acolhe as crianças e aciona os órgãos competentes, como o Conselho Tutelar, garantindo a segurança e os direitos dos menores. Esse trabalho complementa o cuidado médico de forma essencial”, afirma. Além do atendimento direto às vítimas, a Sala Lilás também promove capacitações para os profissionais da saúde, reforçando o preparo das equipes para lidar com situações de violência de forma humanizada, ética e eficiente. Redação: ANH/AL

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Juceal e Hemoal promovem dia de doação de sangue com servidores

Iniciativa busca aumentar a conscientização sobre a importância deste gesto de amor à vida A ação aconteceu na sede da Juceal, situada no bairro Pinheiro, em Maceió  Mayara Tolezi Júlia Lins / Ascom Juceal A Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal) e o Hemocentro de Alagoas (Hemoal) promoveram, nesta quarta-feira (9), um dia voltado à doação voluntária de sangue. A ação aconteceu na sede da Juceal, situada no bairro Pinheiro, em Maceió.   Reunindo servidores e clientes dos serviços oferecidos pela autarquia, o objetivo da ação foi salvar vidas e ajudar a melhorar o estoque sanguíneo no estado, conforme destacou o presidente da Juceal, João Gabriel Costa Lins, o Joãozinho, que se tornou doador por meio da coleta itinerante.   “A gente fica feliz em ter essa iniciativa aqui na Junta Comercial. Procuramos o Hemoal para fazer essa ação e, felizmente, teve uma boa adesão dos nossos colaboradores, que chamaram alguns parceiros e amigos que também quiseram vir para fazer a doação. Não tenho dúvidas que faremos novas edições. Enquanto a gente estiver aqui à frente da Junta Comercial, vamos sempre tentar ajudar esse banco de sangue”, garantiu.   Para a assistente social responsável pela ação, Rayara Andrade, a doação voluntária é uma demonstração de empatia por parte dos servidores.   “Quero agradecer por essa oportunidade. Muitos não sabem, mas uma bolsinha de sangue pode salvar até quatro vidas e essa ação só dura em torno de 15 minutos. Para aqueles que nunca doaram, eu reforço a importância desse ato de amor ao próximo’’, destacou.   Durante o dia de coleta, antes da realização dos procedimentos, o médico Paulo de Tarso fez a triagem dos pacientes, verificando, por meio da sorologia, a saúde dos possíveis doadores.   Para doar sangue, é necessário atender aos requisitos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como, por exemplo:   – Ter entre 16 e 69 anos; – Estar acima de 50 quilos; – Não ter hepatite B, hepatite C, doença de Chagas, sífilis, Aids (HIV), HTLV; – Estar bem alimentado e descansado; – Não ter fumado nas últimas 12h ou ingerido bebidas alcoólicas nas últimas 2h.   A ação também permitiu uma aproximação maior dos servidores da Juceal aos serviços do Hemoal. Para Karoline Barros, que integra o setor jurídico da Junta Comercial e que doou sangue pela segunda vez, a coleta de sangue é um ato admirável.     “Eu me sinto imensamente feliz ao doar sangue, porque, às vezes, não dá para fazer muito pelo outro, mas o mínimo já ajuda bastante”, pontuou. Fonte: portaldealagoas

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