Cidadania Alagoas

Envio de declaração do IR começa na próxima semana; veja regras

Nova isenção de até R$ 5 mil não afeta declaração deste ano Agência Brasil Foto: Marcello Casal A Receita Federal divulgará na próxima segunda-feira (16) as regras da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Embora o calendário oficial ainda não tenha sido anunciado, a expectativa é que o prazo de entrega da declaração comece no dia 16 e se estenda até 29 de maio, último dia útil do mês, seguindo o padrão dos anos anteriores. Uma das principais dúvidas entre os contribuintes neste ano envolve a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês. Apesar de a medida ter entrado em vigor em 1º de janeiro e ter começado a aliviar o bolso de parte dos trabalhadores desde fevereiro, a mudança não terá impacto na declaração entregue em 2026. Isso ocorre porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos obtidos em 2025. Assim, a nova faixa de isenção só terá efeito prático na declaração a ser apresentada em 2027. A confusão entre isenção do imposto e obrigatoriedade de entregar a declaração é comum entre os contribuintes. Especialistas alertam que estar isento do pagamento mensal não significa automaticamente estar dispensado de prestar contas ao Fisco, já que a obrigação de declarar depende também de outros critérios, como patrimônio, investimentos e operações financeiras. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Quem deve declarar o Imposto de Renda em 2026? Com base nas regras aplicadas no último exercício fiscal, que não sofreram alteração neste ano, devem apresentar a declaração os contribuintes que, em 2025: Receberam rendimentos tributáveis, como salários, aposentadorias ou aluguéis, acima de R$ 33.888; Obtiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200 mil; Tiveram receita bruta de atividade rural acima de R$ 169.440; Obtiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos; Fizeram operações em bolsas de valores, mercadorias ou futuros com soma superior a R$ 40 mil; Fizeram operações de day trade (compra e venda na bolsa no mesmo dia) com lucro; Venderam ações com lucro em meses com volume superior a R$ 20 mil; Possuíam bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro; Tornaram-se residentes no Brasil ao longo de 2025; Declararam bens ou participações em entidades no exterior; Foram titulares de trusts (empresas de investimento) no exterior; Atualizaram bens no exterior a valor de mercado ou receberam rendimentos financeiros de entidades estrangeiras; Optaram por isenção de ganho de capital na venda de imóvel residencial, desde que tenham reinvestido o valor em outro imóvel em 180 dias. Quem fica isento do imposto? A nova tabela do Imposto de Renda ampliou a faixa de isenção para rendimentos mensais de até R$ 5 mil, mas a regra só valerá para rendimentos recebidos a partir de 2026. Por isso, o efeito prático aparecerá apenas na declaração entregue em 2027. Atualmente, o limite oficial de isenção do imposto é de R$ 2.428,80 por mês. Com os ajustes aplicados na tabela, que criou deduções adicionais, a isenção efetiva alcança rendimentos mensais de até R$ 3.036, valor equivalente a dois salários mínimos em 2025. Documentos necessários para declarar Para preencher a declaração, o contribuinte deve reunir documentos pessoais e comprovantes de renda e patrimônio. Documentos de identificação: Documento oficial com CPF (RG ou CNH); Comprovante de endereço atualizado; CPF do cônjuge; Número do título de eleitor; Recibo da declaração do ano anterior; Número do PIS, NIT ou inscrição no INSS; Dados de dependentes e alimentandos. Comprovantes de renda: Informes de rendimentos do titular e dependentes; Extratos bancários e de aplicações financeiras; Relatórios de aluguéis recebidos; Informes de previdência privada; Rendimentos de programas de incentivo à nota fiscal. Comprovantes de renda variável: Notas de corretagem; DARFs pagos; Informes de rendimentos de investimentos. Restituições Seguindo o padrão dos últimos anos, o pagamento das restituições deve começar no fim de maio. A expectativa é que o primeiro lote seja liberado em 29 de maio, enquanto o quinto e último lote tende a ser pago em 30 de setembro. Informe de rendimentos Documento essencial para preencher a declaração, o informe de rendimentos foi repassado por empregadores e pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) até 27 de fevereiro, último dia útil do mês passado. O mesmo vale para as instituições financeiras, que eram obrigadas a enviar os rendimentos de aplicações e o saldo em contas até a mesma data. Caso não tenha recebido o documento, o contribuinte deve pedi-lo diretamente à empresa ou utilizar a declaração pré-preenchida disponível no sistema da Receita Federal a partir do primeiro dia de declaração. Outros comprovantes Os comprovantes usados para deduções no Imposto de Renda também foram enviados até 27 de fevereiro. Os informes de pagamentos a planos de saúde individuais e recolhimentos a fundos de pensão serão usados pelo contribuinte para deduzir os valores cobrados no Imposto de Renda e aumentar a restituição.

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Dia Internacional da Mulher é marcado por acolhimento e cuidados na Carreta da Saúde em Delmiro Gouveia

Segundo dia de atendimentos da unidade móvel contou com café da manhã, roda de conversa e exames, celebrando a data com foco no bem-estar feminino. O segundo dia de atividades da carreta do programa “Agora Tem Especialistas” em Delmiro Gouveia foi marcado por uma celebração especial. Neste domingo, 8 de março, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, a prefeitura promoveu uma programação diferenciada para acolher as pacientes que buscaram os serviços de saúde da unidade móvel. O evento transformou o ambiente de espera em um espaço de convivência e cuidado. As mulheres presentes participaram de um café da manhã especial, seguido por uma roda de conversa sobre saúde preventiva e momentos de alongamento conduzidos por profissionais. A iniciativa buscou humanizar o atendimento, mostrando que o autocuidado vai além dos exames, pois engloba também o bem-estar mental e físico. Mesmo em clima de celebração, o foco principal na realização dos exames especializados não parou. A unidade móvel seguiu com a oferta de consultas ginecológicas, mamografias e ultrassonografias, serviços fundamentais para o diagnóstico precoce e a manutenção da saúde da mulher sertaneja. Esta data simbólica reforça que o cuidado com a saúde feminina é uma prioridade. Ao oferecer tecnologia e um atendimento humanizado, a ação celebrou o Dia da Mulher promovendo bem-estar e mais qualidade de vida para as delmirenses.

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Ceci inaugura hospital totalmente modernizado e consolida reconstrução da saúde pública em Atalaia

A prefeita Ceci inaugurou neste domingo a completa reestruturação do Hospital João Lyra Filho, em Atalaia, marcando um novo momento para a saúde pública do município. A solenidade contou com a presença do vice-prefeito Nicollas, do deputado federal Arthur Lira, de Álvaro Lira, além de autoridades, profissionais da saúde e moradores da cidade. Mais do que a entrega de uma obra, o momento simboliza um marco na reconstrução da rede municipal de saúde. Inaugurado há cerca de 30 anos, o hospital nunca havia passado por uma intervenção tão ampla. A unidade foi completamente reestruturada, modernizada e equipada, com renovação total dos ambientes, aquisição de novos equipamentos e substituição de 100% das mobílias. Durante a solenidade, a prefeita destacou que a entrega representa muito mais do que a inauguração de um prédio. “Hoje não estamos reunidos apenas para inaugurar um prédio. Estamos reunidos para testemunhar um marco na reconstrução da saúde pública de Atalaia, um símbolo de compromisso com a vida, com a dignidade e com o cuidado com o nosso povo. Hoje celebramos mais que uma obra. Celebramos a superação de um tempo difícil e o nascimento de um novo tempo para a saúde de Atalaia”, afirmou. A história recente do Hospital João Lyra Filho reflete um dos momentos mais desafiadores já enfrentados pela saúde do município. Em 2020, o hospital chegou a ter suas portas fechadas após um período de crise marcado pela falta de profissionais, salários atrasados, escassez de medicamentos, equipamentos deteriorados e o sucateamento da frota de ambulâncias. A situação deixou a população sem um dos serviços mais essenciais para qualquer cidade: o atendimento hospitalar digno. No dia 1º de janeiro de 2021, primeiro dia da nova gestão municipal, a prefeita Ceci tomou uma decisão considerada histórica: reabrir o Hospital João Lyra Filho. A medida marcou o início de um amplo processo de reconstrução da saúde pública em Atalaia. A realidade encontrada era desafiadora, com estruturas comprometidas, infiltrações, equipamentos antigos, salas improvisadas e unidades de saúde que haviam sido abandonadas ao longo do tempo. A partir daquele momento, a gestão iniciou um processo de reorganização da rede municipal, com investimentos em estrutura, equipamentos e valorização dos serviços de saúde. Agora, a entrega da reestruturação completa do hospital representa um dos principais marcos desse processo. Entre os avanços está a reestruturação da Central de Partos Normais, que agora conta com um ambiente mais moderno, seguro e humanizado para o atendimento às gestantes. Desde 2021, a maternidade do hospital já realizou 691 partos, garantindo que centenas de crianças atalaienses viessem ao mundo com cuidado, segurança e assistência médica. O Hospital João Lyra Filho funciona 24 horas por dia e registra uma média de 200 atendimentos diários. A unidade conta com dois médicos plantonistas em regime de 24 horas e oferece serviços de clínica geral, pediatria, laboratório funcionando durante todo o dia e maternidade em pleno funcionamento. Para o vice-prefeito Nicollas, a entrega representa um momento histórico para a cidade. “Esse hospital faz parte da história de Atalaia. Ver essa unidade completamente reestruturada e preparada para cuidar melhor da população é motivo de orgulho para todos nós”, afirmou. Ao final da solenidade, a prefeita reforçou que a nova estrutura simboliza um compromisso com a vida das pessoas. “Quando assumimos a gestão, sabíamos do tamanho do desafio. Reabrimos o hospital, reorganizamos a rede de saúde e hoje entregamos uma unidade totalmente reestruturada, moderna e preparada para cuidar melhor da nossa população. Esse hospital representa o nosso compromisso com a vida e com o povo de Atalaia”, concluiu.

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Alagoas na vanguarda: presença feminina na Polícia Científica cresce 100% em dois anos

Com representatividade duas vezes maior que a média brasileira, Alagoas se consolida como referência em equidade de gênero na segurança pública Aarão José/ Ascom Polícia Científica Em apenas dois anos, a Polícia Científica de Alagoas (PolC) registrou um salto histórico na participação feminina em seu quadro efetivo. Com um crescimento de 100%, a instituição alcançou índices que superam, com folga, a média nacional das forças de segurança pública.   O avanço se consolidou após a nomeação dos aprovados no último concurso realizado pelo Governo do Estado. O contingente feminino saltou de 58 para 116 servidoras, promovendo uma mudança profunda no perfil do órgão e fortalecendo a representatividade feminina em áreas técnicas e periciais de alta complexidade.   Segundo levantamento da Supervisão Executiva de Valorização de Pessoas da PolC, as mulheres ocupam hoje 37,9% dos cargos efetivos. São peritas criminais, médicas-legistas, odontolegistas, papiloscopistas, técnicas forenses e auxiliares de perícia, atuando diariamente na produção de provas técnicas e no combate à criminalidade em todo o estado.   Vanguarda nacional    O percentual alagoano é mais que o dobro da média brasileira. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgados no ano passado, revelam que as mulheres representam apenas 16,4% do efetivo das forças de segurança estaduais no Brasil. A presença feminina é marcante em áreas estratégicas da instituição. Nos Institutos de Criminalística de Maceió e Arapiraca, mulheres ocupam 33 das 91 vagas de peritos criminais em atividade, com papel fundamental na perícia de campo e laboratorial. A perita criminal Maria Neuma de Oliveira Souza iniciou no setor de fonética e depois migrou para a perícia externa, área pela qual se apaixonou.   “É um trabalho dinâmico, em que cada ocorrência revela uma história diferente. Saber que, por meio da ciência, nosso trabalho pode ajudar a esclarecer os fatos e contribuir para que a verdade venha à tona é o que torna essa profissão tão significativa para mim”, disse Neuma. No Instituto de Identificação, a representatividade feminina também é alta: 10 das 22 vagas de papiloscopistas são ocupadas por mulheres. Simone Ribeiro é um exemplo. Mesmo com a estabilidade como técnica judiciária no Tribunal de Justiça do Estado, buscava novos desafios na área do Direito e encontrou na PolC uma oportunidade de renovação e aprendizado.   “Tem sido uma surpresa enriquecedora atuar como papiloscopista. Atualmente, como plantonista, posso contribuir com as identificações papiloscópicas e prosopográficas realizadas nos IMLs de Maceió e Arapiraca, bem como atender solicitações dos órgãos de Alagoas e demais estados. Assim, sinto-me realizada e orgulhosa em desempenhar função de tamanha relevância para o serviço público”, afirmou Simone.   Nos Institutos Médicos Legais (IMLs), a presença feminina também é expressiva, ocupando 12 dos 31 postos de técnico forense. “A mulher técnica forense tem um papel essencial na produção de provas; com sensibilidade e precisão, ela transforma ciência em justiça”, afirmou Núbia Vanessa. Alessandra Rodrigues também integra a equipe de mulheres técnicas forenses. Já na Odontologia Legal, as mulheres detêm a maioria absoluta: dos 10 peritos odontolegistas, sete são do sexo feminino, atingindo 70% do efetivo da área — o maior percentual por cargo na instituição. Sâmia Lima é uma dessas profissionais que aplicam os conhecimentos da odontologia forense para auxiliar investigações, atuando principalmente na identificação de pessoas e na análise de vestígios da arcada dentária.   Crescimento proporcional    Embora a Medicina Legal ainda apresente predominância masculina, o crescimento feminino no setor é o que mais chama a atenção. O número de médicas-legistas atuantes nos IMLs da capital e do Agreste subiu de sete para 16 em 2026, representando o maior avanço proporcional entre todas as carreiras nos últimos anos. “Ser médica-legista é exercer uma função que exige ciência, rigor, coragem e sensibilidade. Durante muito tempo, esse espaço foi predominantemente ocupado por homens, mas hoje vemos cada vez mais mulheres assumindo com excelência o papel de peritas médicas-legistas, contribuindo de forma decisiva para a justiça e para a verdade dos fatos”, destacou a perita médica-legista Plúvia Cristalina.   O cargo de auxiliar de perícia, criado no último concurso, também reforça essa tendência de inclusão: das 64 vagas preenchidas, 26 são ocupadas por mulheres. Klyvia Fireman, que tomou posse recentemente, explicou que escolheu a Polícia Científica porque sempre teve o desejo de contribuir com a verdade e ajudar as pessoas por meio do conhecimento e da ciência. “A perícia tem um papel muito importante na busca por respostas e na construção da justiça. Como mulher, sinto muito orgulho de fazer parte dessa área e espero exercer meu trabalho com responsabilidade, sensibilidade e dedicação, contribuindo para a sociedade e mostrando que nós, mulheres, podemos ocupar qualquer espaço”, afirmou a policial científica. Além dos cargos de carreira, a PolC também conta com mulheres que fazem a instituição funcionar no dia a dia, atuando como assistentes e auxiliares administrativas de Perícia, em funções terceirizadas e comissionadas — como Edna Rocha, que há 44 anos se dedica ao atendimento ao público.   Para o perito-geral Kleber Santana, esses indicadores evidenciam não apenas uma ampliação numérica, mas uma transformação estrutural na Polícia Científica de Alagoas. Ao promover a equidade de gênero, a instituição se consolida como referência nacional na valorização da mulher dentro da segurança pública.

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Com a presença de Allan Pierre e Alexandre Ayres, 2ª edição do projeto Saúde em Ação leva serviços gratuitos à população do Aeroclube e na Santa Lúcia

Assessoria Moradores do bairro do Loteamento Nuporanga no Aeroclube e da Santa Lúcia foram beneficiados com mais uma grande ação social voltada ao cuidado com a saúde e ao acesso a serviços essenciais. A 2ª edição do projeto Saúde em Ação, promovida pelo Espaço Mulher, no sábado (07), foi realizada no Aeroclube, na Santa Lúcia e contou com o apoio do vereador Allan Pierre (MDB) e do deputado estadual Alexandre Ayres (MDB). Durante a ação, mais de 200 moradores tiveram acesso gratuito a diversos serviços nas áreas de saúde, cidadania e orientação profissional. Entre os atendimentos oferecidos estavam consultas com profissionais de saúde, atendimento psicológico, orientação com nutricionista, além de assistência jurídica e marcação de consultas com especialistas. A ação social contou com a parceria da Associação dos Moradores do Loteamento Nuporanga. O objetivo do projeto é aproximar serviços essenciais da população, especialmente de comunidades que muitas vezes enfrentam dificuldades para acessar atendimentos especializados. A ação também ofertou serviços de corte de cabelo e sobrancelha voltados para a beleza da mulher. O vereador Allan Pierre destacou a importância de iniciativas que levem cuidado e dignidade para perto das pessoas. “O Saúde em Ação é um projeto que nasceu com o propósito de cuidar das pessoas, garantindo acesso à saúde e a serviços importantes. Ficamos felizes em ver a participação da comunidade e o impacto positivo que essa ação gera na vida das famílias”, afirmou. Já o deputado Alexandre Ayres ressaltou a importância da parceria para ampliar o alcance das ações sociais. “Quando unimos forças para levar serviços gratuitos à população, conseguimos transformar a realidade de muitas pessoas. Esse é um trabalho que fortalece a cidadania e o cuidado com quem mais precisa”, disse.

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Prefeitura de Maceió fortalece políticas públicas e coloca as mulheres no centro das ações

Foto: Secom Maceió Trabalho amplia o acesso à saúde, à autonomia e à geração de renda, fortalecendo políticas públicas de proteção e protagonismo feminino Maria Maia/Secom Maceió Desde 2021, a gestão do prefeito JHC tem colocado as mulheres no centro das políticas públicas de Maceió. Com ações integradas nas áreas de saúde, segurança, geração de renda e assistência social, a capital alagoana vem ampliando programas considerados pioneiros e fortalecendo o compromisso com mais autonomia, dignidade e oportunidades para as maceioenses. Logo no início da gestão, foi implantado o primeiro Gabinete de Políticas Públicas para Mulheres, que posteriormente deu origem à Secretaria Municipal da Mulher, Pessoas com Deficiência, Idosos e Cidadania (Semuc). A pasta atua de forma articulada com áreas como Saúde, Educação, Trabalho e Segurança Cidadã, consolidando uma rede de atendimento voltada às necessidades femininas. Para o prefeito JHC, investir em políticas públicas para as mulheres é garantir mais acesso à saúde, segurança e independência financeira. “Criamos a primeira secretaria voltada às mulheres em Maceió e implantamos políticas pioneiras como o Auxílio-Aluguel Maria da Penha, o Banco da Mulher Empreendedora e o Emprega Mulher. Também ampliamos os atendimentos de saúde e oportunidades para que as mulheres tenham mais autonomia e qualidade de vida”, destacou. Banco da Mulher amplia autonomia e geração de renda Entre as iniciativas de maior impacto está o Banco da Mulher Empreendedora, idealizado pela primeira-dama Marina Candia e executado pela Semuc. O programa oferece apoio financeiro para mulheres que desejam abrir ou ampliar seus negócios. Somente em 2025, com a realização do terceiro e quarto editais, 1.500 mulheres foram beneficiadas. Neste ano, a Prefeitura lançou o quinto edital do programa, que irá contemplar mais 2.000 mulheres, mil a mais que na edição anterior. As inscrições seguem abertas até o dia 29 de março no site bancodamulher.maceio.al.gov.br. Outra iniciativa de incentivo ao empreendedorismo foi a 3ª Feira da Mulher Empreendedora, realizada em parceria com o Iplam, que reuniu 30 empreendedoras em uma programação com exposição de produtos, desfiles e atividades culturais. Ações de segurança e enfrentamento à violência No eixo da segurança, o programa Maceió Sem Assédio tem atuado em grandes eventos da cidade, como o Massayó Verão e o São João Massayó, com cabines de acolhimento e ações preventivas. O programa também promove capacitações com ambulantes da orla e motoristas do transporte coletivo, além da instalação de adesivos informativos em ônibus, ampliando a conscientização sobre assédio e importunação sexual. As ações educativas também chegam às escolas e comunidades. Em 2025, o Programa Salve Mulher realizou 10 rodas de conversa, alcançando cerca de 350 pessoas. Já a ação “Ela poderia estar aqui” promoveu palestras em escolas da capital. Durante o Agosto Lilás, a Prefeitura também promoveu ações de conscientização com iluminação temática, instalação de placas educativas e blitz informativas. Foto: Secom Maceió Rede de apoio e garantia de direitos O Programa Salve Mulher também tem atuado na garantia de direitos e proteção social. Até o momento, 44 mulheres foram encaminhadas para cadastro habitacional e 21 para análise do Auxílio Aluguel Maria da Penha. Já o Empodera Mulher na Comunidade realizou 386 atendimentos, levando serviços públicos diretamente para bairros da capital. Avanços na saúde da mulher Na área da saúde, o programa Saúde da Gente já contabiliza mais de 470 mil atendimentos voltados ao público feminino em Maceió. Entre os avanços estão a inserção de DIU em 13 Unidades Básicas de Saúde e do Implanon em 16 unidades, ampliando o acesso aos métodos contraceptivos de longa duração. Também foi implantado um consultório de alto risco no Hospital da Cidade para acompanhamento especializado de gestantes, além da ampliação de exames, procedimentos e ações de prevenção ao câncer de mama e de colo do útero. Com iniciativas que vão da prevenção à violência ao incentivo ao empreendedorismo e ao fortalecimento da saúde, a Prefeitura de Maceió tem consolidado políticas públicas voltadas à valorização e ao protagonismo das mulheres na cidade.

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Em um mês, força-tarefa do Governo do Brasil prende 5,2 mil por violência contra mulheres

Tom Costa/MJSP Ministra Márcia Lopes, das Mulheres, apresenta resultados das operações comandadas pelo Ministério da Justiça O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou, nesta sexta-feira (6), o balanço das Operações Mulher Segura e Alerta Lilás, que integram o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, assinado em fevereiro por representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A mobilização resultou na prisão de 5.238 pessoas e no cumprimento de 302 mandados relacionados a crimes de violência contra a mulher. “Essa quantidade de presos em um período relativamente curto foi possível graças à integração entre forças federais, civis e militares”, declarou o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), Chico Lucas. “Nossa atuação no combate ao feminicídio será perene e constante. A troca de informações entre bancos de dados é um recurso inteligente que se mostrou eficaz e é usado em paralelo com ações de acolhimento, prevenção e repressão”, afirmou. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que o enfrentamento ao feminicídio e à violência contra mulheres tem sido discutida como prioridade pelo Governo Federal. “Esses números representam a maior operação da história do Governo contra o feminicídio. São ações coordenadas de prevenção, proteção e responsabilização. Por meio dessas e de outras iniciativas públicas, queremos erradicar a violência no Brasil”, destacou. A secretária nacional de Acesso à Justiça (Saju/MJSP), Sheila Carvalho, anunciou que serão investidos R$ 5 milhões nos próximos meses para lançar uma tecnologia de monitoramento para mulheres em situação de risco. “A inovação tecnológica será usada para aprimorar os recursos de proteção às mulheres. Uma espécie de ‘botão de risco’ poderá ser acionado por mulheres com medidas protetivas”, explicou. Sheila também enfatizou as entregas realizadas pelo Governo Federal. “Temos o projeto das Salas Lilás, com foco em municípios com menos de 100 mil habitantes, onde há maior incidência de crimes contra mulheres, e o projeto de reflexão que já atende 2,7 mil homens em tratamento para que a violência não volte a acontecer. Manter as mulheres vivas é nossa prioridade”, completou. De acordo com a secretária nacional de Justiça (Senajus/MJSP), Maria Rosa Guimarães Loula, a violência contra a mulher ultrapassa as fronteiras do País. Ela demonstrou preocupação com crimes contra estrangeiras, exploração sexual e ataques à liberdade das mulheres. “Há redes que lucram com o tráfico de mulheres. Em breve, vamos lançar um estudo sobre o que podemos fazer para ampliar o combate a esses crimes. Todas as mulheres em território nacional são prioridade e merecem respeito. Há violências que não são exatamente feminicídio, mas que antecedem esse tipo de crime e precisam ser combatidas”, afirmou. Também participaram do evento a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres no Ministério das Mulheres, Estela Bezerra e a secretária executiva do Comitê Interinstitucional de Gestão do Pacto Brasil entre os Três Poderes, Maria Helena Guarezi. Operação Alerta Lilás O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antônio Fernando Oliveira, apresentou os principais números da Operação Alerta Lilás, considerada a maior iniciativa da instituição voltada à proteção de mulheres, e destacou situações inusitadas nas abordagens e prisões. “Foram mais de 27 agressores sexuais capturados e três feminicidas. Cruzamos os dados de foragidos com a movimentação de veículos. A PRF, com sua capilaridade, contribuiu para essas prisões. Esse pacto nacional será levado a sério pela PRF. Um homem não precisa ser mulher para entender o peso de crimes como esses. Os homens devem rejeitar essa conduta, e criminosos têm que sentir a reprovação de toda a população”, afirmou. Dados das operações Coordenada pelo MJSP, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Operação Mulher Segura, realizada entre 19 de fevereiro e 5 de março, registrou 4.936 prisões, sendo 3.199 em flagrante e 1.737 em cumprimento de mandados de prisão. Em 15 dias, a operação mobilizou 38.564 agentes e 14.796 viaturas em 2.050 municípios. Foram realizadas 42.339 diligências, com acompanhamento de 18.002 medidas protetivas de urgência e atendimento a 24.337 vítimas. Na área preventiva, ocorreram 1.802 campanhas de conscientização, que alcançaram cerca de 2,2 milhões de pessoas. Para reforçar as ações nos estados, o MJSP destinou aproximadamente R$ 2,6 milhões para pagamento de diárias a policiais, ampliando o efetivo empregado na operação. Entre 9 de fevereiro e 5 de março, a PRF intensificou atividades de inteligência e fiscalização nas 27 unidades da Federação para localizar e prender agressores procurados pela Justiça. Ao todo, 302 pessoas foram presas, em flagrante ou por mandados relacionados a crimes de violência contra mulheres. Dessas ocorrências, 119 prisões (39,4%) tiveram participação da inteligência da PRF, enquanto 183 (60,6%) resultaram de flagrantes realizados pelo efetivo operacional. Link: https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/noticias/mjsp-divulga-balanco-de-operacoes-5-2-mil-presos-e-mais-de-300-mandados-por-violencia-contra-mulheres A reprodução é gratuita desde que citada a fonte

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Vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por até 5 anos

Estudo do Butantan mostra proteção de 80% contra casos graves Um novo estudo publicado pelo Instituto Butantan mostrou que a vacina brasileira contra a dengue permanece eficaz por pelo menos cinco anos após a aplicação.  O imunizante Butantan-DV foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro do ano passado e já começou a ser aplicado em profissionais de saúde de diversas partes do país. Durante esse período nenhuma pessoa vacinada apresentou dengue severa, nem precisou de hospitalização por causa da doença. Com isso, a eficácia da vacina contra as formas graves da doença ou a infecção acompanhada de sinais de alerta ficou em 80,5%. A diretora médica do Butantan, Fernanda Boulos, explica que esse resultado é positivo não somente por confirmar a eficácia da vacina, mas por demonstrar a eficiência do esquema de dose única. A vacina produzida pelo Instituto é a primeira do mundo contra a dengue aplicada em apenas uma dose. “Vacinas que precisam de duas ou mais doses, a gente tem vários dados que mostram que muitas pessoas não voltam pra completar o esquema. Então, essa demonstração de que uma única dose mantém a proteção alta é muito importante. Mas é claro que nós vamos continuar acompanhando, para saber se realmente não vai ser necessário um reforço depois de 10 ou 20 anos”, afirmou. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Crianças e idosos A eficácia do imunizante contra a dengue, de forma geral, foi um pouco menor, de 65%. Mas o índice sobe para 77,1% entre as pessoas que já contraíram a doença antes de receber o imunizante. Os resultados também apresentaram algumas variações de acordo com a faixa etária, com maior eficácia entre adultos e adolescentes do que entre as crianças. Por essa razão, a Anvisa registrou a Butantan-DV apenas para pessoas de 12 aos 59 anos, apesar da vacina ter sido testada também em crianças, a partir dos 2 anos. “Eles reconhecem que os dados de segurança pra crianças estão corretos, mas como depois de cinco anos, a eficácia entre as crianças cai mais do que entre os adultos, nós precisamos saber se elas vão precisar de reforço”, explicou a diretora médica do Butantan. Fernanda Boulos acrescentou, no entanto, que o Butantan já está planejando, junto com a Anvisa, a realização de um estudo adicional em crianças para embasar a inclusão desse público no esquema de vacinação no futuro. Além disso, o Instituto já está fazendo testes em idosos, em um estudo que deve ter resultados no ano que vem. “O sistema imunológico também passa por um processo de envelhecimento, então é importante entender se os idosos tem a mesma capacidade de gerar resposta imune com a vacina”, explicou. O acompanhamento dos pacientes vai ser feito por um ano, depois os dados serão comparados com os dos adultos, e enviados para a Anvisa para uma possível ampliação do público-alvo. O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Juarez Cunha, afirma que essa inclusão seria muito importante, considerando que a maior taxa de mortalidade por dengue é verificada entre idosos. Ele ressalta, ainda, os resultados importantes sobre a segurança da vacina apresentados no estudo. “Ele nos mostra que a vacina se mantém protetora por um prazo bastante longo, e é extremamente segura. E esse também é um aspecto fundamental. Qualquer medicação, incluindo vacina, a gente precisa ver como eles vão se comportar com a sua utilização”, complementa. Segurança Primeira vacina 100% nacional contra a dengue, de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan. – Walterson Rosa/MS O estudo de longo prazo da Butantan-DV foram publicados na quarta-feira (4), na revista Nature Medicine e explica que a vacina foi, de modo geral, bem tolerada e não foram observadas preocupações de segurança a longo prazo.” Eles foram obtidos após o acompanhamento de mais de 16 mil pacientes, sendo que cerca de 10 mil receberam a vacina, e quase 6 mil receberam placebo, para compor um grupo de comparação. “Em termos estratégicos é fundamental que a gente tenha uma pesquisa nacional conseguindo chegar a esses produtos de ponta, eficazes e seguros. Possibilita que a gente consiga abastecer mais fácil o nosso Programa Nacional de Imunizações e também é um ativo de negociação com outros países”, destaca o diretor da SBIM. A diretora médica do Instituto Butantan, Fernanda Boulos, confirma que a prioridade absoluta é abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Mas, assim que a demanda nacional for suprida, a instituição pública, vinculada ao estado de São Paulo, deve negociar a venda de doses para outros países, especialmente da América Latina, que também tem sofrido com epidemias da doença. Tâmara Freire – Repórter da Agência Brasil Publicado em 06/03/2026 – 12:27 Rio de Janeiro

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Defesa confirma morte de Sicário, aliado de Vorcaro

Óbito foi declarado às 18h55 de sexta-feira (7), segundo advogado Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil* Foto © PM MG/Divulgação Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), morreu nesta sexta-feira (6), em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela defesa dele. Mourão estava internado no centro de terapia intensiva (CTI) do Hospital João 23 desde a última quarta-feira (4), após tentativa de suicídio na prisão. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, havia suspeita de morte cerebral. Em nota, o advogado de Mourão, Robson Lucas, informou que o quadro clínico de Mourão se agravou e que o óbito foi declarado às 18h55, após encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado por volta das 10h do mesmo dia. Entenda Na manhã da última quarta-feira, Mourão foi levado para a carceragem da PF na capital mineira após cumprimento do mandado de prisão emitido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a corporação, o investigado atentou contra a própria vida e foi reanimado por policiais responsáveis pela custódia. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e Mourão foi encaminhado para o hospital. De acordo com as investigações, Mourão atuava como ajudante do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, que também foi preso na quarta-feira durante operação da PF. Sicário, como era chamado pelo empresário, seria responsável pelo monitoramento e obtenção de informações sigilosas de pessoas consideradas adversárias dos interesses do banqueiro. Centro de Valorização da Vida Qualquer pessoa com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida deve buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos e educadores, e também em serviços de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, é importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços de saúde. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.

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Alagoas possui 105.699 empresas lideradas por mulheres, informa Junta Comercial

Número representa um crescimento 9,21% em relação ao dado levantado no ano passado Junta Comercial do Estado de Alagoas destrincha os dados referentes ao empreendedorismo feminino  Ascom Juceal Hotton Machado / Ascom Juceal Alagoas possui 105.699 negócios liderados por mulheres. O número representa um crescimento 9,21% em relação ao quantitativo levantado no ano passado. Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no próximo dia 8, a Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal) destrincha os dados referentes ao empreendedorismo feminino. Subdividindo o número total de acordo com o porte empresarial, em Alagoas, existem 59.838 microempreendedores individuais (MEIs), 35.886 microempresas (MEs), 6.225 empresas de pequeno porte (EPPs) e 3.750 negócios considerados sem porte que possuem mulheres como empresárias, sócias, diretoras ou participantes do Quadro de Sócios e Administradores (QSA). Nessas empresas, ao todo, o estado conta com 100.106 mulheres que gerem esses negócios nas mais variadas qualificações, algumas até mesmo com atuação em mais de um negócio. O quantitativo aumentou 9,19% em relação ao ano passado. Conforme a Juceal, analisando todas as funções, essas participações são destrinchadas em 81.288 empresárias, 30.154 sócias, 22.469 administradoras, 918 representantes legais e 329 cargos de diretoria. Entre esses nomes, está Francielly de Lima Rocha. Possuindo uma microempresa desde março de 2019, a empresária conta que liderar um negócio é bastante desafiador, mas que tem aprendido muito. Farmacêutica por formação, ela comanda a empresa Farmácia do Trabalhador do Bairro, situada no bairro Serraria, em Maceió. “Eu segui a mesma área que meu pai. Como já conhecia, decidi investir nesse setor. Vi realmente como uma oportunidade. Eu me formei em 2017, então a experiência com a empresa foi uma das minhas primeiras práticas na profissão, o que tem sido muito desafiador, mas eu amo muito o que faço. É algo diferente, porque vai além de ser farmacêutica. Eu cuido também da parte de logística, de lidar com os funcionários, da parte de administração, então a gente vai sempre aprendendo”, revela. Na pandemia, Francielly relata que foi um momento chave, em que teve que se adaptar, investir em delivery, mas que conseguiu fazer a empresa crescer e fidelizar clientes. Como mulher empreendedora, ela conta que o machismo está presente no ambiente de negócios e tenta encarar essas situações de frente. “Eu considero que é um pouco mais difícil para a mulher. Teve momentos em que eu pedia para o meu esposo lidar em alguns casos. Mas não mais, agora eu que cuido de tudo”, exalta. Outros dados Ainda segundo a Junta Comercial, as principais seções de atividades econômicas que possuem participação feminina são vistas para comércio (42.347 empresas); alojamento e alimentação (12.888); outras atividades de serviços (9.820); indústrias de transformação (8.483); atividades administrativas e serviços complementares (6.202); atividades profissionais, científicas e técnicas (5.539); educação (4.473); saúde humana e serviços sociais (4.151); transporte, armazenagem e correio (3.058); e construção (2.380). Enquanto as cidades com maiores números são Maceió (54.239 empresas), Arapiraca (9.060), Rio Largo (3.100), Marechal Deodoro (2.650), Penedo (2.141), São Miguel dos Campos (1.848), União dos Palmares (1.729), Palmeira dos Índios (1.712), Delmiro Gouveia (1.534), Coruripe (1.466), Maragogi (1.332), Pilar (1.114), Santana do Ipanema (987), Teotônio Vilela (938), Satuba (832), Atalaia (779), Campo Alegre (733), Porto Calvo (615), Murici (573) e São Luis do Quitunde (554). Para o presidente da Juceal, João Gabriel Costa Lins, o Joãozinho, os números divulgados pela autarquia são um importante indicador para políticas públicas. “Vemos que o empreendedorismo feminino tem crescido ano a ano. Os números comprovam isso. Então cabe a nós, como gestores dos entes públicos, entender esses setores e aplicar melhorias para facilitar ainda mais essa área do ambiente de negócios. Com o apoio do Governo do Estado, a Junta Comercial tem sido um facilitador do empreendedorismo e simplificar o registro e licenciamento empresarial para as mulheres também é um objetivo claro”, aponta. A Juceal é entidade de registro empresarial, responsável pelos processos de abertura, alteração e baixa de negócios, além de ser a administradora da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) no estado.

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